Aventure-se comigo...

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domingo, 11 de maio de 2014

Meus medos de fantasma e outras coisinhas mais...

Não sei você, leitor, mas eu tenho uma mente hiperativa, e quando ela resolve se exceder, tudo o que eu queria era ter um botão liga/desliga.

Começo com uma singelaela lembrança do Topo Gigio, aquele ratinho que fez sucesso nos anos 70, minha cabeça alucinada já começa a fazer conexões absurdas, começo a lembrar do meu jardim da infância. Tinha um menino enorme na minha classe, tipo... 4 vezes o meu tamanho, e eu achava ridículo aquele meninão ficar chorando todos os dias quando a mãe ia embora.
Castigo divino, dois anos depois eu passei a sofrer dessa "síndrome da alienação parental". Por semanas minha mãe precisou ficar tricotando no pátio do colégio enquanto eu tinha aula, pois eu entrava em pânico quando ela ia embora. MAs eu não dava chilique, pelo menos isso!
Nessas elocubrações sobre Topo Gigio e menino chorão, viajei até minhas outras pirações de medo.

Eu tinha P-A-V-O-R de espírito.Minha família tinha casa na Praia Grande e, aos sábados à noite, quase sempre tinham adeptos da umbanda fazendo rituais na praia. Acendiam velas, batucavam tambores e rodavam, rodavam, com aquelas roupas brancas,  as pessoas entravam em transe e eu morria de medo de um daqueles espíritos baixar em mim!! Como eu sofria!! Meu pai achava a maior graça e ficava imitando o  "saravá". Imagina, depois eu tinha de dormir sozinha, o medão que eu sentia era f...
Quero deixar claro que tenho o maior respeito por todas as religiões, era só medo infantil.

Outro medo avassalador que eu tinha era ficar presa em algum lugar. A clássica claustrofobia. Isso me levou a algumas situações patéticas, especialmente quando precisava usar banheiros públicos e tinha medo de trancar a porta (e ficar presa). Aprendi técnicas de segurar a porta com a cabeça, já que se esticasse a mão acabava fazendo xixi na roupa. Banheiro de avião, afff... sem comentários. Só ia quando era impossível evitar e mesmo assim ia  acompanhada, pois além de ficar presa tinha medo de ser sugada pela pressão daquele vaso sanitário do capeta. Convenhamos, banheiro de avião é a maior expressão do sadismo das companhias aéreas. Tanto progresso e melhorias, mas o banheiro continua um ho-rror.


Cadê a saída de emergência?????

Quando eu era criança, eu também tinha mania de saída de emergência; em ônibus, principalmente. Nos ônibus antigos não havia uma janela/porta de emergência em todos os veículos. Quando entrava em algum que não tinha, fazia minha mãe descer e pegar outro. Ela não tinha muita paciência com essas minhas manias, minha família nunca foi de paparicar, era tudo meio aos trancos e barrancos. Mas, do jeito dela, ela me ajudou a superar alguns medos.



Por exemplo: eu tinha medo de parar de respirar e morrer enquanto dormia. Minha mãe teve uma brilhante idéia para me fazer perder o medo: ela me fez deitar nacama, fechar os olhos e apertou meu nariz. Na mesma hora eu abri a boca assustada., pensando que ela ia me matar!  Ela disse "viu só? se o seu nariz entupir sua boca vai abrir na hora pra você respirar!" Hoje eu acho a maior graça dessas pitadas de psicologia da minha mãe.


Com esse jeito meio tosco de me fazer perder meus medos, ela também me ensinou coisas importantes. A nunca permitir que um homem encoste a mão em mim, ou me tratar com desprezo. Aprendi a me valorizar, a jamais permitir que me alguém me humilhasse. No alto dos meus 1,50m de altura,  eu sempre fui uma leoa na hora de brigar por mim e pela minha família.

É dia das mães, ao invés do lugar comum de pensar em todas as qualidades da minha mãe, hoje estou lembrando do jeito estabanado dela lidar com a afetividade, uma dificuldade que ela sempre teve. Ainda que tenha havido muitos erros, os acertos foram maiores. Aprendi mais com ela do que com qualquer outra pessoa na minha vida. E não é qualquer um que teria paciência de ficar meses tricotando num pátio de escola pública, me mostrando desde cedo que os medos devem ser superados, nunca evitados.

A minha mãe e a todas as mães, um lindo dia... Que todo o amor do universo envolva o caração de cada uma de vocês, bravas guerreiras.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

AS PESSOAS ENLOUQUECEM NO TRÂNSITO


Meu amigo Paulinho é uma pessoa muito querida, meiga e tem uma maneira afetuosa de tratar as pessoas. Há alguns meses, combinamos de viajar juntos. Ele sabia o caminho e, por esse motivo, foi dirigindo. Saímos da garagem do prédio ao som do grupo Abba, comendo carolinas de chocolate, felizes da vida. 
Mal os pneus do carro tocaram o asfalto da rua, Paulinho se transformou no “Homem de Nearthental”. Engatou a primeira marcha e saiu fechando todos os carros que transitavam no caminho. Na esquina, passou no sinal vermelho e eu, literalmente, fiquei entalada com a boca cheia de carolinas. Não sabia se engolia, tossia ou respirava. E assim foi a viagem toda, ele grudava na traseira de t-o-d-o-s os carros que ousassem ficar na sua frente, buzinava e ainda fazia sinais obscenos, com a mão para fora do vidro.
Assim como Paulinho, milhares de pessoas - homens e mulheres - quando assumem o volante de um automóvel, incorporam alguma entidade do além, daquelas que são do balacobaco. É a única explicação que posso dar para tão bizarra transformação! 
Dizem os psicólogos que, pessoas com esse comportamento, extravasam suas frustrações quando se sentem no controle, e dirigir um automóvel é, de certa forma, estar no controle de alguma coisa. Mais do que isso, é ter uma ARMA  nas mãos.

A legislação brasileira é muito branda com motoristas que causam acidentes. Um motorista embriagado que mata uma pessoa é acusado por crime CULPOSO – sem intenção de matar. . A penalidade aplicada é  uma multa, além de perder uns pontinhos na carteira. Patético, não é?

O velho mito de que os homens são melhores ao volante caiu por terra. Estatisticamente, ELES causam mais acidentes do que ELAS. As companhias de seguro cobram menos das mulheres, justamente por serem mais cautelosas e colidirem menos. Mas, para não me chamarem de feminista,  no quesito baliza, as mulheres costumam dar vexame. Surpreendentemente, sou uma exceção, confesso que eu tenho talento NATO para manobrar. Não raro me espremo em vagas pequenas, sob olhares irônicos de homens que ficam observando, esperando eu me “estrepar”. Qual o quê, eu paro de primeira e quando saio do carro, falo para os marmanjos:
- Agora podem aplaudir! hihihi
  
Uma coisa é certa, se eu ficar desempregada um dia, encontrarei facinho um emprego de manobrista.

sábado, 28 de maio de 2011

SÓ QUEM TEM É QUE SABE O QUE É...


Existem experiências na vida que, somente quem passou por elas, é capaz de avaliar a intensidade de alegria ou sofrimento que elas causam.
O exemplo atávico dessas experiências é o nascimento de um filho. Apesar de eu não ter filhos, sei que  é um divisor de águas na vida de qualquer ser humano. 

A minha experiência mais intensa foi conviver durante muito tempo com a Síndrome do Pânico. E, a exemplo do nascimento de um filho, só quem vivenciou é que pode – e tem o direito – de avaliar o que é. Sim, pois quem nunca passou pelos sintomas e restrições que esse quadro oferece, costuma minimizar o sofrimento de quem é portador desse transtorno.
Alguns dizem que é frescura, outros acham que com "força de vontade" a pessoa conseguiria superar suas dificuldades causadas pela doença. Muita gente já me falou que o pânico nada mais é do que uma maneira de "chamar a atenção", carência e outra mer*&#@ .

Eu tinha 7 anos de idade quando os primeiros sintomas se manifestaram. Imagine isso, na década de 70, quando todo e qualquer comportamento fora do normal era considerado doença mental, loucura.
Seria eu louca? Eu tinha tanto medo do meu medo, que não compartilhava com outros o que eu sentia, a não ser meus pais. E estes, por desconhecimento, achavam que era frescura mesmo. Eu ainda levava bronca e era tratada com desdém quando manifestava meu medo de ficar sozinha, meu medo de morrer ou medo do medo...

Felizmente, com o passar dos anos, essa angústia foi diminuindo e inexplicavelmente o pânico foi se aquietando. Mas ele estava latente... na minha adolescência, aos 15 anos, ele voltou. A crise da adolescência misturou-se ao transtorno do pânico, mas eu pude compartilhar minhas angústias com algumas poucas amigas. Descobri que elas, também, tinham alguns medos inexplicáveis, apesar de se manifestarem em uma proporção infinitamente menor do que os meus. Mas essa descoberta aliviou o meu maior pavor: o de eu não ser uma pessoa normal, de ser portadora de uma loucura que eu deveria disfarçar e esconder das pessoas, para poder ser aceita.

Passado  o auge da adolescência, novamente e milagrosamente, o meu transtorno regrediu e foi justamente na fase em que eu ingressei na faculdade de Direito. Aos 17 anos eu fui aprovada nas 3 melhores faculdades de Direito de São Paulo. Obviamente, escolhi a Faculdade de Direito Universidade de São Paulo, conhecida como São Francisco. Foi um sonho realizado e um banho de auto-estima.
Nesse período, que durou 5 anos, a vida resolveu me dar uma folga e disse: vá ser feliz! Eu aproveitei, viajei, namorei, me apaixonei, fui livre como eu sempre sonhei ser. Trabalhava, tinha meu dinheiro, estudava à noite, já era dona do meu nariz.
Ao final dos anos 80, o pânico voltou. Eu estava dirigindo em uma estrada, sozinha, rumo ao litoral. No meio do caminho, ele voltou. Fiquei apavorada no meio do nada, longe da cidade, sentido-me frágil, insegura, sozinha, sem opção a não ser seguir em frente ou voltar.

Estava instalado o medo de viajar sozinha. A primeira limitação que surgiu. E outras vieram em sequência: medo de lugares fechados (ir ao cinema passou a ser uma tortura), medo de ficar presa no trânsito, estar longe de casa, qualquer situação na qual eu não pudesse fugir, no momento em que eu desejasse. Na cerimônia do meu casamento, rezei o tempo todo para que não me desse uma crise e eu tivesse que sair correndo do altar. 

E não precisava ser um lugar fechado, bastava eu me sentir em uma situação na qual eu não conseguiria sair do local sem chamar a atenção das pessoas.
Na época eu dava aula, meu coração ficava disparado o tempo todo, com medo de me dar um piti e eu ter de sair da sala – o que pensariam os alunos??
O cérebro começa a pensar em mil coisas, parece que ele é seu pior inimigo, que está te sacaneando 24 horas por dia! Sim, pois muitas pessoas têm crises de pânico quando estão dormindo!

Procurei médicos, terapeutas, na sua maioria profissionais despreparados, alguns picaretas.
A primeira psicóloga que eu procurei quis me tratar com Florais de Bach. Talvez isso possa funcionar quando o paciente está um pouco ansioso, mas, definitivamente, jamais deve ser considerado um tratamento para um paciente que apresenta sintomas severos de Transtorno do Pânico. 
Sou totalmente contra profissionais que usam tratamentos alternativos para tratar doenças sérias e debilitantes e tenho motivos para assim pensar.

Por isso, digo com conhecimento de causa: quando alguém tem uma doença, deve procurar um médico sério e deixar essas terapias alternativas apenas como um complemento ao tratamento médico. Perdi tempo, dinheiro e, principalmente, perdi a fé de um dia me curar, depois de passar por pelo menos uns 10 profissionais, entre médicos, psicólogos, sem resultado.

Cheguei a um ponto em que meu transtorno de pânico tornou minha vida um inferno, eu já não conseguia sair de casa, tinha medo praticamente o dia todo,com aquela sensação de algo muito ruim iria acontecer no próximo instante, não conseguia trabalhar. Eu estava no fundo do poço. Só tinha forças para mais uma tentativa. 

Descobri um site na internet, em 2003. Comecei a ler os relatos dos pacientes, as respostas do médico responsável pelo site, descobri que o que eu sentia era igual ao que milhares de outras pessoas sentiam, também.
Descobri que o Transtorno do Pânico é uma doença, assim como o diabetes, as doenças na tireóide, enfim... é uma doença física, cujos sintomas são psíquicos.
O cérebro é um órgão como outro qualquer do corpo humano, porém, quando existe algum problema funcional no cérebro, ao invés de se sentir dor, inchaço, febre, ou qualquer outro sintoma físico, o nosso psicológico é que apresenta alterações. 

Os pensamentos ficam desordenados, e causam um tremendo mal estar. Tudo isso causado por um DESEQUILÍBRIO DOS NEUROTRANSMISSORES.
O melhor de tudo: isso tem cura – ou, na pior das hipóteses, tem tratamento que controla todos esses sintomas desagradáveis.
Existe um indevido preconceito em relação aos medicamentos para tratar muitas dessas doenças. Muitos erroneamente acreditam que os antidepressivos são remédios perigosos, que causam dependência e deixarão a pessoa "grogue", diferente do seu estado normal.
ERRADO! Os antidepressivos não causam dependência, não da forma que os benzodiazepínicos causam (os famosos calmantes). Os antidepressivos têm a função de normalizar os níveis de neurotransmissores do cérebro. Assim como a insulina normaliza a glicose no sangue. 

Os antidepressivos de última geração praticamente não apresentam efeitos colaterais, eu faço uso há 8 anos do mesmo medicamento, minha médica monitora todas as minhas funções orgânicas por meio de exames anuais completos. Faço exames para avaliar fígado, estômago, coração, rins, enfim, check up geral, os medicamentos não causam nenhuma alteração fisiológica no meu organismo. 
O único sintoma que eu tive foi uma melhora considerável no meu humor, na libido, na ansiedade.

No meu caso, devido à demora em buscar um tratamento adequado (foram mais de 10 anos), o transtorno do pânico se tornou crônico, por isso, provavelmente terei de tomar remédio por muito tempo, mas eu convivo perfeitamente bem com isso. Não tenho sintomas, ainda evito certas situações (avião, lugares fechados), mas minha qualidade de vida melhorou 99%.

Eu cresci e amadureci com essa doença. Passei a ser tolerante com as dificuldades dos outros. Tornei-me mais forte – não é fácil conviver com os sintomas, exigia de mim força e determinação para não deixar a peteca cair!

Resolvi deixar aqui este relato, para ajudar pessoas que sofrem com TOC, depressão, transtorno bipolar, ansiedade e outras doenças que se tornam cada vez mais comuns em nossos dias.
Para aqueles que desejam saber mais sobre o assunto, acessem o site www.mentalhelp.com.br
Ali você encontrará explicações sobre vários transtornos, relatos de pessoas e seus familiares que convivem com essas doenças, informações a respeito de tratamentos, medicamentos e, acima de tudo, espero que as pessoas encontrem ali a esperança que eu encontrei. Foi por meio deste site que eu conheci minha médica, a quem eu agradeço todos os dias por ter me ajudado a voltar a viver.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

UMA NOITE NO MOTEL...


Tudo o que eu queria era passar uma noite  no conforto de um ar condicionado e tentar dormir.  Já fazia 3 noites que eu estava sem dormir por causa do calor insuportável em São Paulo. Isso aliado às preocupações com meu trabalho formava o coquetel perfeito para minha insônia.

Meu namorado chegou de viagem na segunda de carnaval e veio a idéia: por que não passar a noite em um desses motéis que dão direito à pernoite,  escolher uma suíte com ar condicionado, um solarium e uma hidro, para poder tomar sol e me refrescar no dia seguinte pela manhã? Escolha feita, analisando custo/benefício, fomos a um tradicional motel de São Paulo. A suíte duplex, com solarium e hidro gigante no andar superior, um potente ar condicionado, uma TV LCD gigante com todos os canais a cabo, e ainda de quebra... wi-fi (viciado em internet é fróids... leva o notebook até no motel...).

Tudo começou bem, logo ao chegarmos ligamos o ar condicionado... ahhh que delícia. Depois enchemos a hidro gigante com água fria (quem não tem praia nem piscina, se satisfaz com uma hidro, né?). Depois de nos refrescarmos na água geladinha, pedimos o jantar. 

Não resisto em fazer um adendo aqui: os motéis de São Paulo possuem um compartimento próximo à porta, onde a refeição é colocada. Pelo lado de dentro do quarto parece um mini armário,  com uma portinha para dentro do quarto e outra para fora. Meu namorado, carioca desavisado, colocou sua roupa ali, imaginando trata-se de  um  mini guarda-roupa (e bota mini nisso,rssrs). 

Imagine a camareira ao abrir a portinha para colocar o jantar deparar-se com cueca, calça, meia... no compartimento da comida. Deve ter sido uma ginástica para a coitada acomodar a refeição no meio das roupas. 

No entanto, o que prometia ser uma noite gloriosa começou a desandar quando, ao pedirmos o jantar, na primeira mordida, quebra-se o dente do meu namorado e ele quase se engasga com o dito cujo. Ainda sentados à mesa, jantando, notamos que o ar condicionado estava congelando o ambiente. Tentamos diminuir a potência ou aumentar a temperatura, mas em vão. A recepcionista informou que não era possível ajustá-lo (um modelo moderníssimo split hiwall, capaz de refrigerar um auditório com 50 pessoas, tamanha a sua potência.
Desavisados, havíamos apenas colocado na mochila pijaminhas bem leves para passar a noite. A única opção para não morrermos de hipotermia era ligar e desligar o ar de tempos em tempos. E assim foi a noite toda: ora congelando, ora suando em bicas.
Veja lá se tem clima pra namorar numa situação dessas! Dente quebrado, ar condicionado infernal, e ainda, para colaborar... o wi-fi e tampouco a TV a cabo funcionavam.

Meu namorado entregou-se aos braços de Morfeu, e eu fiquei lendo até alta madrugada, mais uma vez sem sono.
E mais uma noite em claro... Ligando e desligando o bendito ar!
Pela manhã, senti saudades do meu ventiladorzinho...

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

FUI TROCADA PELA 25 DE MARÇO..

Conheci um mocinho carioca.
Bom... nem tãoooo mocinho assim, a ponto do meu irmão poder tirar um barato da minha cara, me chamando de "Disneylândia" (sim, confesso, já passei pela minha fase de "ninfetos" rsrs).

Eu já conhecia H. (vou garantir-lhe o anonimato) há 2 anos pelo Orkut e msn, com direito a conversas pela webcam de vez em quando. e eis que chegou o dia de nos conhecermos pessoalmente. HAvia um clima de paquera nas conversas virtuais, mas o "olho no olho" é que define se há futuro (curto, médio ou longo -pouco importa).

O olho-no-olho, neste caso, foi aprovado. Parecia que nós nos conhecíamos há tempos. Passamos a sexta-feira indo a passeios bem turísticos: museu do futebol, avenida Paulista, shopping, café, pizza frita no La Sorella (não existe pizza frita no Rio, inacreditável!) Todos os programas eram intercalados por um namorinho gostoso.

Tudo ia muito bem, até que eu tive a infeliz idéia de sugerir a ele que fossemos à 25 de Março, onde ele poderia encontrar alguns itens que ele gostaria de comprar. Sábado pela manhã, um lindo dia de sol, dirigimo-nos à 25, certos de que seria uma breve passagem. Ledo engano...
Este carioca tímido e reservado, chegou curioso à muvuca, olhou aquele monte de camelôs espalhados pelas calçadas e começou a entrar no clima.

Ao entrarmos no shopping da 25 , naquele predinho treme-treme de 3 andares, cheio de lojinhas minúsculas onde só vemos Coreanos por trás dos balcões, esse homem foi se revelando. Em pouco tempo, sua respiração estava alterada, as pupilas dilatadas, o coração acelerado, e nada mais no mundo importava a ele, senão devastar aquela imensidão de produtos, quase todos contrabandeados ou falsificados, mas altamente sedutores...

Celulares com tv digital a preço de banana, máquinas digitais por 1/3 do preço das lojas convencionais, relógios falsific.. ops... réplicas de marcas famosas - há as opções de réplicas de primeira linha ou réplicas das réplicas. É de enlouquecer qualquer turista desavisado.

Meu querido H. não teve a menor chance. Não o preparei para o que ele ia encontrar,e ele sucumbiu. Soltou a franga (no bom sentido), alucinou, qual viciado após a primeira dose, esse homem era puro delírio e frenesi.

Descobri, frustrada, que EU não causei tanta comoção no nosso primeiro encontro quanto a 25 de Março. Os olhinhos dele brilhavam,mais pela 25 do que por mim!
Ele saiu de lá arrastado, carregando sacolas com relógio, óculos, celulares... Feliz...

E eu aprendi que não é à toa que a 25 de Março faz fama no Brasil todo. E depois dizem que as mulheres é que são consumistas.

- Em tempo, voltamos no domingo antes dele retornar ao Rio, para comprar mais um celular, mais outro relógio...rsrs

terça-feira, 11 de agosto de 2009

O admirável mundo da cabeça de mulher...

Primeiramente... peço desculpas pela demora em voltar a lhes contar minhas peripécias. Mudei de casa, tive a árdua tarefa de fazer a China caber dentro do País de Gales. Eu morava em uma casa enorme, com quintal, jardim, sala disso, daquilo e mais saletas.
Agora, moro em um charmoso apartamento de dois dormitórios, com todas as limitações de espaço que um apartamento traz.

Na semana seguinte à mudança, minhas amigas me convidaram para ir a um barzinho na Vila Madalena. Adoro aquele lugar, despojado e despretencioso, tem uma série de opções , para todos os gostos. Escolhemos um com música ao vivo, mas ficamos na parte externa para podermos conversar e paquerar.
Já que paquerar estava difícil, dada a faixa etária dos meninos/bebês (no auge dos seus 20 aninhos), engatamos numa conversa divertida, sobre manias de cada uma. Papo vai, papo vem, umas caipirinhas de saquê na cabeça, rolou o papo de morte, enterro, coisa assim bemmmm alto astral...rsrs

Eu disse a minhas amigas que, já que não estou mais casada, que elas seriam responsáveis pela decisão de desligar os equipamentos que porventura me mantivessem viva, no caso de eu ficar vegetando ou sofrendo numa cama de hospital (olha só o assunto para mesa de bar!!)
Uma das minhas amigas pediu a mesma coisa, e disse que não quer ser enterrada e sim cremada, pois tem verdadeira claustrofobia de ficar num caixão (como se depois de morta ela fosse se dar conta disso, né? rs)

Aí, veio a pérola da noite. Outra amiga (ahh nem vou falar quem é, vocês até ja sabem...) olhou para todas nós e disse seriamente:
- Quero que vocês me prometam uma coisa. Digam que prometem.
- Ahh fala primeiro o que é, se gor coisa de dar medo não vamos prometer- respondeu uma delas.
- Sério, gente...prometam! Quando eu morrer, antes de me colocar no caixão, quero que vocês depilem ospelinhos do meu queixo e do buço (vulgo "bigode"). EU tenho uns pelinhos que nascem ali e eu odeio. Imaginem eu deitada no caixão e aqueles pelinhos aparecendo! Vocês prometem?

Nós nos entreolhamos, sem saber se era piada ou não. MAs o pedido era sério, seríssimo. Eu ainda perguntei se podia ser com lâmina de barbear e ela respondeu categoricamente: NÂO. Teria que ser depilado com cera.

FAla sério, mulher pensa cada coisa. Até quando morre se preocupa com sua aparência.

Juro, depois dessa, na próxima encarnação quero nascer homem. Ohhh bicho fácil de se contentar. Mulher sofre até depois de morta. Valha-me Deus...rsrs

Bom, até a Mariah CArrey depila o bigode e os pelinhos no queixo, oras... Nem ela é perfeita!




sábado, 4 de julho de 2009

ELE É GAY!!!


Queridos leitores, estou em estado de choque. Tanto que dei uma paradinha nos preparativos para minha mudança de casa, deixei as caixas e o plástico bolha de lado e vim aqui confidenciar o novo ocorrido a vocês...

Antes de mais nada, cabe uma ressalva: não tenho nada contra os gays, pelo contrário. São homens perfeitos, carinhosos, sensíveis. Lamentavelmente o único "defeito" é não gostarem de mulher. Feita essa ressalva, vamos aos fatos:

Minha amiga Mariza, aquela que eu já "apresentei" a vocês aqui, estava a me contar uma teoria assustadora: "a cada dia que passa mais homens revelam-se gays e a proporção de homens x gays está quase empatada. Ou seja, ou homens heteros que sobram estão comprometidos e se não estão, devem ser chatos ou problemáticos - ou ambos, o que é pior ainda!"

Segundo ela, durante um "casting" para uma propaganda de cerveja, dos quase 400 homens lindos e maravilhosos que apareceram apenas uns 10 eram "aparentemente" heteros. E desses 10, quase todos usavam aliança e foram acompanhados das esposas.

Outra amiga, Sandra, foi passar férias em João Pessoa com uma colega. Duas mulheres bonitas e solteiras, em pleno verão, na praia... pensei que iriam conhecer uns belos bofes por lá. Qual o que. Nem sequer uma inocente conversa na praia ou uma cervejinha. Voltaram impressionadas com o número de gays que encontraram lá.

Até então, eu achava que minhas amigas estavam ficando neuróticas, exageradas que só.

Eis que eu estava assistindo a um noticiário na TV e vejo um colega meu de faculdade, que foi apaixonadinho por mim. Gaúcho, másculo, gordinho demais para o meu gosto, não obstante, um mulherengo àquela época.

Quando o vi na TV, fiquei tal qual tiete:
- Olha... o fulano, que estudou comigo, não mudou quase nada, está de barba agora... e... peraí, está dando uma entrevista sobre, sobre, sobre... a ONG que ele fundou em Porto Alegre em defesa dos direitos dos gays, em luta pelo direito do reconhecimento da união estável dos homossexuais (que, diga-se de passagem eu sou totalmente favorável).

Fiquei meia hora com a boca aberta. Ele... ELEEEEE é gay????
Se tem uma pessoa que eu jamais desconfiaria, seria dele. Até por que ele era apaixonadinho por mim! Os amigos dele tentaram nos aproximar, mas nunca cheguei a me relacionar com ele, senão como amigo.

Ai,ai... agora preocupei. Quando até os amigos começam a sair do armário, começo a achar que a raça humana caminha para a extinção.

Logo agora que me separei e pensei que fosse cair na vida!!!



segunda-feira, 22 de junho de 2009

MAIS UM EPISÓDIO DE: "ADVOGADO SOFRE..."

Resolver problema dos outros não é fácil, e advogado nada mais é do que um "resolvedor" de problemas alheios. Só que ele ganha pra isso.
Ruim mesmo é quando ele tem que resolver o próprio problema. Vai passar nervoso e no final não vai receber honorários pelo trabalho que teve.

E eu lhes digo, com conhecimento: advogar em causa própria é o "Ó"... Há um ditado que diz "aquele que advoga em causa própria tem um tolo como cliente".
Se na solução das demandas dos clientes já me estresso com juíz, escrevente, chefe de cartório, oficial de justiça, com a parte contrária, entre outros tantos, imagine quando o cliente e advogado sou euzinha. O estresse é dobrado!!

Vejam só o que me aconteceu: tenho conta no Banco Itaú há mais de 20 anos. Mesma conta, mesma agência, ficha limpa, nunca emiti cheque sem fundos (tudo bem que o limite do cheque especial sempre ajuda, né?). Pois é, sou daquelas clientes certinhas, que paga suas dívidas, que preza pela sua reputação.
Caí na besteira, pela primeira vez na minha vida, de usar o crédito rotativo do cartão de crédito do Banco Itaú - olhem que cliente fiel, até o cartão eu fiz questão que fosse do Itaú, estava "me achando" por ser cliente antiga.

Uma dívida boba, de R$1,500,00 virou uma bola de neve. Quanto mais eu pagava, mais aumentava a dívida. Não sei que matemática esses bancos usam. Cansada de ser explorada, fui conversar com a gerente. Expliquei que eu não estava mais usando o cartão mas que o débito só fazia subir mês a mês. Ela abriu uma ocorrência e disse que iria cuidar de tudo. Senti-me protegida, bem tratada, e por que não dizer, valorizada. Ahhhhhh... eu era uma cliente de mais de 20 anos de agência, oras...

Baixei a guarda (advogado fora do trabalho fica meio tapado, sabe?). Pensei que tudo seria solucionado e, quiçá, ainda iriam me restituir o que eu havia paga a mais.Passados 3 meses, pensei que o "causo" estivesse resolvido.

Estava procurando um apartamento para alugar, não acho seguro morar em casa, sozinha. Meus 3 pitbulls (yourkshires) não assustam nem a sombra.
Depois de ver vários apartamentos, encantei-me com um, exatamente no local onde eu gostaria de morar. Perto de uma praça e com cozinha e área de serviço grandes, para acomodar as feras.

Entreguei toda serelepe a documentação exigida pela imobiliária, comprometendo-me em voltar dois dias depois para assinar o contrato. Porémmmmmmmm... no dia marcado o corretor me liga avisando que havia um probleminha. Chegando à imobiliária, tomo conhecimento da bomba: meu nome estava no SERASA.
- Mas como???? indaguei. Meu nome NUNCA foi inscrito na Serasa, não deixei de pagar nenhuma conta, será que furtaram uma folha do meu talão de cheque? Clonaram meu CPF? Eu tenho uma homônima que tem uma mãe com o mesmo nome da minha? Buááááá...

Descobri que aquela continha do cartão de crédito não tinha sido resolvida pela gerente. Ou melhor, foi resolvida: inscreveram meu nome na Serasa.
Minha cabeça de advogada começa a funcionar a milhão: vou processar esses filadap.......até a quinta geração!! Vou mandar uma notificação para o Banco Central! Vou falar com meu amigo que é desembargador!! Queroi indenização por danos morais, materiais, lucros cessantes, e incessantes, tudo que aparecer na freeeeeeeeenteeeee!
Vou exigir a demissão dessa gerente inútil, como ela pode desdenhar de uma cliente assim tão... tão... antiga?
Aí caiu a ficha. Nos idos do século passado, cliente antigo era valorizado. Honestidade era valorizada, as pessoas eram valorizadas. Valia o fio do bigode. Todos pagavam a conta anotada na caderneta do seu Manoel, dono da quitanda. Não precisava nem de recibo.

Bom, enfiei a viola no saco e fui para casa, não sem antes garantir ao corretor que em 24 horas o problema estaria resolvido.
EU sei resolver esse tipo de problema com o pé nas costas. Mas e os milhões de cidadãos que são lesados todos os dias por essas instituições financeiras que mais parecem agiotas corruptos?

Eu lamento por esse povo, do qual eu faço parte mas sou privilegiada. Eu detenho conhecimentos que me permitem lutar pelos meus direitos. Mas o Zé da esquina vai ficar com o "nome sujo" enquanto não resolver pagar o que essa quadrilha de banqueiros decidem cobrar aleatoriamente.

Meu povo.. a história continua - aguardem a continuação ( antecipo que já fui ao fórum e sapateei, e nem estava usando minha capa vermelha hoje!)

Lição nº 1: pegue uma tesoura e picote todos os seus cartões. Se você tem dinheiro, pague à vista, se não tem não compre.
Vá tomar um cafezinho e esqueça aquela promoçõa m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a


segunda-feira, 8 de junho de 2009

ADVOGADO PASSA CADA UMA...

Pois é, só se ouve falar mal de advogados. E nós, os bons advogados, aqueles "do bem"(sim, eles existem, não é lenda!!!), que não vendem até a mãe... acabamos pagando o pato.

Para vocês terem noção dos micos que OS CLIENTES nos fazem pagar, vou contar o que aconteceu hoje. Uma cliente sofreu uma queda na entrada de um famoso hospital de São Paulo. há 4 meses. O piso era escorregadio e estava molhado. Fraturou o úmero (ombro), foram 3 meses de dores, etc...etc...
Resolveu acionar judicialmente o hospital. Pedimos uma foto do local e ela, toda envergonhada, apareceu com uma foto trêmula, que não dava para ver coisa alguma.
- Desculpe, disse ela, mas fiquei com vergonha de tirar foto ali por que tinha um segurança.
- AH, Dona Florinda, digo eu de narizinho em pé, tem que ser cara de pau. Chega tirando a foto e pronto.
- Doutora, faz isso pra mim que eu não tenho coragem.

Bem, lá fui eu, munida da minha super câmera nada profissional, mas moderninha. Casacão vermelho até a canela, calça e bota preta (hoje estava um frio danado aquei em Sampa)..
Depois me dei conta que não fui nada discreta nessa missão, tem coisa que chame mais a atenção do que um casacão vermelho?? Eu, como detetive, já vi que sou uma lástima, sutil qual um elefante voando.

Comecei a tirar fotos do lado de fora. Maravilha. Me empolguei. Clic, clic, clic... cheguei à porta, clic, clic. Coloquei a cabeça pra dentro da guarita... O segurança e uma visitante me olham com cara assustada... clic, clic.
O segurança avança na minha direção:
-Ei, senhora, não pode tirar fotos daqui, não. É propriedade particular.
- Ah, respondo eu, eu sou perita judicial...
- Não me interessa que perita que a senhora é, pra tirar foto tem que pedir autorização na administração]
E eu, afrontando a "toridade", dei mais um clique, só pra mostrar que tamanho não é documento - ele com seus 1,90m e eu com meus muitos 1,50m.
-Ei, ei... devolve essas fotos aí -disse o segurança partindo pra cima mesmo.

Nãnãnã... sem chance. Eu, a rainha da cara de pau, não podia hegar ao escritório de mãos abanando. Fiz o que toda pessoa ajuizada deveria fazer... saí de fininho apertando o passo, quase correndo pela calçada, morrendo de medo dele me seguir.

Depois caí na risada, sã e salva dentro do carro, e lembrei que meu pai sempre disse: toda baixinha é espevitada, ohhh raça.

Aí, vou contar o fim da história, que ainda não aconteceu mas é previsível... daqui a uns 2 anos, minha cliente vai ganhar a ação de indenização e na hora de pagar os honorários vai achar que está pagando muito, pois os advogados da causa não fizeram nada de mais. Afinal... era causa ganha... qualquer advogado iria ganhar também.

Aprendi que para o cliente, quando se perde uma causa a culpa é do advogado, mas quando se ganha, era causa fácil... Sniffffff...


domingo, 10 de maio de 2009

O DIA DAS MÃES DA PEDAÇUDA

Família é tudo igual, só muda o sobrenome...
Festa na minha família tem que ter preparo: meia hora de meditação OHMMMMMMM... acendo incenso, ouço música new age, faço exercícios de respiração para relaxar... Inspira, segura e solta o ar ...puffffffffffffffff...
Por via das dúvidas, tomo um vinhozinho para ajudar no relaxamento, antes de sair.
Desisti de ficar me preocupando com a roupa que eu vou usar. Coloco aquela que estou com vontade e pronto!! Vai ter crítica de qualquer jeito, até se eu for vestida de Dior com sapato Manolo Blahnik.

Hoje, dia das mães, a família se reuniu. Escolhi um vestidinho básico, preto (daqueles que não tem erro - exceto pra minha mãe). MAngas compridas, na altura dos joelhos, com um decote generoso, esse era o único detalhe "tchan" do vestido.
Mammys vem ao meu encontro emocionada:
- Como vc está linda! , diz ela

Calmaaaaaa... não se assanhem, caros leitores, ela sempre começa com elogio, pra "amaciar"...

- Da próxima vez que você tiver um encontro com um moço decente (ela deve achar q só saio com indecentes...), você use esse vestido! Mas fecha esse decote com um broche, pra não parecer que você está se oferecendo, com os peitos pra fora desse jeito (caracaaaaaa, eu tenho peitão, não vai ser um broche que vai esconder)

-Mãe, depois de anos, eu fiz as pazes com meus peitos. Deixa meus peitos em paz, por favor. Adoro meus peitos do jeito que são.

- Ah, eu sei filha, mas o que o rapaz vai pensar de você? (caraca, nem conheci o dito cujo do homem decente ainda! E ela já tá preocupada com o que o cara vai pensar)

Respiro fundo e mentalizo: sou um ser de luz violeta... ohmmmmmmmmmmm... inspira, segura... solta... pufffffffffffffffff

Levanto e vou buscar uma bebida.
Mammys, quando eu volto, faz o seguinte comentário:

- Ele está meio curto.
- O que está curto, mãe? , pergunto eu
- O vestido, responde.

Ai meu saco... a história ainda não acabou?

Já começo a ficar irritada. Calmaaaaaaa, penso comigo mesma, é dia das mães... ela sempre faz isso, não ligue.

Ser de luz violeta, ohmmm, respira, inspira pufff.. não tá adiantandooooo vou enfartar ou enforcar minha mãe jájá, penso eu, com um sorriso amarelo nos lábios,

- Filhinha...
Gelei. G-E-L-E-I. Quando ela começa a frase falando "filhinha...", é porque a bomba vai ser destrutiva.

- Você devia fazer um regiminho, diz ela, enquanto eu segurava uma coxinha nas mãos, prestes a devorá-la.

Ahhhhhhhh... aí não tem meditação que segure. Ser de luz a %&***%##

-Mãe, ainda bem que os homens "indecentes" com quem eu saio adoram meus peitões, acham que minha saia devia ser sempre mais curta, dizem que minha boca é a coisa mais gostosa do mundo e adoram minhas gordurinhas. Aliás, pra seu governo, não sou gordinha. Meu amigo Martchello dise que eu sou PEDAÇUDA! Um namorado meu disse que eu sou CARNUDINHA... e quase todos me chamam de GOSTOSINHA. Então, eu tô agradando a galera, entendeu? Deixa eu comer em paz minha coxinha antes que a senhora invente mais algum defeito em mim.

Ahhhhhhhhh a liberdade que a idade nos dá!!! Aos 20 anos eu voltaria para casa chorando. Hoje, eu me sinto poderosa, gostosa. Quem não concordar comigo, que siga rumo... e a fila anda!!

Em tempo...
1. Ainda bem que ela me achou linda quando eu cheguei! ufa!
2. Eu NÃO sou gorda... Apenas não sou magra :D
3. Mãe é mãe , elas são únicas e elas podem tudo.

sábado, 28 de março de 2009

LISTINHA...

Depois do último post, sobre as exigências das mulheres, passei a me avaliar seriamente. Não é que descobri que eu sou exigente também?

Minhas exigências são mais de cunho intelectual. Não consigo me interessar por um homem que escreve "estou anCioso para te conhecer". Pronto, broxo na hora.

Outro dia, conheci um advogado bonitão. Na tentativa de uma cantada barata, ele me solta a seguinte pérola: "Como diria Athaíde Patrese, você é um luxooo"
Como é que esse cara foi desenterrar isso?

Convenhamos, fazer citações de um tipo esdrúxulo como Athaíde Patrese é o cúmulo do mau gosto, quando se quer elogiar uma mulher. Sem dizer que é brega até o último grau.

Na medida em que estou ficando mais velha, estou ficando menos tolerante. E, no país do jeitinho, paira a falsa impressão de que, se você tem dinheiro, pode tudo.

Nãnãnã... pode chegar com o carrão importado que for, falou "pra MIM fazer", eu broxo.

As pessoas com melhor poder aquisitivo deveriam ser as primeiras a investirem tempo e dinheiro no seu aprimoramento intelectual. Mas não... preferem investir em símbolos de status. Só que eu não vou dormir e acordar com o carro do indivíduo, nem será a sua gorda conta bancária que irá segurar minha mão e dizer palavras de carinho nos momentos difíceis. Tampouco serão as roupas de grife que demonstrarão o caráter, a personalidade de um companheiro.

Sim, eu tenho minha listinha:
Homem pra mim tem que gostar de mulher, com todas as nuances que o mundo feminino possui.
Tem que ter noção de português, aquele que se aprende na escola, sabe? NAda muito além disso, já está de bom tamanho. E inteligência, né?

Agora, acima de tudo, deve ter bom senso. Senso crítico para ver que o mundo não precisa ser o que se vê aí fora, podemos construir a dois algo bem melhor, com fundamentos muito mais interessantes e menos fúteis do que os relacionamentos que vemos por aí.

E se ele souber cozinha?? AÍ EU ATÉ CASO! rs


terça-feira, 10 de março de 2009

GAFE

Acordo atrasada, o relógio não despertou (ou será que despertou e eu voltei a dormir?). Saio correndo para minha terapia, semana passada foi de lascar, vou fazendo mentalmente uma listinha de coisas a falar.
Esta noite fez um calor dos infernos, suei mais que um husky siberiano no deserto do Saara. N-ã-o dá pra pular o banho e deixar para tomar na volta. E sair com o cabelo espetado? Só se eu quiser matar o porteiro de susto. Chapinha neles. Lá se vão 40 minutos. Coloco um jeans e batinha (sem tempo para escolher roupa).

Estou na TPM, nesse período fico com peitões enormes- vejam, eles já são fartos por natureza, nesse período sinto-me uma vaca holandesa. Qual a pertinência dos peitos nesse relato? Vocês logo saberão.

Vou para a terapia dirigindo praticamente em duas rodas, mas cheirosinha e com cabelos esvoaçantes. Lá chegando, encontro uma paciente, Rita, que também faz terapia ali com outro psicanalista, mas que por mudanças de horário fazia tempo que não a via.

Ela olha para mim com o rosto alegre e sorriso aberto: você está GRÁVIDA!!!

...pausa...
(isso é tudo que uma mulher não deseja ouvir, exceto SE de fato estiver, o que não é meu caso).

Dou um sorriso amarelo e respondo:

-Não, querida, é que essa bata me deixa com barriguinha.
Tentando consertar o "inconsertável" ela diz:
-Ah, não é a barriga, imagina, vc nem tem barriga... É que seus seios estão volumosos. Então você colocou silicone, né?

Gente... uma dica. Quando você der uma gafe, não tente consertar. Como diz minha mãe, não desce do porco... Mude de assunto, não tenta justificar que é piorrrrr...

Bom, pra não ter que entrar em detalhes sobre minha TPM, sobre minha herança genética- todas as mulheres da minha família são peitudasssss, achei melhor assentir. Saí de lá prometendo passar a ela o telefone do meu cirurgião plástico. Assim que cheguei em casa, QUEIMEI a bata.
Peituda tudo bem, mas grávida??? afffffffffff.... ninguém merece, né?

Em tempo: não cheguei no estágio da mocinha da foto. Heheheheeh

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

O TROGLODITA...



Sábado de carnaval, fiquei em São Paulo, apreciando a cidade vazia -deixando os tolos sofrerem em congestionamentos sem fim rumo ao litoral.
Há alguns dias tinha conhecido um arquiteto que parecia ser interessante e divertido, ele me convidou para almoçar e fomos a um agradável restaurante em Moema. Estranhamente, ele não quis pedir um prato, alegou esta sem fome (suspeito que, na verdade, ele tinha receio de ter de pagar toda a conta). Eu me refastelei com um linguado acompanhado de risoto de alcachofra m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o.
Ao final, paguei o que consumi. Não faço o tipo que quando sai com um homem acha que ele deva pagar a conta. Se ele pagar, é um sinal de gentileza que não passa incólume. Caso contrário, sem problemas.

Pois bem... naquele mesmo dia, mais tarde, ele ligou no meu celular. Falou rapidamente: ligue aqui em casa! Até achei que tinha acontecido alguma coisa, mas ele explicou que ligar para celular ficava muito caro e por isso pediu pra eu ligar para ele - pasmem!!!!!

Achei que era brincadeira, nem levei à sério. Veio o convite pra que eu fosse conhecer o apartamento dele e tomar um prosecco à noite. Aceitei o convite, levei queijos e frios para acompanhar o prosecco (que, para minha surpresa era, na verdade, uma garrafa de champanhe estilo "Espuma de Prata", doce, barata e intragável.

Juro que eu não sou uma pessoa esnobe, mas a mesquinhez tem limites. Vejam bem, não estou falando de um homem de parcos recursos financeiros ou sem sofisticação. Trata-se de um arquiteto que morou na Europa por alguns anos, culto, inteligente - e pão duro!

Depois de ouvir todo o relato de sua última relação (em detalhes), ele confidenciou que a "ex" sabiamente o dispensou durante uma discussão, dizendo que se recusava a pagar cafezinho para ele. Imaginem a que ponto a paciência da coitada deve ter chegado, para depois de 8 meses dispensar o namorado por conta de um cafezinho.

Depois de todas as dicas de que ele era uma fria, resolvi sair de fininho. Disse que estava cansada e que o "prosecco" tinha me deixado com dor de cabeça.

Inconformado com a minha decisão de ir embora, ele me abraçou à porta de seu apartamento e, com toda força, deu uma dentada no meu braço!!!!!!! SIM, MORDEU COM TODA A FORÇA. Ainda hoje, passados 4 dias, o local está roxo.
Onde já se viu isso? Cena de canibalismo! Eu já disse no post anterior: os ogros estão dominando o mundo. Pára que eu quero descer!!!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

ENCONTROS FRUSTANTES


A vida de solteira não é só flores. Há vantagens, sem dúvida. Mas há momentos em que eu penso seriamente em ficar reclusa em algum convento - se ao menos eu fosse religiosa...

Desde que me separei, não posso reclamar da falta de oportunidades para sair. Acho que para mulheres é mais fácil, sei lá. O problema é quando o encontro, que promete ser tudo de bom, acaba sendo frustrante (quando não desastroso).

Primeiro encontro : um executivo, elegante, lindo, cheiroso, culto: ele chega para me buscar em casa, buzina e nem desce do carro. Abrir a porta para mim? Nem pensar. Vamos a um barzinho, ele desce do automóvel e sai andando na minha frente. A conversa é razoável, mas a essa altura minha boa vontade já está abalada. Tudo acaba de vez quando, caminhando com ele pela calçada (eu do lado de fora), ele abre uma bala e JOGA O PAPEL DE BALA NA RUA. Afff... jogar lixo na rua é o máximo da falta de educação, de civilidade. Nem liguei mais quando retornamos ao carro e ele não abriu a porta para mim.
Como diria minha mãe: "por fora, bela viola. Por dentro, pão bolorento.

Segundo encontro: Dessa vez, foram algumas saídas, sem que o segundo candidato fizesse algo de muito reprovável. Estava até animada. Depois de quase um mês, finalmente o teste final: será que ele "manda bem"?
A química foi perfeita, estava eu contentinha nos alvos lençóis, descansando e conversando após nossa primeira noite juntos, eis que ele solta um sonoro PUM.

Esse homem, de bom nível social e econômico, bonito, atraente...soltou um pum e nem pediu desculpas! Fez de conta que nem era com ele.

Está complicado... não basta o crescente número de gays, some-se a isso os homens comprometidos, complicados, loucos de todo gênero... agora surge uma nova modalidade dos "não encaráveis": OS OGROS.
Jogou papel na rua, soltou pum... tô fora.

Não precisa ser príncipe, mas um pouco de classe, pelamorrrrrr...


quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

A MALDIÇÃO DA CALCINHA VELHA



Minha mãe desde que eu era pequena me ensinou a nunca sair de casa com roupa íntima velha. Ela tinha trauma por causa de uma tia, que certa feita saiu com uma calcinha rasgada, justamente naquele dia foi atropelada e "todo mundo" viu a calcinha furada que ela usava.
Há um certo exagero na história, obviamente. Em primeiro lugar, "todo mundo" é muita gente e duvido que diante de uma pessoa idosa atropelada alguém vá prestar atenção na calcinha da infeliz.

Confesso que tenho umas calcinhas mais antigas de algodão na minha gaveta. Nada mais confortável do que usar uma calcinha mais larga para dormir. Mas para sair de casa, elas me apavoram.
No entanto, há um corolário para a maldição da calcinha velha: se você sair de casa displicente com sua aparência, pode apostar que você vai cruzar com o bonitão (ou bonitona) que mora no andar de cima e que você só dá sorte de cruzar com ele/ela uma vez por ano no elevador.

Ou ainda, como aconteceu comigo semana passada, você resolve arriscar uma saidinha rápida usando aquele moleton velho e camiseta com aquelas propagandas estampadas -no meu caso, era uma camiseta dos Pincéis Tigre - por pura preguiça de se produzir.

Pois sim, naquela noite estava vestida mais para uma faxina em casa do que para ir ao supermercado. Mas eram 10 da noite, eu ia só comprar umas coisinhas rápidas no mercado do bairro. Pensei com meus botões: janeiro, todo mundo de férias, 10 da noite de quarta-feira no mercadinho, pra que vou trocar de roupa?

Nem um batonzinho passei, com a cara lavada peguei minha bolsa, enfiei um par de tênis (odeio tênis, acho deselegante) e aprumei-me em direção ao empório.

Não olhei para os lados, entrei rapidinho e saí. Achei que tinha passado incólume.
Eis que ontem, conversando no msn com um mocinho que me paquerava fazia um tempo (e eu esnobava pois ele é muito novo para mim) ele me disse:
- Encontrei você no mercado quarta-feira passada. Esbarrei em você e você não me reconheceu!

Nessa hora, gelei. Ai meu Deus... eu sabia! É a maldição de que minha mãe tanto falava.

O rapazinho ainda foi gentil, disse que eu aparentava "estar cansada" (entenda-se: horrorosa, abatida, sem a menor produção, mulambenta). Agora acho que a paixonite dele por mim está superada. Podia ser pior, já pensou se eu tivesse encontrado a "ex sogra"??

Ai,ai... não sou nenhuma Britney Spears, mas a partir de agora não vou dar sopa para o azar. Só saio de casa com calcinha nova, batom e salto alto. Agora a Lei de Murphy não me pega mais...