Aventure-se comigo...

Aventure-se comigo...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Esta semana aprendi...

Quando pensamos que sabemos tudo, ao menos no que diz respeito a nós mesmos... a vida nos mostra sua faceta humorada (se tivermos sorte, o lado bem humorado) e temos que rever nossos conceitos.

Esta semana, aprendi que o tempo só passa rapidamente quando não temos pressa... o seja, esta semana caminhou feito uma lesma para mim. Mal posso esperar pelo feriado!! (motivos íntimos e particulares...hehehe)

Aprendi, também, que quando achamos que a vida está "bem do jeito que tá" e nossa rotina toma um ritmo confortável, legalzinho... das duas uma: ou uma tsunami passa arrasando com tudo, ou algo muito bom vem para arrebatar nosso coração.

No meu caso, felizmente, a tsunami já passou e agora foi a vez do arrebatamento.
Vivemos nas duas vertentes: nada é tão ruim que não possa piorar E nada é tão bom que não possa melhorar.

Jurei por todos os santos, mesmo não sendo lá muito religiosa, que não ia me envolver tão cedo com alguém, nem tampouco morar junto. Então... aprendi que minha mãe tinha razão: "não cospe pra cima que cai na testa"...
Lá estou eu, toda bobona, chorando na webcam quando meu amado canta uma música do Dean Martin pra mim... contando as horas pra ele vir a São Paulo.

Ahhh... isso me fez lembrar de outra lição: jurei, apostei e fiz pouco de quem duvidou que eu j-a-m-a-i-s iria me envolver de novo com alguém que morasse longe. Fora de cogitação. Já tive namorado na Alemanha, outro na Bahia... sofri com a distância e falei: no more !!

Bem... desnecessário dizer que APRENDI que não escolhemos de quem vamos gostar, muito menos a localidade onde o cidadão mora.

E, a lição mais contundente da semana, que deixo a vocês - antes, permitam contar a historinha que precede a lição:
Sexta-feira, fui fazer um exame de ultrassonografia. Realizada a primeira parte do exame, o médico pediu que eu esvaziasse a bexiga (primeiro você tem de enche-la até quase fazer xixi nas calças, depois tem que descer quase pelada da maca pra esvaziar... affff).
A enfermeira me acompanhou até o banheiro anexo à sala de exames. Abriu a porta para que eu entrasse e... SURPRESA!! Lá estava um homem barbudo, sentado no vaso, com as calças arriadas, sem saber se subia as calças ou fechava a porta. Não sei quem se assustou mais: eu, a enfermeira ou ele. E eu usando aquela camisolinha de hospital que não esconde nada (mas, certamente, em melhor posição do que o barbudo).

Enfim, a última lição da semana: SEMPRE BATA NA PORTA DO BANHEIRO ANTES DE ENTRAR.

domingo, 23 de agosto de 2009

A paixão X a Lei de Murphy

Estava a ler uma matéria sobre uma pesquisadora italiana, que afirma que a paixão exerce um forte estresse no nosso corpo, devido a um desequilíbrio de neurotransmissores (dopamina e serotonina) e do hormônimo ocitocina.

Essa pesquisadora, creio eu, deveria fazer uma visitinha ao Brasil, para entender um pouco mais de estresse...rsrs
Deveria assistir aos nossos noticiários, passear pelos morros cariocas dominados pelos traficantes, dirigir na hora do rush pelas avenidas de São Paulo, pegar uma fila básica no atendimento de um hospital público. Ela iria rever seus conceitos sobre estresse. A paixão é um estado adorável de embriaguez, isso sim.

O único problema é que a paixão não obedece a nossos comandos, não podemos decidir o "quando", o "por quem", nem o "quanto" apaixonar-se. Ela tem vida própria.

Estava conversando com a Mariza a pouco, dizia ela que precisávamos arrumar um namorado para uma amiga nossa em comum, que está muito só.
Ts, ts, ts... quanta ingenuidade. A paixão não se "arruma". Ela acontece, a despeito das nossas crenças e vontades. Vejam o caso dos meus pais, eles se conheceram em um ônibus interestadual, sentaram-se lado a lado. No meio do caminho, o ônibus quebrou e eles tiveram de continuar a viagem de trem. O ônibus estava lotado e o trem, também. No entanto, na viagem de trem sentaram-se novamente juntos (com assentos marcados). Estão casados há 50 anos.

A paixão tem um humor que lhe é próprio, muitos apaixonam-se por pares improváveis. Uma amiga dos tempos de colégio sempre teve profundo desinteresse por homens gordinhos. Casou-se com um jogador de basquete, alto e magro, esportista. Passados alguns anos, encontro-os por acaso. Ele ainda mantém alguma semelhança com seus tempos de jogador de basquete: o formato da bola. Sim, ele está uma verdadeira bola de basquete gigante, nos seus quase 2 metros de altura. E ela? Feliz com seu gordinho.

Outros exemplo de humor podem ser encontrados na Lei de Murphy que, com certa razão, demonstra o quanto é difícil encontrar "aquele" alguém:

" Caras legais são feios. Caras bonitos não são legais. Caras bonitos e
legais são gays..."

e eu acrescento: Os caras legais, bonitos, heterossexuais e solteiros... moram LONGE...rsrs

(ainda bem que esse é um fator, no meu caso, contornável. Que Deus conserve as promoções da GOL...rsrs)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

FUI TROCADA PELA 25 DE MARÇO..

Conheci um mocinho carioca.
Bom... nem tãoooo mocinho assim, a ponto do meu irmão poder tirar um barato da minha cara, me chamando de "Disneylândia" (sim, confesso, já passei pela minha fase de "ninfetos" rsrs).

Eu já conhecia H. (vou garantir-lhe o anonimato) há 2 anos pelo Orkut e msn, com direito a conversas pela webcam de vez em quando. e eis que chegou o dia de nos conhecermos pessoalmente. HAvia um clima de paquera nas conversas virtuais, mas o "olho no olho" é que define se há futuro (curto, médio ou longo -pouco importa).

O olho-no-olho, neste caso, foi aprovado. Parecia que nós nos conhecíamos há tempos. Passamos a sexta-feira indo a passeios bem turísticos: museu do futebol, avenida Paulista, shopping, café, pizza frita no La Sorella (não existe pizza frita no Rio, inacreditável!) Todos os programas eram intercalados por um namorinho gostoso.

Tudo ia muito bem, até que eu tive a infeliz idéia de sugerir a ele que fossemos à 25 de Março, onde ele poderia encontrar alguns itens que ele gostaria de comprar. Sábado pela manhã, um lindo dia de sol, dirigimo-nos à 25, certos de que seria uma breve passagem. Ledo engano...
Este carioca tímido e reservado, chegou curioso à muvuca, olhou aquele monte de camelôs espalhados pelas calçadas e começou a entrar no clima.

Ao entrarmos no shopping da 25 , naquele predinho treme-treme de 3 andares, cheio de lojinhas minúsculas onde só vemos Coreanos por trás dos balcões, esse homem foi se revelando. Em pouco tempo, sua respiração estava alterada, as pupilas dilatadas, o coração acelerado, e nada mais no mundo importava a ele, senão devastar aquela imensidão de produtos, quase todos contrabandeados ou falsificados, mas altamente sedutores...

Celulares com tv digital a preço de banana, máquinas digitais por 1/3 do preço das lojas convencionais, relógios falsific.. ops... réplicas de marcas famosas - há as opções de réplicas de primeira linha ou réplicas das réplicas. É de enlouquecer qualquer turista desavisado.

Meu querido H. não teve a menor chance. Não o preparei para o que ele ia encontrar,e ele sucumbiu. Soltou a franga (no bom sentido), alucinou, qual viciado após a primeira dose, esse homem era puro delírio e frenesi.

Descobri, frustrada, que EU não causei tanta comoção no nosso primeiro encontro quanto a 25 de Março. Os olhinhos dele brilhavam,mais pela 25 do que por mim!
Ele saiu de lá arrastado, carregando sacolas com relógio, óculos, celulares... Feliz...

E eu aprendi que não é à toa que a 25 de Março faz fama no Brasil todo. E depois dizem que as mulheres é que são consumistas.

- Em tempo, voltamos no domingo antes dele retornar ao Rio, para comprar mais um celular, mais outro relógio...rsrs

terça-feira, 11 de agosto de 2009

O admirável mundo da cabeça de mulher...

Primeiramente... peço desculpas pela demora em voltar a lhes contar minhas peripécias. Mudei de casa, tive a árdua tarefa de fazer a China caber dentro do País de Gales. Eu morava em uma casa enorme, com quintal, jardim, sala disso, daquilo e mais saletas.
Agora, moro em um charmoso apartamento de dois dormitórios, com todas as limitações de espaço que um apartamento traz.

Na semana seguinte à mudança, minhas amigas me convidaram para ir a um barzinho na Vila Madalena. Adoro aquele lugar, despojado e despretencioso, tem uma série de opções , para todos os gostos. Escolhemos um com música ao vivo, mas ficamos na parte externa para podermos conversar e paquerar.
Já que paquerar estava difícil, dada a faixa etária dos meninos/bebês (no auge dos seus 20 aninhos), engatamos numa conversa divertida, sobre manias de cada uma. Papo vai, papo vem, umas caipirinhas de saquê na cabeça, rolou o papo de morte, enterro, coisa assim bemmmm alto astral...rsrs

Eu disse a minhas amigas que, já que não estou mais casada, que elas seriam responsáveis pela decisão de desligar os equipamentos que porventura me mantivessem viva, no caso de eu ficar vegetando ou sofrendo numa cama de hospital (olha só o assunto para mesa de bar!!)
Uma das minhas amigas pediu a mesma coisa, e disse que não quer ser enterrada e sim cremada, pois tem verdadeira claustrofobia de ficar num caixão (como se depois de morta ela fosse se dar conta disso, né? rs)

Aí, veio a pérola da noite. Outra amiga (ahh nem vou falar quem é, vocês até ja sabem...) olhou para todas nós e disse seriamente:
- Quero que vocês me prometam uma coisa. Digam que prometem.
- Ahh fala primeiro o que é, se gor coisa de dar medo não vamos prometer- respondeu uma delas.
- Sério, gente...prometam! Quando eu morrer, antes de me colocar no caixão, quero que vocês depilem ospelinhos do meu queixo e do buço (vulgo "bigode"). EU tenho uns pelinhos que nascem ali e eu odeio. Imaginem eu deitada no caixão e aqueles pelinhos aparecendo! Vocês prometem?

Nós nos entreolhamos, sem saber se era piada ou não. MAs o pedido era sério, seríssimo. Eu ainda perguntei se podia ser com lâmina de barbear e ela respondeu categoricamente: NÂO. Teria que ser depilado com cera.

FAla sério, mulher pensa cada coisa. Até quando morre se preocupa com sua aparência.

Juro, depois dessa, na próxima encarnação quero nascer homem. Ohhh bicho fácil de se contentar. Mulher sofre até depois de morta. Valha-me Deus...rsrs

Bom, até a Mariah CArrey depila o bigode e os pelinhos no queixo, oras... Nem ela é perfeita!




sábado, 4 de julho de 2009

ELE É GAY!!!


Queridos leitores, estou em estado de choque. Tanto que dei uma paradinha nos preparativos para minha mudança de casa, deixei as caixas e o plástico bolha de lado e vim aqui confidenciar o novo ocorrido a vocês...

Antes de mais nada, cabe uma ressalva: não tenho nada contra os gays, pelo contrário. São homens perfeitos, carinhosos, sensíveis. Lamentavelmente o único "defeito" é não gostarem de mulher. Feita essa ressalva, vamos aos fatos:

Minha amiga Mariza, aquela que eu já "apresentei" a vocês aqui, estava a me contar uma teoria assustadora: "a cada dia que passa mais homens revelam-se gays e a proporção de homens x gays está quase empatada. Ou seja, ou homens heteros que sobram estão comprometidos e se não estão, devem ser chatos ou problemáticos - ou ambos, o que é pior ainda!"

Segundo ela, durante um "casting" para uma propaganda de cerveja, dos quase 400 homens lindos e maravilhosos que apareceram apenas uns 10 eram "aparentemente" heteros. E desses 10, quase todos usavam aliança e foram acompanhados das esposas.

Outra amiga, Sandra, foi passar férias em João Pessoa com uma colega. Duas mulheres bonitas e solteiras, em pleno verão, na praia... pensei que iriam conhecer uns belos bofes por lá. Qual o que. Nem sequer uma inocente conversa na praia ou uma cervejinha. Voltaram impressionadas com o número de gays que encontraram lá.

Até então, eu achava que minhas amigas estavam ficando neuróticas, exageradas que só.

Eis que eu estava assistindo a um noticiário na TV e vejo um colega meu de faculdade, que foi apaixonadinho por mim. Gaúcho, másculo, gordinho demais para o meu gosto, não obstante, um mulherengo àquela época.

Quando o vi na TV, fiquei tal qual tiete:
- Olha... o fulano, que estudou comigo, não mudou quase nada, está de barba agora... e... peraí, está dando uma entrevista sobre, sobre, sobre... a ONG que ele fundou em Porto Alegre em defesa dos direitos dos gays, em luta pelo direito do reconhecimento da união estável dos homossexuais (que, diga-se de passagem eu sou totalmente favorável).

Fiquei meia hora com a boca aberta. Ele... ELEEEEE é gay????
Se tem uma pessoa que eu jamais desconfiaria, seria dele. Até por que ele era apaixonadinho por mim! Os amigos dele tentaram nos aproximar, mas nunca cheguei a me relacionar com ele, senão como amigo.

Ai,ai... agora preocupei. Quando até os amigos começam a sair do armário, começo a achar que a raça humana caminha para a extinção.

Logo agora que me separei e pensei que fosse cair na vida!!!



sexta-feira, 3 de julho de 2009

A SAGA CONTINUA...


Pois é... a lei de Murphy impera sempre que preciso resolver um problema jurídico pessoal. E dessa vez não foi diferente. Depois de toda a correria para conseguir uma liminar para excluir meu nome da Serasa (injustamente cadastrado, diga-se de passagem), claroooo que eu........... NÃO CONSEGUI.

Minha opção foi entrar pelo Juizado Especial, por ser mais rápido e menos formal, além do valor da causa ser baixo. Acreditem... juiz agora não sabe fazer conta! Nem usando calculadora!!
O excelentíssimo juiz encerrou meu processo sem julgamento (extinção sem julgamento de mérito) por considerar "muito complexo" para o Juizado Especial.
Pelamor... será que não é tão difícil assim fazer conta de juros? Tem programas gratuitos na net que fazem o cálculo em segundos!
Nem preciso dizer que é má vontade do juiz, né? Nada como ter uma desculpinha pra se livrar de mais um processo - e isso vem ocorrendo com freqüência aqui em São Paulo.

Ou seja: tempo perdido, vou ter que começar do zero na Justiça comum. Estou quase pagando o "maledito" do cartão, vai dar menos trabalho.
Para quem se interessar, segue cópia da decisão do ilustre magistrado:

"Vistos. Como a própria autora alega em sua inicial, os extratos nada esclarecem sobre a forma de cobrança dos juros impugnados. A "inexplicável abusividade da cobrança", a "agiotagem", "os juros extorsivos...a prática ilegal do anatocismo de cunho expropriatório", somente podem ser provados através de realização de prova técnica pericial, o que é incompatível com o procedimento da Lei 9.099/95. Sendo assim, o processo não pode ter seguimento na esfera do Juizado, uma vez que há complexidade probatória (e não pela matéria), ensejando a extinção do processo. Nesse sentido a doutrina de Mauro Fiterman em artigo da RT 813, pp. 103 a 113. Posto isso, Julgo Extinto o processo sem exame do mérito, na forma dos arts. 3nº, "caput", e 51, inciso II, da Lei 9099/95."


segunda-feira, 22 de junho de 2009

MAIS UM EPISÓDIO DE: "ADVOGADO SOFRE..."

Resolver problema dos outros não é fácil, e advogado nada mais é do que um "resolvedor" de problemas alheios. Só que ele ganha pra isso.
Ruim mesmo é quando ele tem que resolver o próprio problema. Vai passar nervoso e no final não vai receber honorários pelo trabalho que teve.

E eu lhes digo, com conhecimento: advogar em causa própria é o "Ó"... Há um ditado que diz "aquele que advoga em causa própria tem um tolo como cliente".
Se na solução das demandas dos clientes já me estresso com juíz, escrevente, chefe de cartório, oficial de justiça, com a parte contrária, entre outros tantos, imagine quando o cliente e advogado sou euzinha. O estresse é dobrado!!

Vejam só o que me aconteceu: tenho conta no Banco Itaú há mais de 20 anos. Mesma conta, mesma agência, ficha limpa, nunca emiti cheque sem fundos (tudo bem que o limite do cheque especial sempre ajuda, né?). Pois é, sou daquelas clientes certinhas, que paga suas dívidas, que preza pela sua reputação.
Caí na besteira, pela primeira vez na minha vida, de usar o crédito rotativo do cartão de crédito do Banco Itaú - olhem que cliente fiel, até o cartão eu fiz questão que fosse do Itaú, estava "me achando" por ser cliente antiga.

Uma dívida boba, de R$1,500,00 virou uma bola de neve. Quanto mais eu pagava, mais aumentava a dívida. Não sei que matemática esses bancos usam. Cansada de ser explorada, fui conversar com a gerente. Expliquei que eu não estava mais usando o cartão mas que o débito só fazia subir mês a mês. Ela abriu uma ocorrência e disse que iria cuidar de tudo. Senti-me protegida, bem tratada, e por que não dizer, valorizada. Ahhhhhh... eu era uma cliente de mais de 20 anos de agência, oras...

Baixei a guarda (advogado fora do trabalho fica meio tapado, sabe?). Pensei que tudo seria solucionado e, quiçá, ainda iriam me restituir o que eu havia paga a mais.Passados 3 meses, pensei que o "causo" estivesse resolvido.

Estava procurando um apartamento para alugar, não acho seguro morar em casa, sozinha. Meus 3 pitbulls (yourkshires) não assustam nem a sombra.
Depois de ver vários apartamentos, encantei-me com um, exatamente no local onde eu gostaria de morar. Perto de uma praça e com cozinha e área de serviço grandes, para acomodar as feras.

Entreguei toda serelepe a documentação exigida pela imobiliária, comprometendo-me em voltar dois dias depois para assinar o contrato. Porémmmmmmmm... no dia marcado o corretor me liga avisando que havia um probleminha. Chegando à imobiliária, tomo conhecimento da bomba: meu nome estava no SERASA.
- Mas como???? indaguei. Meu nome NUNCA foi inscrito na Serasa, não deixei de pagar nenhuma conta, será que furtaram uma folha do meu talão de cheque? Clonaram meu CPF? Eu tenho uma homônima que tem uma mãe com o mesmo nome da minha? Buááááá...

Descobri que aquela continha do cartão de crédito não tinha sido resolvida pela gerente. Ou melhor, foi resolvida: inscreveram meu nome na Serasa.
Minha cabeça de advogada começa a funcionar a milhão: vou processar esses filadap.......até a quinta geração!! Vou mandar uma notificação para o Banco Central! Vou falar com meu amigo que é desembargador!! Queroi indenização por danos morais, materiais, lucros cessantes, e incessantes, tudo que aparecer na freeeeeeeeenteeeee!
Vou exigir a demissão dessa gerente inútil, como ela pode desdenhar de uma cliente assim tão... tão... antiga?
Aí caiu a ficha. Nos idos do século passado, cliente antigo era valorizado. Honestidade era valorizada, as pessoas eram valorizadas. Valia o fio do bigode. Todos pagavam a conta anotada na caderneta do seu Manoel, dono da quitanda. Não precisava nem de recibo.

Bom, enfiei a viola no saco e fui para casa, não sem antes garantir ao corretor que em 24 horas o problema estaria resolvido.
EU sei resolver esse tipo de problema com o pé nas costas. Mas e os milhões de cidadãos que são lesados todos os dias por essas instituições financeiras que mais parecem agiotas corruptos?

Eu lamento por esse povo, do qual eu faço parte mas sou privilegiada. Eu detenho conhecimentos que me permitem lutar pelos meus direitos. Mas o Zé da esquina vai ficar com o "nome sujo" enquanto não resolver pagar o que essa quadrilha de banqueiros decidem cobrar aleatoriamente.

Meu povo.. a história continua - aguardem a continuação ( antecipo que já fui ao fórum e sapateei, e nem estava usando minha capa vermelha hoje!)

Lição nº 1: pegue uma tesoura e picote todos os seus cartões. Se você tem dinheiro, pague à vista, se não tem não compre.
Vá tomar um cafezinho e esqueça aquela promoçõa m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a


segunda-feira, 15 de junho de 2009

Óóóiozipabertooooooo

Gafes todos cometemos. A melhor maneira de sairmos de uma situação constrangedora é levar no bom humor. Ficar sem jeito, tentar disfarçar ou se irritar com a risada alheia é pior. O ideal é rir antes que alguém o faça.

Minha mãe é a pessoa mais preocupada em não cometer gafes... e a que mais comete.
Quando era mais jovem, os filhos ainda pequenos, ia a feira perto de casa toda semana. Naquele tempo todos se conheciam. Ela não olhava para os lados, mulher séria e casada , não usava decote, nem roupa muito justa, muito menos ficava mostrando os dentes à toa. . Aquelas coisas antigas da década de 60/ 70.

Pois bem, certo dia na feira, lá ia ela toda séria e o vendedor de limão passava por ela olha pra altura do umbigo dela e gritava, como que pra anunciar sua mercadoria:
- Óóóiozipabertooooooo...

Na primeira vez minha mãe não entendeu, nem deu importância. Caminhou alguns passos e novamente o vendedor de limão:
-Óóóiozipabertoooooooooooooooooo...

Na terceira, ele sutilmente fez um sinal com a cabeça apontando a barriga dela e repetiu:
- Óóóiozipabertoooooooooooooooooooo....

Irritada com o que achava ser uma cantada, chamou o vendedor de sem-vergonha e ficou indignada com a impertinência dele.

O vendedor, não querendo passar uma impressão errada do seu intento, falou baixinho no ouvido dela:
- Dona, seu ziper tá aberto.

Ela muito sem graça puxou o ziper pra cima, nem agradeceu, empinou o nariz e saiu pisando duro. Ficou algumas semanas sem fazer feira, e a história ficou nos anais da família.

Toda vez que vejo alguém de ziper aberto lembro dessa história, e isso leva à questão:
Quando alguém dá uma gafe, o que fazer? Avisar ou fazer de conta que nada aconteceu?



segunda-feira, 8 de junho de 2009

ADVOGADO PASSA CADA UMA...

Pois é, só se ouve falar mal de advogados. E nós, os bons advogados, aqueles "do bem"(sim, eles existem, não é lenda!!!), que não vendem até a mãe... acabamos pagando o pato.

Para vocês terem noção dos micos que OS CLIENTES nos fazem pagar, vou contar o que aconteceu hoje. Uma cliente sofreu uma queda na entrada de um famoso hospital de São Paulo. há 4 meses. O piso era escorregadio e estava molhado. Fraturou o úmero (ombro), foram 3 meses de dores, etc...etc...
Resolveu acionar judicialmente o hospital. Pedimos uma foto do local e ela, toda envergonhada, apareceu com uma foto trêmula, que não dava para ver coisa alguma.
- Desculpe, disse ela, mas fiquei com vergonha de tirar foto ali por que tinha um segurança.
- AH, Dona Florinda, digo eu de narizinho em pé, tem que ser cara de pau. Chega tirando a foto e pronto.
- Doutora, faz isso pra mim que eu não tenho coragem.

Bem, lá fui eu, munida da minha super câmera nada profissional, mas moderninha. Casacão vermelho até a canela, calça e bota preta (hoje estava um frio danado aquei em Sampa)..
Depois me dei conta que não fui nada discreta nessa missão, tem coisa que chame mais a atenção do que um casacão vermelho?? Eu, como detetive, já vi que sou uma lástima, sutil qual um elefante voando.

Comecei a tirar fotos do lado de fora. Maravilha. Me empolguei. Clic, clic, clic... cheguei à porta, clic, clic. Coloquei a cabeça pra dentro da guarita... O segurança e uma visitante me olham com cara assustada... clic, clic.
O segurança avança na minha direção:
-Ei, senhora, não pode tirar fotos daqui, não. É propriedade particular.
- Ah, respondo eu, eu sou perita judicial...
- Não me interessa que perita que a senhora é, pra tirar foto tem que pedir autorização na administração]
E eu, afrontando a "toridade", dei mais um clique, só pra mostrar que tamanho não é documento - ele com seus 1,90m e eu com meus muitos 1,50m.
-Ei, ei... devolve essas fotos aí -disse o segurança partindo pra cima mesmo.

Nãnãnã... sem chance. Eu, a rainha da cara de pau, não podia hegar ao escritório de mãos abanando. Fiz o que toda pessoa ajuizada deveria fazer... saí de fininho apertando o passo, quase correndo pela calçada, morrendo de medo dele me seguir.

Depois caí na risada, sã e salva dentro do carro, e lembrei que meu pai sempre disse: toda baixinha é espevitada, ohhh raça.

Aí, vou contar o fim da história, que ainda não aconteceu mas é previsível... daqui a uns 2 anos, minha cliente vai ganhar a ação de indenização e na hora de pagar os honorários vai achar que está pagando muito, pois os advogados da causa não fizeram nada de mais. Afinal... era causa ganha... qualquer advogado iria ganhar também.

Aprendi que para o cliente, quando se perde uma causa a culpa é do advogado, mas quando se ganha, era causa fácil... Sniffffff...


sábado, 6 de junho de 2009

SEMANA DOS NAMORADOS....

Quem nunca se apaixonou repentinamente que atire a primeira pedra. A paixão é um dos estados mais angustiantes e deliciosos que se possa viver. E quanto maiores as dificuldades, mais intensos o desejo e a vontade de se estar com a pessoa amada.

A pergunta é: até que ponto vale a pena apaixonar-se? São tantos contratempos, decepções, aflições, angústias... Não seria melhor viver um romance tranqüilo, regado à companheirismo e amizade, sem aquele fogo a te consumir dias a fio?