Aventure-se comigo...

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sábado, 4 de julho de 2009

ELE É GAY!!!


Queridos leitores, estou em estado de choque. Tanto que dei uma paradinha nos preparativos para minha mudança de casa, deixei as caixas e o plástico bolha de lado e vim aqui confidenciar o novo ocorrido a vocês...

Antes de mais nada, cabe uma ressalva: não tenho nada contra os gays, pelo contrário. São homens perfeitos, carinhosos, sensíveis. Lamentavelmente o único "defeito" é não gostarem de mulher. Feita essa ressalva, vamos aos fatos:

Minha amiga Mariza, aquela que eu já "apresentei" a vocês aqui, estava a me contar uma teoria assustadora: "a cada dia que passa mais homens revelam-se gays e a proporção de homens x gays está quase empatada. Ou seja, ou homens heteros que sobram estão comprometidos e se não estão, devem ser chatos ou problemáticos - ou ambos, o que é pior ainda!"

Segundo ela, durante um "casting" para uma propaganda de cerveja, dos quase 400 homens lindos e maravilhosos que apareceram apenas uns 10 eram "aparentemente" heteros. E desses 10, quase todos usavam aliança e foram acompanhados das esposas.

Outra amiga, Sandra, foi passar férias em João Pessoa com uma colega. Duas mulheres bonitas e solteiras, em pleno verão, na praia... pensei que iriam conhecer uns belos bofes por lá. Qual o que. Nem sequer uma inocente conversa na praia ou uma cervejinha. Voltaram impressionadas com o número de gays que encontraram lá.

Até então, eu achava que minhas amigas estavam ficando neuróticas, exageradas que só.

Eis que eu estava assistindo a um noticiário na TV e vejo um colega meu de faculdade, que foi apaixonadinho por mim. Gaúcho, másculo, gordinho demais para o meu gosto, não obstante, um mulherengo àquela época.

Quando o vi na TV, fiquei tal qual tiete:
- Olha... o fulano, que estudou comigo, não mudou quase nada, está de barba agora... e... peraí, está dando uma entrevista sobre, sobre, sobre... a ONG que ele fundou em Porto Alegre em defesa dos direitos dos gays, em luta pelo direito do reconhecimento da união estável dos homossexuais (que, diga-se de passagem eu sou totalmente favorável).

Fiquei meia hora com a boca aberta. Ele... ELEEEEE é gay????
Se tem uma pessoa que eu jamais desconfiaria, seria dele. Até por que ele era apaixonadinho por mim! Os amigos dele tentaram nos aproximar, mas nunca cheguei a me relacionar com ele, senão como amigo.

Ai,ai... agora preocupei. Quando até os amigos começam a sair do armário, começo a achar que a raça humana caminha para a extinção.

Logo agora que me separei e pensei que fosse cair na vida!!!



sexta-feira, 3 de julho de 2009

A SAGA CONTINUA...


Pois é... a lei de Murphy impera sempre que preciso resolver um problema jurídico pessoal. E dessa vez não foi diferente. Depois de toda a correria para conseguir uma liminar para excluir meu nome da Serasa (injustamente cadastrado, diga-se de passagem), claroooo que eu........... NÃO CONSEGUI.

Minha opção foi entrar pelo Juizado Especial, por ser mais rápido e menos formal, além do valor da causa ser baixo. Acreditem... juiz agora não sabe fazer conta! Nem usando calculadora!!
O excelentíssimo juiz encerrou meu processo sem julgamento (extinção sem julgamento de mérito) por considerar "muito complexo" para o Juizado Especial.
Pelamor... será que não é tão difícil assim fazer conta de juros? Tem programas gratuitos na net que fazem o cálculo em segundos!
Nem preciso dizer que é má vontade do juiz, né? Nada como ter uma desculpinha pra se livrar de mais um processo - e isso vem ocorrendo com freqüência aqui em São Paulo.

Ou seja: tempo perdido, vou ter que começar do zero na Justiça comum. Estou quase pagando o "maledito" do cartão, vai dar menos trabalho.
Para quem se interessar, segue cópia da decisão do ilustre magistrado:

"Vistos. Como a própria autora alega em sua inicial, os extratos nada esclarecem sobre a forma de cobrança dos juros impugnados. A "inexplicável abusividade da cobrança", a "agiotagem", "os juros extorsivos...a prática ilegal do anatocismo de cunho expropriatório", somente podem ser provados através de realização de prova técnica pericial, o que é incompatível com o procedimento da Lei 9.099/95. Sendo assim, o processo não pode ter seguimento na esfera do Juizado, uma vez que há complexidade probatória (e não pela matéria), ensejando a extinção do processo. Nesse sentido a doutrina de Mauro Fiterman em artigo da RT 813, pp. 103 a 113. Posto isso, Julgo Extinto o processo sem exame do mérito, na forma dos arts. 3nº, "caput", e 51, inciso II, da Lei 9099/95."


segunda-feira, 22 de junho de 2009

MAIS UM EPISÓDIO DE: "ADVOGADO SOFRE..."

Resolver problema dos outros não é fácil, e advogado nada mais é do que um "resolvedor" de problemas alheios. Só que ele ganha pra isso.
Ruim mesmo é quando ele tem que resolver o próprio problema. Vai passar nervoso e no final não vai receber honorários pelo trabalho que teve.

E eu lhes digo, com conhecimento: advogar em causa própria é o "Ó"... Há um ditado que diz "aquele que advoga em causa própria tem um tolo como cliente".
Se na solução das demandas dos clientes já me estresso com juíz, escrevente, chefe de cartório, oficial de justiça, com a parte contrária, entre outros tantos, imagine quando o cliente e advogado sou euzinha. O estresse é dobrado!!

Vejam só o que me aconteceu: tenho conta no Banco Itaú há mais de 20 anos. Mesma conta, mesma agência, ficha limpa, nunca emiti cheque sem fundos (tudo bem que o limite do cheque especial sempre ajuda, né?). Pois é, sou daquelas clientes certinhas, que paga suas dívidas, que preza pela sua reputação.
Caí na besteira, pela primeira vez na minha vida, de usar o crédito rotativo do cartão de crédito do Banco Itaú - olhem que cliente fiel, até o cartão eu fiz questão que fosse do Itaú, estava "me achando" por ser cliente antiga.

Uma dívida boba, de R$1,500,00 virou uma bola de neve. Quanto mais eu pagava, mais aumentava a dívida. Não sei que matemática esses bancos usam. Cansada de ser explorada, fui conversar com a gerente. Expliquei que eu não estava mais usando o cartão mas que o débito só fazia subir mês a mês. Ela abriu uma ocorrência e disse que iria cuidar de tudo. Senti-me protegida, bem tratada, e por que não dizer, valorizada. Ahhhhhh... eu era uma cliente de mais de 20 anos de agência, oras...

Baixei a guarda (advogado fora do trabalho fica meio tapado, sabe?). Pensei que tudo seria solucionado e, quiçá, ainda iriam me restituir o que eu havia paga a mais.Passados 3 meses, pensei que o "causo" estivesse resolvido.

Estava procurando um apartamento para alugar, não acho seguro morar em casa, sozinha. Meus 3 pitbulls (yourkshires) não assustam nem a sombra.
Depois de ver vários apartamentos, encantei-me com um, exatamente no local onde eu gostaria de morar. Perto de uma praça e com cozinha e área de serviço grandes, para acomodar as feras.

Entreguei toda serelepe a documentação exigida pela imobiliária, comprometendo-me em voltar dois dias depois para assinar o contrato. Porémmmmmmmm... no dia marcado o corretor me liga avisando que havia um probleminha. Chegando à imobiliária, tomo conhecimento da bomba: meu nome estava no SERASA.
- Mas como???? indaguei. Meu nome NUNCA foi inscrito na Serasa, não deixei de pagar nenhuma conta, será que furtaram uma folha do meu talão de cheque? Clonaram meu CPF? Eu tenho uma homônima que tem uma mãe com o mesmo nome da minha? Buááááá...

Descobri que aquela continha do cartão de crédito não tinha sido resolvida pela gerente. Ou melhor, foi resolvida: inscreveram meu nome na Serasa.
Minha cabeça de advogada começa a funcionar a milhão: vou processar esses filadap.......até a quinta geração!! Vou mandar uma notificação para o Banco Central! Vou falar com meu amigo que é desembargador!! Queroi indenização por danos morais, materiais, lucros cessantes, e incessantes, tudo que aparecer na freeeeeeeeenteeeee!
Vou exigir a demissão dessa gerente inútil, como ela pode desdenhar de uma cliente assim tão... tão... antiga?
Aí caiu a ficha. Nos idos do século passado, cliente antigo era valorizado. Honestidade era valorizada, as pessoas eram valorizadas. Valia o fio do bigode. Todos pagavam a conta anotada na caderneta do seu Manoel, dono da quitanda. Não precisava nem de recibo.

Bom, enfiei a viola no saco e fui para casa, não sem antes garantir ao corretor que em 24 horas o problema estaria resolvido.
EU sei resolver esse tipo de problema com o pé nas costas. Mas e os milhões de cidadãos que são lesados todos os dias por essas instituições financeiras que mais parecem agiotas corruptos?

Eu lamento por esse povo, do qual eu faço parte mas sou privilegiada. Eu detenho conhecimentos que me permitem lutar pelos meus direitos. Mas o Zé da esquina vai ficar com o "nome sujo" enquanto não resolver pagar o que essa quadrilha de banqueiros decidem cobrar aleatoriamente.

Meu povo.. a história continua - aguardem a continuação ( antecipo que já fui ao fórum e sapateei, e nem estava usando minha capa vermelha hoje!)

Lição nº 1: pegue uma tesoura e picote todos os seus cartões. Se você tem dinheiro, pague à vista, se não tem não compre.
Vá tomar um cafezinho e esqueça aquela promoçõa m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a


segunda-feira, 15 de junho de 2009

Óóóiozipabertooooooo

Gafes todos cometemos. A melhor maneira de sairmos de uma situação constrangedora é levar no bom humor. Ficar sem jeito, tentar disfarçar ou se irritar com a risada alheia é pior. O ideal é rir antes que alguém o faça.

Minha mãe é a pessoa mais preocupada em não cometer gafes... e a que mais comete.
Quando era mais jovem, os filhos ainda pequenos, ia a feira perto de casa toda semana. Naquele tempo todos se conheciam. Ela não olhava para os lados, mulher séria e casada , não usava decote, nem roupa muito justa, muito menos ficava mostrando os dentes à toa. . Aquelas coisas antigas da década de 60/ 70.

Pois bem, certo dia na feira, lá ia ela toda séria e o vendedor de limão passava por ela olha pra altura do umbigo dela e gritava, como que pra anunciar sua mercadoria:
- Óóóiozipabertooooooo...

Na primeira vez minha mãe não entendeu, nem deu importância. Caminhou alguns passos e novamente o vendedor de limão:
-Óóóiozipabertoooooooooooooooooo...

Na terceira, ele sutilmente fez um sinal com a cabeça apontando a barriga dela e repetiu:
- Óóóiozipabertoooooooooooooooooooo....

Irritada com o que achava ser uma cantada, chamou o vendedor de sem-vergonha e ficou indignada com a impertinência dele.

O vendedor, não querendo passar uma impressão errada do seu intento, falou baixinho no ouvido dela:
- Dona, seu ziper tá aberto.

Ela muito sem graça puxou o ziper pra cima, nem agradeceu, empinou o nariz e saiu pisando duro. Ficou algumas semanas sem fazer feira, e a história ficou nos anais da família.

Toda vez que vejo alguém de ziper aberto lembro dessa história, e isso leva à questão:
Quando alguém dá uma gafe, o que fazer? Avisar ou fazer de conta que nada aconteceu?



segunda-feira, 8 de junho de 2009

ADVOGADO PASSA CADA UMA...

Pois é, só se ouve falar mal de advogados. E nós, os bons advogados, aqueles "do bem"(sim, eles existem, não é lenda!!!), que não vendem até a mãe... acabamos pagando o pato.

Para vocês terem noção dos micos que OS CLIENTES nos fazem pagar, vou contar o que aconteceu hoje. Uma cliente sofreu uma queda na entrada de um famoso hospital de São Paulo. há 4 meses. O piso era escorregadio e estava molhado. Fraturou o úmero (ombro), foram 3 meses de dores, etc...etc...
Resolveu acionar judicialmente o hospital. Pedimos uma foto do local e ela, toda envergonhada, apareceu com uma foto trêmula, que não dava para ver coisa alguma.
- Desculpe, disse ela, mas fiquei com vergonha de tirar foto ali por que tinha um segurança.
- AH, Dona Florinda, digo eu de narizinho em pé, tem que ser cara de pau. Chega tirando a foto e pronto.
- Doutora, faz isso pra mim que eu não tenho coragem.

Bem, lá fui eu, munida da minha super câmera nada profissional, mas moderninha. Casacão vermelho até a canela, calça e bota preta (hoje estava um frio danado aquei em Sampa)..
Depois me dei conta que não fui nada discreta nessa missão, tem coisa que chame mais a atenção do que um casacão vermelho?? Eu, como detetive, já vi que sou uma lástima, sutil qual um elefante voando.

Comecei a tirar fotos do lado de fora. Maravilha. Me empolguei. Clic, clic, clic... cheguei à porta, clic, clic. Coloquei a cabeça pra dentro da guarita... O segurança e uma visitante me olham com cara assustada... clic, clic.
O segurança avança na minha direção:
-Ei, senhora, não pode tirar fotos daqui, não. É propriedade particular.
- Ah, respondo eu, eu sou perita judicial...
- Não me interessa que perita que a senhora é, pra tirar foto tem que pedir autorização na administração]
E eu, afrontando a "toridade", dei mais um clique, só pra mostrar que tamanho não é documento - ele com seus 1,90m e eu com meus muitos 1,50m.
-Ei, ei... devolve essas fotos aí -disse o segurança partindo pra cima mesmo.

Nãnãnã... sem chance. Eu, a rainha da cara de pau, não podia hegar ao escritório de mãos abanando. Fiz o que toda pessoa ajuizada deveria fazer... saí de fininho apertando o passo, quase correndo pela calçada, morrendo de medo dele me seguir.

Depois caí na risada, sã e salva dentro do carro, e lembrei que meu pai sempre disse: toda baixinha é espevitada, ohhh raça.

Aí, vou contar o fim da história, que ainda não aconteceu mas é previsível... daqui a uns 2 anos, minha cliente vai ganhar a ação de indenização e na hora de pagar os honorários vai achar que está pagando muito, pois os advogados da causa não fizeram nada de mais. Afinal... era causa ganha... qualquer advogado iria ganhar também.

Aprendi que para o cliente, quando se perde uma causa a culpa é do advogado, mas quando se ganha, era causa fácil... Sniffffff...


sábado, 6 de junho de 2009

SEMANA DOS NAMORADOS....

Quem nunca se apaixonou repentinamente que atire a primeira pedra. A paixão é um dos estados mais angustiantes e deliciosos que se possa viver. E quanto maiores as dificuldades, mais intensos o desejo e a vontade de se estar com a pessoa amada.

A pergunta é: até que ponto vale a pena apaixonar-se? São tantos contratempos, decepções, aflições, angústias... Não seria melhor viver um romance tranqüilo, regado à companheirismo e amizade, sem aquele fogo a te consumir dias a fio?



terça-feira, 2 de junho de 2009

O AUGE DA CARÊNCIA... EM HOMENAGEM AOS "SEM-NAMORADO(A)"

Hoje, em razão do frio, considerando que meus neurônios estão congelados, fica só uma lambuja procês...rs
Beijossssss



quinta-feira, 28 de maio de 2009

CÃES E HOMENS...

Eu tenho um amigo, Léo, que mora longe (embora em São Paulo mesmo), mas é tão longe que, quando ele vem me visitar, ele já traz uma mochila pra passar o fim de semana.

Compartilhamos da mesma paixão por cães. Eu tenho 3 e quando o Léo chega em casa eles ficam extasiados... Sentem falta de uma figura "paterna", desde que me separei...rsrs

Pois bem, o Léo os adotou e foi adotado por eles. Nessa convivência, ele pode notar o quanto eu sou carinhosa e trato bem meus cachorros, sem bizarrices de madame que até pinta as unhas dos totós.
Comigo, é na base do carinho. Sou carinhosa, procuro fazer o que eles gostam, sempre tem ossinho pra eles, água mineral, assistem tv no sofá comigo, compartilham meu cobertor - só estão proibidos de entrar no meu quarto, o que lhes causa certa revolta, e quando surge opostunidade eles se vingam disso (coisinhas básicas, como fazer xixi no tapetinho ao lado da cama só pra me sacanear).

Enfim, após uma dessas estadias de Léo, ao se despedir de mim ele confidenciou:
-Cris, o que eu queria mesmo era ser um dos seus cachorros. Eita vida boa que eles têm, além de receberem tanta atenção sua...

De fato, hoje confesso que tenho mais prazer na companhia dos meus cães do que na de muita gente por aí. Eles não ligam para o meu bafo de manhã, posso estar usando aquele moletom velho que eles continuam me achando maravilhosa- desde que eu os leve pra passear, claro. É uma troca justa e transparente.
Quando estou triste, eles percebem e ficam um dengo só. E no frio... eles são tão quentinhos!

Bem, se não tiver melhor opção, é com eles que vou passar o Dia dos Namorados. Com direito a fondue de carne! Eles merecem...



Em todo caso,. estou aceitando currículo de possíveis candidatos a dividir o fondue... rsrsrs

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Estou colhendo os dividendos...

Traduzindo: "Você vai colocar isso no seu blog?"

Pois bem, amigos e leitores... fico muito feliz em saber que muitas pessoas visitam esse blog e divertem-se à beça com minhas histórias (com "H", são verdadeiras!!).
Mas, o melhor de tudo, é colher os dividendos. Hoje minhas amigas ficam desconfiadas em me contar certas intimidades, morrem de medo que eu publique aqui - mas no fim elas adoraammmmm a celebridade anônima.

Meus amigos homens têm se comportado como verdadeiros lordes. Gentlemen. Fidalgos... Enfim, qualquer denominação que se queira dar aos homens gentis, educados, cavalheiros.

Por exemplo, ontem, saí para almoçar com meu colega de escritório. Não há pessoa mais divertida e agradável pra se trabalhar junto - aliás, ele e sua sócia são simplesmente 10!
Pois bem, enquanto caminhávamos até o restaurante, era um tal de atravessar rua e meu colega me empurrar para o lado de dentro da calçada. De repente, atravessa de novo e lá está ele se tramando na minha frente pra me deixar do seu lado direito.
Almoçamos uma farta refeição (rodízio de comida árabe, imaginem...) e esse gentil cavalheiro não permitiu que eu pagasse... Eu insisti por toda lei e ele ficou ofendido, até.
Depois, quando nos despedíamos, ele disse:
- Viu como eu me comportei direitinho? Deixei você sempre do lado de dentro da calçada (à sua direita), paguei a conta e não joguei nenhum papelzinho de bala na rua!
Para os que leram meu encontro frustrante número 1, e os subsequentes... entenderam o recado...rsrsrsrs

E olha que ele nem é pretendente! É casado - e bem casado- a mulher dele é brabaaaaa...rs
Mas cavalheiro não se porta com educação somente com mulheres nas quais tem interesse. Cavalheiro sabe portar-se bem com todas as mulheres, isso o torna diferenciado.

Meu blog tá funcionando... estou sendo tratada como VIP!

(Vi... eu deixei pagar a primeira conta, mas a próxima spou eu... nada de cavalheirismo exacerbado!!)

domingo, 17 de maio de 2009

PRECONCEITO É O "Ó" DO BOROGODÓ...

Uma amiga, que vou chamar de Lola, foi localizada no Orkut por uma antiga colega de faculdade, daquele tipo efusiva e um tanto quanto "patricinha". Aliás, ela será assim denominada, doravente: Patrícia. Eis que ao localizar Lola no Orkut, Patrícia passou a assediar-lhe com mensagens "pseudo-íntimas" do tipo "Oi linda!! que saudades de vc!! soube que estava na Europa, ai que chique! me add?? te adoro"....
Pois bem, Lola não a adicionou, fez cara de paisagem, como se não tivesse visto o recado e, opssss, deletou. Não sei por que, mas gente chata costuma ser insistenteeeeeee...
Scraps de Patrícia começaram a invadir o perfil de Lola :"Oi linda, que saudades! Lembro da nossa época de faculll era maaaara"
"Linda, passa seu telefone"; "Fofa, vamos marcar um choppinho?".
Lola, fingia-se de morta e não respondia, afinal, sequer amigas eram.

Porém, como o destino é cruel, Lola estava com a sogra no supermercado e quem encontra??? SIM!!! A dita-cuja!!! ( Agora, cá entre nós, não sei o que é mais mala, encontrar a tal Patrícia ou sair com a sogra para ir ao mercado - enfim...)

- Lolaaaaaa!!! Oi amigaaaaaaaaaa!! grita Patrícia com aquela voz esganiçada, inconfundível. E desandou a contar detalhadamente toda a sua vida.
Após minutos intermináveis que pareciam horas, Patrícia despede-se, mas não sem antes alardear a abertura de seu novo atelier, deixando 3 convites para o coquetel de inauguração.

Eis que, no dia da famigerada inauguração, o celular de Lola toca logo cedo. Adivinha quem era? Sim, Patricinha!!!
Lola a atendeu entre surpresa e irritada (não sabia que a sogra tinha passado o número para aquela mala sem alça). A tagarelice dela tirava a concentração mental de qualquer cristão, com insistentes pedidos:
- Você vai, né Lola? ah, vai sim! minha mãe quer te ver.. vaiiiiiiiiiiiiii ... pleeeeaseeeee!!
Ao todo foram NOVE telefonemas no decorrer do dia. Até que, vencida pelo cansaço, Lola cedeu -justo ela, que odeia festas e badalações.
No convite estava escrito: "traje esporte-chique". Fala sério, coisa de socialite de cidade do interior, fazer um coquetel de inauguração e exigir dos convidados irem todos engomadinhos, que porre...
Lola é uma rebelde, digamos assim. Não gosta de rótulos e imposições sociais, mas para a ocasião resolveu ser sensata na escolha. Aprumou-se em seu jeans-reto-escuro-neutro-sóbrio-chique, com um tomara-que-caia em tons de vermelho escuro, em tecido meio aveludado. Visual nada exagerado, mas moderno. Sapato de salto, unhas vermelhas (de praxe), cabelo arrumadinho. Vale ressaltar que Lola é linda até vestida com um saco de farinha. Linda mesmoooo, pele de porcelana, carinha de menina, uma boneca.

Lá foram eles, Lola e o maridão, pau pra toda obra, no bom sentido...rsrs... Esse topa qualquer programa de índio com bom humor.
Chegando lá, avistaram a fauna: os pseudo-intelectuais, os artistas, a imprensa e a família da moça...
Quando a mãe de Patrícia viu Lola, empalideceu. Caminhou em direção de Lola com uma cara de assustada e perguntou:
- O que aconteceu com vc?
- Boa noite pra senhora também - respondeu Lola. Como assim, o que me aconteceu?
- Você caiu na vida?? perguntou a megera.

Opa...cair na vida pode ter tantos significados... pode ser cair ao pé da letra, ou ter se dado mal na carreira, ter perdido o emprego. Mas acho que ela se referia a Lola ter virado PUTA mesmo.
Aí o maridão entrou em cena, se apresentando:
- Boa noite, eu sou o Ric, marido da Lola e garanto pra senhora que ela não caiu em lugar nenhum - disse ele com seu jeito brincalhão.
Sem responder, a talzinha foi se afastando com a mão na cabeça.

Ato contínuo, vem a Patrícia em direção ao casal, com cara de envergonhada e contrariada.
- Lola, por que você veio assim? perguntou ela.
- Assim como?
- Assim... com todas as tatuagens à mostra? Minha família está aqui!!!
Lola parou, pensou... e respondeu:
- Olha Patricia, só se eu cortasse meu braço fora e, sinceramente, sua família não vale tanto sacrifício. E nem estou com todas à mostra, ainda falta a da perna!!
- Poxa, Lola - choromingou PAtrícia - eles estão me questionando!!! Perguntando se costumo ter amizade com "esse tipo de pessoa".

Tipo de pessoa???????? Foi então que o maridão (aquele bem humorado, que nunca briga com viv'alma) entrou na conversa:
- Escuta, moça... Você pode andar por aí assim, mostrando seus seios (ela estava com blusa mega decotada) e de saia transparente, mesmo estando bem acima do peso e minha mulher não pode mostrar os braços e ombros por que são decorados? Acorda, fia!

O clima ficou estranho. Lola nunca pensou que alguém pudesse se incomodar tanto por conta de suas tatuagens. Especialmente em um atelier de arte, onde as pessoas supostamente seriam antenadas e alternativas.

Estranhamente, tanto a anfitriã quanto sua irmã trajavam roupas provocantes, transparentes, sem que comoção alguma causassem. No entanto, só por que uma pessoa é relativamente diferente e, supostamente, não está dentro do conceito do que "eles" julgam ser o certo, é tida como marginal, PUTA?

O bom da história é que Patrícia nunca mais procurou por Lola. Perdeu a chance de ser amiga de alguém especial, íntegra, politicamente corretíssima, humana, solidária. Enfim... bela, em todas as acepções da palavra.