Tenho uma amiga, Mariza, que estava morando na Itália até poucos dias atrás. Antes de retornar ao Brasil, ela perguntou se eu queria algo de lá. Mais do que prontamente, respondi: um italiano!Ahh, os italianos... Há quase 20 anos, com os meus 19 aninhos de idade, passei uma semana em Roma. Antes eu estivera estudando na Inglaterra, um país frio, com gente fria e feia.
Ao chegar em Roma, aquela algazarra, trânsito caótico, pessoas calorosas e lindos homens, encantei-me.
Voltei ao Brasil apaixonada por dois - Rosario Licciardello (um legítimo siciliano) e Stefano Angelini (um belo romano). Durante alguns anos nos correspondemos, até que perdi contato mas não os esqueci jamais.
Logo, qual presente poderia ser melhor do que um namorado italiano?
Fui desperta do meu sonho com uma exclamação de reprovação da minha amiga:
Raramente um italiano banha-se mais do que uma vez por semana. Em geral o faz a cada quinze dias. E qualquer menção a banho direcionada a alguém é tomada como insulto.
Diz ela que, conversando com uma italiana amiga sua, soube que as filhas dela de 8 e 10 anos tomavam banhos quinzenais pois - PASMEM- banho faria mal à saúde se tomado em demasia.
Ai, ai... estava eu a sonhar com príncipes italianos, sem saber que eles, na verdade, eram sapos (ou melhor, porquinhos).
Conheci um português interessantíssimo, com quem converso diariamente pela webcam, é um romance gostoso, lúdico. Ontem disse-me ele que virá ao Brasil em julho para me conhecer. Sutilmente, perguntei-lhe sobre os seus hábitos de banho e respirei aliviada ao saber que todas as manhãs ele se banha. Não custa nada evitar o mico de importar um namorado fedido, não é?









