Ri muito quando li no blog de uma jornalista da Folha de São Paulo sobre a semelhança entre o Maradona e a Mafalda, um personagem de história em quadrinhos...
Veja você mesmo, impressionante...rsrsrsAventure-se comigo...
domingo, 27 de junho de 2010
quinta-feira, 17 de junho de 2010
A CRIANÇA MIMADA QUE VIVE DENTRO DE MIM
Terça-feira. Primeiro jogo do Brasil na Copa. Confesso que esta Copa de 2010 não me empolga. E eu, que sempre curti horrores, desde criança. Assistia aos jogos dos países mais "perigosos" - para torcer contra! As últimas três Copas eu assisti com meu ex-marido. A de 1998 foi divertidíssima, um dos jogos caiu bem no dia do aniversário dele. A de 2002 foi a melhor, na época eu coordenava um curso para advogados, enfeitamos a sala de aula com bandeirinhas, a garrafa de café foi "vestida" com um aventalzinho de papel no formato de bandeira do Brasil, tinha quentão e vinho quente para comemorar cada vitória.
De repente, eis que me vi sozinha nesta terça-feira. Dispensei os funcionários às 13:30h, o jogo começava às 15:30h, e quem seria o doido que iria querer comprar material de construção depois da uma da tarde, em dia de jogo do Brasil?
Vim para casa, ficar com meus cachorros, que se apavoram com o barulho dos fogos e dessas maleditas cornetas. De repente... bateu aquelaaaaaaaaaaaaa nostalgia.
Você já sentiu saudade de uma situação e ao mesmo tempo não gostaria de vivê-la novamente? Que sentimento confuso, essa nostalgia. É diferente da saudade, por que saudades se mata, reencontrando o objeto ou a pessoa que a causa.
Já a nostalgia, não. Ela é uma falta de algo que foi sem ter sido. Isso me incomodou demais, afinal, com toda a sinceridade, a última pessoa com quem eu gostaria de estar atualmente é com meu ex-marido - então, por que cargas d'água senti falta dele no jogo?
Já a nostalgia, não. Ela é uma falta de algo que foi sem ter sido. Isso me incomodou demais, afinal, com toda a sinceridade, a última pessoa com quem eu gostaria de estar atualmente é com meu ex-marido - então, por que cargas d'água senti falta dele no jogo?
A terapia entra em campo. Hoje já cheguei na sessão com os olhos meio aguados e a boca querendo fazer beicinho de choro. Que saco, isso! Desabafei, falei tudo e ouvi.
E descobri que alguns sentimentos sem noção e sem sentido, são gerados pela criança desprotegida que vive dentro de mim. Mas que criança chata da porra!
Sim, essa criança teima em querer que o mundo seja cor-de-rosa, teima em acreditar que, no fundo, todos são bons. Não existe maldade... tal como nas novelas, no final, o vilão se regenera, acaba tudo em pizza e em casamento - já repararam que não teve uma novela até hoje que, nos últimos capítulos, não tenha exibido uma cena de casamento?
Minha criança é mimada, é teimosa, ela quer por que quer que seus sonhos dêem certo! E quando não dão, ela esperneia.
O maior defeito da minha criança é insistir em não acreditar que o mal existe. Por que, se ela acreditar que existe, ela vai ter de lidar com isso e se defender.
E esse tem sido meu desafio: lidar com o mal que existe nas pessoas que eu amo e que amei. Proteger-se dos inimigos é fácil, difícil é lidar com o pai, com o irmão, com o marido que me puxa o tapete, sem que eu tenha tempo de me defender.
Agora que entendo mais essa criança, talvez eu consiga fazê-la calar a boca e me deixar assistir os jogos, sozinha ou em boa companhia, pois quero acreditar que o melhor ainda está por vir...
Em tempo... essa Copa está chata mesmo, ou sou eu que estou ficando velha?
domingo, 13 de junho de 2010
DEVERIA TER CURSO OBRIGATÓRIO PARA TER FILHOS
Fala sério... Até para tirar carteira de motorista, precisamos passar por uma via crucis. Tem o curso obrigatório (cada vez mais difícil de burlar, agora a presença do aluno é marcada com leitor de digital - mas sempre dá pra cortar o dedão e pagar para alguém marcar nossa presença). Depois tem o exame médico, o exame prático, o exame escrito e o período probatório (se você levar mais do que 3 multas, "tás ferrado", a habilitação é cassada).
Advogado, então... o coitado paga 5 anos de faculdade, estuda à noite, pois trabalha o dia todo pra pagar o tal do curso que vai torná-lo um "dotô" das leis. No final, descobre que a faculdade onde estudou era tão ruim que o indivíduo vai amargar mais uns 2 anos até passar no EXAME DA OAB.
E hoje, o desafio da moda: concurso público. Com o desemprego rondando, a falta de opção, o mercado de trabalho saturado, milhares de pessoas prestam anualmente concursos públicos para qualquer coisa que lhes dê estabilidade e uma remuneração satisfatória. E para conseguir, o camarada tem que estudar muitoooo.
Em quase todos os exemplos acima, temos o chamado exame psicotécnico, cuja função é descobrir se o candidato a dirigir um carro ou ocupar uma vaga em uma empresa privada ou cargo público, é mentalmente são - se não babar verde, já está valendo. Até hoje não conheço viv'alma que tenha sido reprovada em teste psicotécnico. Mas enfim... eles existem.
O que me deixa indignada é o fato de que, para colocar filho no mundo, o cidadão (e cidadã) não passa por avaliação alguma! Tem cada maluco procriando por aí... só vai ferrar com a vida da coitada da criança que tiver o azar de nascer naquela família.
E nesse ponto, a natureza é democrática: tem doido de todas as idades e classes sociais. A única diferença é que os ricos não aparecem nos programas do Datena, Ratinho e assemelhados. Mas fazem tantas barbaridades quanto os pobres e favelados, que têm seus rostos estampados na primeira página do jornal. O pobre nem sabe que tem lei para proteger sua imagem.
Mas, enfim, sou adepta de tornar obrigatória prova escrita, psicotécnica, avaliação psiquiátrica e tudo mais... para quem quer gerar um outro ser humano.É muita responsabilidade, mas a lei, os religiosos, os politicamente corretos, só se preocupam em defender as crianças geradas por verdadeiros psicopatas, depois que já foi feito o estrago.
Ser mãe e ser pai é um talento. Alguns têm, outros não. A maior história da carochinha é essa de que toda mulher nasce com instinto materno, blábláblá...
O que tem de mãe que sutilmente inferniza a vida dos filhos, com chantagens emocionais - quem nunca passou por isso?
Pare e pense: quantas mães ou pais "mala sem alça" você conhece e consegue enumerar em um minuto? Vale contar a sogra, a mãe do amigo, a vizinha... E pais omissos? Separam, arrumam outra mulher e esquecem dos filhos.
Ser humano precisa de amor, não precisa de pensão. Passar fome não vai. Afinal, temos o Bolsa Família aí, uebaaa... só rindo para não chorar..
Ter filhos está virando um negócio lucrativo. Tem gente que vive de Bolsa família, bolsa escola, bolsa leite, ganha mais tendo filho do que trabalhando de diarista! Mas nem assim aprendem a cuidar dos filhos.
Sei não... acho que logo, logo, vão criar uma campanha de esterilização em massa, igual a dessas Ongs de proteção dos animais. Vai chegar uma ambulância com um médico e enfermeira em cada bairro das cidades, pagar cinquentinha para cada homem que topar fazer uma vasectomia. Sai mais barato que o bolsa família!... E garanto que vai fazer fila!
terça-feira, 18 de maio de 2010
Vaidade... é tudo vaidade
Quem assistiu o filme "Advogado do Diabo", deve se lembrar da cena antológica do final do filme. E a fatídica frase de Al Pacino, magnífico:
- "Vaidade, o meu melhor pecado".
- "Vaidade, o meu melhor pecado".
No mundo real, as pessoas se metem em cada encrenca por conta da vaidade, do ego. Já no mundo virtual, a coisa descamba de vez...
Eu participo de uma comunidade no Orkut chamada "Eles perguntam, Elas respondem". Dessa comunidade já sairam casamento, nascimento de bebê, brigas, crises depressivas... No entanto, o mais interessante lá, é observar a inveja e a maledicência - entre fakes! Sim, perfis que sequer verdadeiros são. Um campo de batalha, onde as pessoas buscam tornar-se visíveis, populares, desejadas, admiradas. É de causar espanto ao próprio Narciso.
Sei lá, eu sou tão basiquinha, low profile, nunca curti badalar ou ser badalada, acho que soa falso. Minha terapeuta diz que eu preciso mudar e me "apropriar dos meus recursos internos".
Eu participo de uma comunidade no Orkut chamada "Eles perguntam, Elas respondem". Dessa comunidade já sairam casamento, nascimento de bebê, brigas, crises depressivas... No entanto, o mais interessante lá, é observar a inveja e a maledicência - entre fakes! Sim, perfis que sequer verdadeiros são. Um campo de batalha, onde as pessoas buscam tornar-se visíveis, populares, desejadas, admiradas. É de causar espanto ao próprio Narciso.
Sei lá, eu sou tão basiquinha, low profile, nunca curti badalar ou ser badalada, acho que soa falso. Minha terapeuta diz que eu preciso mudar e me "apropriar dos meus recursos internos".
Conquistei, de fato, muitas coisas na minha vida, as mais importantes não foram conquistas materiais. Superei uma longa fase de Síndrome do Pânico, quando sequer conseguia sair de casa sozinha. Superei duas separações, superei uma decepção inominável com minha família, meu ex-marido, doeu fundo n'alma.
E eu sobrevivi, esse é meu trunfo. Disso me orgulho, isso me envaidece.
Dinheiro? Poder? Status? Aparência?
"Tudo é vaidade, e vento que passa" (Eclesiaste 1, 14)
E eu sobrevivi, esse é meu trunfo. Disso me orgulho, isso me envaidece.
Dinheiro? Poder? Status? Aparência?
"Tudo é vaidade, e vento que passa" (Eclesiaste 1, 14)
domingo, 28 de março de 2010
MELHOR DO QUE PROZAC
Algumas pessoas que acompanham meu blog sabem os problemas pessoais pelos quais eu tenho passado. Uma forma resumida de expor minha vida: passou um tornado, arrancou as bases, voou tudo pelos ares. Mas este não será um post baixo astral, prometo...
Muito embora as coisas mais absurdas e bizzarras tenham acontecido essa semana, a tal ponto que uma amiga se ofereceu para levar o Padre Quevedo para fazer xixi no meu banheiro (essa é nova pra mim, será que resolve? rsrs).
Aliás, já recebi todo tipo de proposta: de me levarem ao culto da Igreja Universal (nada contra, mas não levo o menor jeito para ser evangélica), chamar um pai de santo para defumar minha loja, minha casa e se possível, euzinha também! Pode defumar dos pés à cabeça, mandar tomar banho de erva, eu tô quase topando ingressar na filosofia messiânica para receber o "Jorey" - não sei bem o que é, mas mal não deve fazer!
Sabe o que é fundo do poço, aquela tristeza aguda? Acho que todos já sentiram... E essa fase começou há uns 7 meses, e foi piorando.
Estranhamente, existe dentro de mim uma pessoa que, passada a fase crítica de uma crise, consegue rir da própria desgraça.
Hoje, duas amigas vieram a minha casa, nós três deprimidas, cada uma com suas razões. Uma por vez foi contado suas mazelas, até que percebemos o absurdo do que estava acontecendo a cada uma de nós. Nossa conversa mais parecia um folhetim mexicano! No more tears!!!
Chegamos à conclusão que deveríamos fazer algo totalmente inusitado. para mudar nosso estado de espírito. Após muitas idéias malucas, chegamos à decisão final: fazer uma reunião só para mulheres, no meu apartamento, e contratar um striper. Nada de sexo, no máximo uma mordidinha no bumbum...(dele, claro). E dar muita risada...
Eis que minha amiga Mariza se lembra de um fato "histórico" ocorrido no bairro onde nascemos e vivemos a maior parte das nossas vidas.
"Uma senhorinha, sempre muito discreta e tímida ficou viúva. Ela nunca saia de casa, morava na rua mais movimentada do bairro e, nas poucas vezes que saía de carro, era um acontecimento: ela sempre batia na árvore que ficava na calçada.
Numa certa noite, ela saiu sozinha, voltou pouco depois e, como sempre, fez inúmeras barbeiragens para entrar na garagem. O segurança da rua, observando ali perto, notou duas cabecinhas abaixadas no banco traseiro e logo pensou: sequestro!! A senhorinha viúva estava sendo feita refém por duas pessoas abaixadas no banco de trás!
Ela conseguiu finalmente estacionar, entrou com dois homens na casa e o segurança ligou para a polícia. Em poucos minutos a polícia chegou, tocou a campainha e não houve resposta. Invadiram a casa... e flagraram a senhorinha apreciando dois jovens semi-nús, dançando em sua sala. A infeliz jurou até o fim que eram seus sobrinhos..."
Ri tanto que quase fiz xixi nas calças. De repente, a tristeza que me acompanhava há dias, passou. Como era bom estar com minhas amigas! Eu havia esquecido do quanto um amigo faz diferença na nossa vida. ALiás, um amigo na hora certa pode fazer toda a diferença. Amizade é, sem dúvida, a mais deliciosa forma de amor... e é muito melhor que Prozac.
segunda-feira, 22 de março de 2010
ENCONTROS E GAFES
Estava conversando com uma amiga no msn (não posso revelar o nome sob pena de ser "assassinada"), ela reclamando que não consegue arrumar um namorado/ amante/ ficante/ PA ou algo do gênero, que a faça esquecer o ex- namorado.
Sugeri que ela fizesse uma viagem, assim conheceria pessoas diferentes, novos ares, já que ela está desempregada e tem uma reserva de dinheiro que lhe permite certas extravagâncias. Ela explicou que, no seu caso, arrumar namorado em viagem era a maior roubada.
Eis que surge a história que vou lhes contar:
Estava ela em Florianópolis há uns dois anos atras, feliz da vida, após passar um fim -de -semana de sol e praia. Na ultima noite naquela bela ilha, foi a um luau. Depois da terceira tequila, começou a se soltar e conheceu um rapaz mais jovem, sarado, bronzeado, divertidíssimo. Na quinta tequila ela já nem prestava atenção no que ele falava. Eles apenas riam de tudo, o mundo passou a ser mais divertido e leve .
Enfim, minha amiga enamorou-se pelo rapaz sob o luar de Florianópolis. Trocaram e-mail, msn, celular, essas coisas todas de tempos modernos.
De volta a São Paulo, falaram-se pelo msn, pelo celular, ela soube mais detalhes da vida dele - ele trabalhava numa empresa de eventos em São Paulo, emprego modesto e não tinha carro.
Ela, uma mulher sofisticada, curso superior, desempregada por opção. Bonita, acima da média. O seu maior defeito foi sempre procurar sarna pra se coçar. Ela tem o talento, até hoje, de só arrumar pessoas complicadas nas sua vida, desde familiares, amigos e, em especial, namorados.
Aquela noite mágica que passaram juntos em Floripa teve o poder de esvanecer qualquer inconveniente da realidade do rapaz.
Marcaram de se encontrar num domingo à noite (ele trabalhava aos sábados). Ela vai buscá-lo no metrô com seu carro. Estaciona e vai à pé até as escadarias onde marcaram de se encontrar.
Ao se aproximar do local, logo viu um sujeito sujo e suado, usando uniforme de futebol, com boné na cabeça, sorrindo em sua direção. Ela congelou. Não sabia se gritava ou saia correndo quando notou que, além de sujo, ele não tinha os dentes da frente. Era ele!!!
Vejam bem os perigos que o excesso de alcool. oferece! Muito mais perigoso do que dirigir embriagado é enamorar-se sob o efeito do álcool. Ele vinha ao seu encontro abrindo os braços e ela, rapidamente, inventou uma escapatória dizendo:
- Moço, você deve estar me confundindo com alguém.
Desceu as escadarias, pegou o primeiro trem do metrô, e voltou de taxi para buscar o carro.
Eu já passei por algumas situações embaraçosas em primeiros encontros com amigos virtuais, alguns não agradaram, outros foram uma grata surpresa (a minoria, of course). Mas todos tinham dentes na boca! Ufaaa
segunda-feira, 15 de março de 2010
TROCA OU NÃO TROCA?
Vocês devem se lembrar dos programas do Silvio Santos que, confesso, não assisto há mais de 10 anos. Mas não há uma só pessoa neste país que um dia não tenha assistido a um programa desse apresentador de gosto duvidoso e talento inegável (manter um programa no ar por mais de 30 anos não é para qualquer um).
Pois então, dias desses estava eu a pensar, do nada, naqueles programas de auditório onde o participante ficava numa cabine com isolamento acústico, sem poder ver o auditório. E aí o participante tinha de escolher entre várias opções de prêmios, sem poder enxergar-los. O apresentador mostrava o objeto, que podia ser desde um carro até um liquidificador e perguntava ao participante se ele escolhia aquela opção. A pessoa na cabine, sem poder ver, tinha que dizer sim ou não. Uma vez feita a escolha (muitas vezes prêmios excelentes), o apresentador ficava oferecendo para ele trocar por outa coisa.
Diversas vezes acontecia do participante que havia escolhido "no escuro" um carro zero quilômetro, acabar trocando-o por um simples radinho de pilha, enquanto o auditório enlouquecia, gritando em vão para que o participante não fizesse a troca. Todos estavam vendo que era uma péssima opção, menos o coitado do participante...
Diversas vezes acontecia do participante que havia escolhido "no escuro" um carro zero quilômetro, acabar trocando-o por um simples radinho de pilha, enquanto o auditório enlouquecia, gritando em vão para que o participante não fizesse a troca. Todos estavam vendo que era uma péssima opção, menos o coitado do participante...
Pois bem, pergunto, será que algumas vezes as escolhas que fazemos na vida não se assemelham a esse programa? Somos o convidado, o participante... e a vida fica oferecendo opções a nossa frente: fazemos escolhas "cegas" baseadas nas condições do momento, nas nossas necessidades e medos. Poucas vezes são escolhas inteligente. E, uma vez feita a escolha, sempre aparecem opções no caminho para mudarmos de rumo. E aí...devemos fazer a troca? Trocar de marido? De emprego? De cidade? De faculdade?
No meu caso, já fiz trocas desastrosas.
Recentemente, percebi a escolha desastrosa que fiz no tocante ao quesito "marido". Descobri um lado sobrio, assustador e maquiavélico do meu ex-marido, a quem eu considerava meu nelhor amigo, mesmo depois da separação.
Notei que várias pessoas "da platéia" conseguiam enxergar que ele era um mero radinho de pilha e não um prêmio que valesse à pena. Fico imaginando - e até acho graça em pensar - a cara de desapontamento e espanto que certas pessoas devem ter feito quando souberam da minha opção de me casar com ele.
Outro dia, tive uma audiência com um casal de clientes, ambos na casa dos setenta anos. Eles vieram comentar estupefatos, que viram meu ex-marido no supermercado, com um minúsculo shortinho de corrida e camiseta regata. Ou seja, praticamente nú na concepção deles! Nada condizente a um homem de quarenta e sete anos, segundo disseram. Ficaram satisfeitos ao saberem que eu havia me separado:
- Ele não é homem pra você, minha filha...
- Ele não é homem pra você, minha filha...
Meu ex-marido não é gay, apesar de depilar o peito, usar esses micro-shorts quando corre no parque e adorar roupas justas. Esse comportamento é meramente narcisista, seria uma ofensa aos gays compará-lo como tal. Tantas pessoas da platéia assistiram horas e horas, dias e anos do seu narcisismo explícito e eu estava o tempo todo na cabine, surda e cega.
Por isso, agora minhas escolhas serão feitas de olhos bem abertos, com direito à devolução. Não só no que diz respeito aos relacionamentos amorosos, mas também nos relacionamentos profissionais, nas amizades, até mesmo nos relacionamentos familiares. Cansei de ser explorada pelas pessoas - creiam, eu já fui e muito.
Como diz minha fiel escudeira: " Coração dos outros é terra que ninguém anda".
Possivelmente, nunca mais irei acreditar completamente nas pessoas , acho que essa opção já se rompeu dentro de mim. E, de todo o patrimônio que meu ex-marido me roubou, o pior foi justamente ele ter me roubado a fé inabalável nas pessoas e a crença de que TODO ser humano, no fundo é bom.
Pense nas suas escolhas... você se sente no programa de auditório? Estou torcendo na platéia para que suas escolhas sejam sábias.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
COISAS QUE PERDEMOS PELO CAMINHO
Os índios têm uma crença, de que tirar fotos de uma pessoa rouba-lhe um pedaço de sua alma. É interessante analisar sob o aspecto de energia, a imagem da foto nada mais é do que a luz emitida por aquela pessoa captada pelas lentes da máquina. Mas acho mais plausível acreditar que as fotos possam tirar a inteligência das pessoas fotografadas constantemente, haja vista a duvidável intelectualidade das modelos.Mas essa análise de "perder a alma" é algo que venho pensando ultimamente, depois de tantas mudanças, constantes, profundas, que ocorreram na minha vida nos últimos 5 anos. Sinto como se cada decepção, cada porrada que levei (e foram muitas, creiam...) levasse um pedacinho de mim. E agora quase não resta nada da antiga "Cristine".
SIm, muitos dirão que todos nós mudamos, nos reinventamos com o tempo, mas no meu caso, é quase como uma morte. A morte dos outros em vida e a minha própria. Aquelas pessoas que conheci não existem mais e foram substituídas por outras com o mesmo corpo, a mesma voz, mas não a mesma alma que eu acreditava habitá-las. E eu, tampouco, sobrevivi. Acho que não sobrou nada do que eu era.
A melhor analogia que posso fazer, remonta ao filme SpiderMan 3 -O Homem- Aranha.
Quero deixar registrado que odeio esse tipo de filme, apenas acompanhava meu ex-marido ao cinema sob protesto. E mais, acho o Spiderman uma biba mal resolvida e um bossal.
Mas nesse filme em especial, uma cena ficou gravada, a do homem-areia que se desfazia a cada golpe da biba...ops, homem aranha... até virar nada, um monte de areia sem forma. A matéria estava lá, mas não existia mais forma.Eu sinto um pouco isso... as coisas que fui perdendo pelo caminho foram como pedaços de areia, que iam se dissipando, dissolvendo, e quando me dei conta, já não havia a mesma forma.
A vantagem é que a areia está aí, para ser remodelada, para receber nova forma, mas aquela antiga está perdida para sempre. Um pedaço da alma se foi...
Com isso, perdi coisas pelo caminho, perdi sonhos, perdi a fé nas pessoas, a ingenuidade ( é bom ser ingênua, mas o preço é alto!).
Perdi amigos, família, mas teve um importante ganho: ganhei a mim mesma. Com tudo isso, aprendi a contar comigo mesma e a ser a única responsável pela minha felicidade (e infelicidade também).
Bom, já que a areia está aí pra ser remodelada, bem que eu podia dar uma economizada na areia e ficar mais magrinha, quem sabe dar uma arrebitadinha do nariz, aumentar o tamanho do pé (maior sacrifício achar sapato tamanho 33!). Aproveitar também pra dar uma alisada no molde do rosto, esconder as ruguinhas, deixar meus lábios carnudos à la Angeline Jolie. Enfim, podia dar uma recalchutada geral...rsrs
Vai sonhando, vai sonhando... Não posso reclamar ainda, acho que ainda dou um caldo... hehehehe
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
UMA NOITE NO MOTEL...
Tudo o que eu queria era passar uma noite no conforto de um ar condicionado e tentar dormir. Já fazia 3 noites que eu estava sem dormir por causa do calor insuportável em São Paulo. Isso aliado às preocupações com meu trabalho formava o coquetel perfeito para minha insônia.
Meu namorado chegou de viagem na segunda de carnaval e veio a idéia: por que não passar a noite em um desses motéis que dão direito à pernoite, escolher uma suíte com ar condicionado, um solarium e uma hidro, para poder tomar sol e me refrescar no dia seguinte pela manhã? Escolha feita, analisando custo/benefício, fomos a um tradicional motel de São Paulo. A suíte duplex, com solarium e hidro gigante no andar superior, um potente ar condicionado, uma TV LCD gigante com todos os canais a cabo, e ainda de quebra... wi-fi (viciado em internet é fróids... leva o notebook até no motel...).
Tudo começou bem, logo ao chegarmos ligamos o ar condicionado... ahhh que delícia. Depois enchemos a hidro gigante com água fria (quem não tem praia nem piscina, se satisfaz com uma hidro, né?). Depois de nos refrescarmos na água geladinha, pedimos o jantar.
Não resisto em fazer um adendo aqui: os motéis de São Paulo possuem um compartimento próximo à porta, onde a refeição é colocada. Pelo lado de dentro do quarto parece um mini armário, com uma portinha para dentro do quarto e outra para fora. Meu namorado, carioca desavisado, colocou sua roupa ali, imaginando trata-se de um mini guarda-roupa (e bota mini nisso,rssrs).
Imagine a camareira ao abrir a portinha para colocar o jantar deparar-se com cueca, calça, meia... no compartimento da comida. Deve ter sido uma ginástica para a coitada acomodar a refeição no meio das roupas.
Não resisto em fazer um adendo aqui: os motéis de São Paulo possuem um compartimento próximo à porta, onde a refeição é colocada. Pelo lado de dentro do quarto parece um mini armário, com uma portinha para dentro do quarto e outra para fora. Meu namorado, carioca desavisado, colocou sua roupa ali, imaginando trata-se de um mini guarda-roupa (e bota mini nisso,rssrs).
Imagine a camareira ao abrir a portinha para colocar o jantar deparar-se com cueca, calça, meia... no compartimento da comida. Deve ter sido uma ginástica para a coitada acomodar a refeição no meio das roupas.
No entanto, o que prometia ser uma noite gloriosa começou a desandar quando, ao pedirmos o jantar, na primeira mordida, quebra-se o dente do meu namorado e ele quase se engasga com o dito cujo. Ainda sentados à mesa, jantando, notamos que o ar condicionado estava congelando o ambiente. Tentamos diminuir a potência ou aumentar a temperatura, mas em vão. A recepcionista informou que não era possível ajustá-lo (um modelo moderníssimo split hiwall, capaz de refrigerar um auditório com 50 pessoas, tamanha a sua potência.
Desavisados, havíamos apenas colocado na mochila pijaminhas bem leves para passar a noite. A única opção para não morrermos de hipotermia era ligar e desligar o ar de tempos em tempos. E assim foi a noite toda: ora congelando, ora suando em bicas.
Veja lá se tem clima pra namorar numa situação dessas! Dente quebrado, ar condicionado infernal, e ainda, para colaborar... o wi-fi e tampouco a TV a cabo funcionavam.
Meu namorado entregou-se aos braços de Morfeu, e eu fiquei lendo até alta madrugada, mais uma vez sem sono.
E mais uma noite em claro... Ligando e desligando o bendito ar!
Pela manhã, senti saudades do meu ventiladorzinho...
sábado, 19 de dezembro de 2009
SÓ UMA VEZINHA, SÓ UMINHA!!
Fale a verdade, mas a verdade mesmo: quantas vezes você se pegou fazendo coisas que acha erradas e critica quem as faz?
Eu estava lendo um artigo de uma psicóloga, ela dizia que temos a tendência em culpar os outros por tudo que é errado.
Há desonestidade no Brasil? Culpa dos politicos!
O trânsito está caótico? Culpa dos motoboys estressados, dos motoristas folgados, dos outros!
E enfim... enchente em São Paulo? Culpa dessa gente sem educação que joga lixo na rua.
Mas aí ela pergunta: você nunca, mas nunquinha mesmo, jogou um papelzinho que seja na rua?
E naquele dia que vc estava cheio/a de compras e o papel do sorvete caiu sem querer de sua mão?
E naquele dia que seu filho estava comendo maçã e sobrou um pedaço, você jogou pela janela do carro, só aquela vez?
Todos temos "dias de emergência" Eu respeito fila, mas já furei fila uma vez, por que estava atrasada para uma audiência. Já joguei casca de banana no meio fio (faz muitos anos e até hoje dói na consciência).
Lendo o artigo, cheguei à conclusão que o que nos torna melhor é quando não sucumbimos à tentação do "só uma vezinha, só hoje..."
Somos melhores quando não fazemos coisas politicamente incorretas só por que estamos com pressa, ou qualquer outra desculpa esfarrapada e conveniente que nos venha à mente.
Abrir concessão parece desculpa de gordo pra escapar do regime: só um pedacinho não vai fazer mal, só uma vezinha não vai engordar.
Claro que faz mal, claro que engorda escapar da dieta, claro que entope o bueiro jogar só um papelzinho, claro que piora o trânsito fazer só aquela vez uma conversão proibida. Todas essas vezinhas somadas,de cada um dos 14 milhões de habitantes (só em São Paulo!!), imagine só...
E não adianta falar no diminutivo - papelzinho, vezinha, viradinha na contra-mão, furadinha de fila - que não ameniza a m... que estamos fazendo.
São Paulo alagou mais uma vez esta semana, qualquer dia vou trocar meu carro por um caiaque, polui menos, não gasta gasolina e não paga IPVA. Pena que com o aquecimento global (decorrente de tantas concessões que também fazemos em prejuízo do clima) é mais provável que eu morra torrada do que afogada nessa cidade.
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