Aventure-se comigo...

Aventure-se comigo...

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Uma lição que ainda não aprendi...


Hoje estou triste. Triste porque algumas situações tomaram um rumo indesejável, ou melhor, não tomaram o rumo que eu desejava. Aí fiquei pensando em como teria sido bom se minhas expectativas tivessem se tornado reais, nem seria nada de mais, bastava uma forcinha do destino e eu estaria muito mais feliz agora.

No entanto, acho até que sou injusta por reclamar do que não deu certo, já que tenho vivido momentos bens legais, recentemente. Minha visão de felicidade parece permanecer arraigada à imagem do passado, da família feliz, do comercial de margarina. Mas,vamos combinar, isso "non ecxiste", ou está restrito a pouquíssimos felizardos.

Eu sou uma curiosa da natureza humana, adoro conhecer pessoas, conheço muitas, o tempo todo, seja pela internet, por intermédio de amigos em comum, no trabalho... estou falando de todo tipo de pessoa: homem, mulher, idosos, jovens, ricos, pobres... E uma característica eu percebo entre todos: como as pessoas são tão sozinhas, as famílias quase sempre destruídas. São tantos dramas! Eu tenho a minha cota, e observo as histórias cabeludas que me contam... é assustador.

Um exemplo disso é um jovem amigo meu. Ele tem apenas 25 anos, é um rapaz doce e educado, sorridente, e de uma beleza muito acima da média. Olhando para ele, ninguém imagina as inseguranças e angústias que passam por aquela cabecinha. Aparentemente, ele tem tudo: um emprego, faz faculdade, tem uma namorada oficial e várias "por fora", tem carro, tem família,  é dono de uma beleza ímpar. E ele é uma das pessoas mais carentes que eu conheço... 

Fico me perguntando: onde está o amor? Todos estamos doentes pela falta de amor! Não falo de paixão, nem de tesão...amor mesmo, puro, verdadeiro. Não existe mais?

Talvez estejamos fadados a nos curarmos da única maneira possível: aprendendo a suprir nossas carências com nosso amor por nós mesmos. Amor próprio, independência, autoestima, aprender a SE BANCAR. 
Esse será o desafio dessa geração. 

Transcrevo parte de um texto muito interessante da Martha Medeiros:

...
Os felizes ainda estão associados ao padrão "comercial de margarina", portanto, costumam ser idealizados - e desacreditados. É como se fossem marcianos, só que não são verdes. Por isso, damos mais crédito aos angustiados, aos irônicos, aos pessimistas. Por não aparentarem possuir vínculo com essa tal felicidade, dão a entender que têm uma vida muito mais profunda. 

Você é feliz? Não espalhe, já que tanta gente se sente agredida com isso. Mas também não se culpe, porque felicidade é coisa bem diferente do que ser linda, rica, simpática e aquela coisa toda. Felicidade, se eu não estiver muito enganada, é ter noção da precariedade da vida, é estar consciente de que nada é fácil, é tirar algum proveito do sofrimento, é não se exigir de forma desumana e, apesar (ou por causa) disso tudo, conseguir ter um prazer quase indecente em estar vivo.


O psicanalista Contardo Calligaris certa vez disse uma frase que sublinhei: "Ser feliz não é tão importante, mais vale ter uma vida interessante". Creio que ele estava rejeitando justamente esta busca pelo kit felicidade, composto de meia dúzia de realizações convencionais. Ter uma vida interessante é outra coisa: é cair e levantar, se movimentar, relacionar-se com as pessoas, não ter medo de mudanças, encarar o erro como um caminho para encontrar novas soluções, ter a cara-de-pau de se testar em outros papéis - e humildade para abandoná-los se não der certo. Uma vida interessante é outro tipo de vida feliz: a que passou ao largo dos contos-de-fada. É o que faz você ter uma biografia com mais de 10 páginas.
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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Comichão...

Tem dia que dá uma agonia, uma vontade de sei lá o quê... ou sei lá quem. Pior é quando dá vontade de quem a gente sabe...

Aí, tentamos nos distrair na internet. Ou com a TV. Mas tudo parece monótono, a agonia persiste e nos damos conta de como é ruim não termos o controle da vida - ou pelo menos dos nossos desejos e vontades.

Imaginem só que maravilha, se tivessemos um controle remoto com  a opção de selecionar a pessoa e o lugar onde gostaríamos de estar naquele instante. Se fosse possível realizarmos nossos desejos nesses momentos de "comichão", o mundo seria perfeito! Vale a ressalva de que seria indispensável um botão de "delete", caso a opção fosse equivocada e o(a) escolhido(a) fosse uma mala sem alça.  

Talvez, em um futuro distante, isso seja possível através da realidade virtual, como no filme Vanilla Sky, muito embora não seria tão interessante, já que realizaríamos nossos desejos através de fantasias criadas pelo nosso cérebro.

Voltando a minha realidade de hoje, já ouvi meus CDs favoritos, assisti o último filme da Trilogia Millenium que faltava, comi chocolate, fiz tudo que gosto de fazer quando estou em casa, e ainda assim permanece esse anseio. Nesses momentos, acontecem fatos para piorar ainda mais o estado de ânimo desarvorado em que me encontro: uma amiga perversa e sádica me apresenta um deus grego no MSN. Como diria minha mãe, só serve pra olhar com os olhos e lamber com a testa.
Recuso-me a conversar pela webcam, muita tortura para uma noite. Odeio webcam... sinto-me como aqueles cães que ficam namorando a vitrine da máquina de assar frangos, com aqueles galetos girando, e ficam só na vontade. 

Ao que tudo indica, todos nós temos esses momentos de vazio, quando nada nem ninguém é capaz de preencher. Talvez por isso a indústria de bebidas jamais irá a falência, a alma pode estar vazia, mas o copo é fácil de encher. Pena que eu não bebo... 

domingo, 11 de novembro de 2012

SAUDADES DE COISAS DO PASSADO...


Hoje eu recebi uma mensagem de um amigo, dizendo que domingo cedo iria à feira e depois visitaria sua mãe. Parece algo banal, mas essa informação fez tocar um sino em minha mente, despertou um passado já meio que esquecido, da época em que eu morava com meus pais em uma casa, dessas com quintal, jardim, da época em que se conhecia os vizinhos pelo nome, as crianças brincavam na rua e se sujavam de terra. Imagine se isso é possível hoje, em  São Paulo.  

Voltando à feira, lembrei-me como era gostoso ir com minha mãe e lá comer um pastel com caldo de cana bem gelado. Hummmm, cheguei a sentir o gosto ao lembrar da cena. 
E tudo isso veio acompanhado de um forte sentimento de identidade, eu vivi isso! Eu vivi esse tempo! Onde estão essas sensações escondidas hoje em dia? 

Traçando um paralelo, a vida antes era cheia de gente, pessoas ocupavam nossos dias, nossos pensamentos, havia contato, proximidade...

Nos dias atuais, por mais que estejamos convivendo com pessoas o tempo todo, tudo é mais distante. E parece que até é desejável que seja assim, de alguma maneira nós mesmos colocamos barreiras para manter uma distância segura dos outros co-habitantes do nosso cotidiano.

Baile na garagem, com direito a vassoura.
Os vizinhos, antigamente, eram  uma instituição à parte. As famílias não mudavam com tanta frequência, era possível criar laços com a vizinhança. Os filhos cresciam juntos, havia os "namoricos", os bailinhos na garagem... Quem nunca se apaixonou por um(a) vizinho(a) não sabe o que perdeu! A expectativa de encontrar o amado/a na missa, na padaria, o coração quase a sair pela boca.

Hoje, o máximo de emoção que um adolescente pode sentir é receber uma mensagem pelo celular da sua paquera.  Acho que nem existe mais paquera, nem dá tempo, tamanha rotatividade de contatos...

Deveria haver mais tempo... tempo para conhecer, para sentir o friozinho na barriga, para esperar o primeiro beijo, sentir aquele frisson ao perceber o rosto da pessoa se aproximando e saber que aquela era a hora. Tempo para esperar o telefone tocar e ouvir a voz da pessoa, sem a preocupação de que essa mesma pessoa pode amanhã já nem ligar, pois a fila anda rápido todos têm pressa, são intolerantes com qualquer diferença ou incompatibilidade, não INVESTEM TEMPO nas relações. 

Talvez eu esteja saudosista . Ou talvez seja o caso de repensar as relações nesses tempos de internet. A verdade é que ninguém é completamente feliz sozinho. Ainda que a felicidade dependa de cada um, nada melhor do que um cobertor de orelha para os dias de frio... E não há internet capaz de suprir isso.







sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Idealizar ou não, eis a questão...

Recentemente encontrei um amigo que me contou que está apaixonado. Ele sofre, pois sua amada mora em outro país e eles tiveram pouquíssimo tempo para curtir essa paixão - e muito tempo para idealizar o que seria a vida deles se pudessem viver juntos.

O melhor tempero para uma paixão é, sem dúvida,  o fator "dificuldade". O empecilho pode apresentar-se com diversas roupagens, como a distância, o proibido (um deles pode ser comprometido),  a falta de tempo, a diferença de idade, de classe social, enfim... inúmeras dificuldades que só fazem com que o sentimento fique ainda mais intenso.

Desde Romeu e Julieta, sabemos que "amores impossíveis" são marcantes. No fundo, o ser humano gosta mesmo é de uma boa tragédia...
Por qual motivo não nos apaixonamos pelo cara da esquina, pela mulher que trabalha na sala ao lado? Ahhh, obviamente por ser muito fácil e acessível. 

Há, também, outro aditivo da paixão: a idealização. Em tempos de internet, então, é mamão com açúcar! Nada mais d-e-l-i-c-i-o-s-o do que conhecer alguém pela internet e imaginar que aquela pessoa é a enviada dos céus. A alma gêmea. O pouco que o outro nos fala pela tela do computador já dá margem ao nosso criativo inconsciente para criar imagens e idéias a respeito dessa pessoa, que sequer ainda olhamos nos olhos.

Falasse alguém, há 10 anos atrás, que em um futuro próximo as pessoas se conheceriam por uma tela de computador, e se apaixonariam, algumas até casariam, após um contato meramente virtual, seria taxado de maluco. Isso me faz lembrar das histórias dos namoros por carta, que minha avó costumava contar... coisas do século passado...

Os amores virtuais levam vantagem pela rapidez dos contatos. Não é necessário aguardar semanas por notícias, rezando para o carteiro aparecer. Agora, o barulhinho do computador ou do celular, acusando nova mensagem, faz o papel do carteiro quando tocava a campainha.

Pois bem, eu poderia ser cética e dizer que amores alimentados por dificuldades ou idealizações estão fadados ao fracasso, mas a vida sempre nos surpreende, não é mesmo? 
A vida seria enfadonha se não houvesse a expectativa de que nossos sonhos pudessem se realizar. 

Por isso mesmo, aconselho meu amigo a não fugir, não racionalizar, e viver a paixão.

Já dizia o poeta..."as coisas tangíveis tornam-se insensíveis à palma da mão".

Sonhemos, então, com amores idealizados. Depois de passada a fase da loucura, que a paixão carrega em si, é possível termos uma ressaca. E daí? O importante é que terá valido à pena. Eu cultivo as paixões que vivi como verdadeiros tesouros. Foram elas que me tornaram quem eu sou. 


terça-feira, 9 de outubro de 2012

ESCOLHAS ERRADAS

Quem ama o feio, bonito lhe parece... será?

É uma história verdadeira, uma conhecida minha está sofrendo por amor. Ela é jovem, bonita, talentosa, meiga, mas seu QI emocional é zero. Estranhamente ela só se envolve com homens desinteressantes, problemáticos e pobres. Não que pobreza seja defeito, mas é complicado você ter de bancar um homem que mal ganha para sua própria subsistência. Seu primeiro relacionamento sério foi com um homem bem m
ais velho e muito feio. Ela tinha 19 anos e ele 65. 
Qualquer pessoa logo pensaria em golpe do baú. De fato, mas a vítima foi a pobre moça, cujos parcos recursos financeiros advindos de sua atividade como esteticista foram surrupiados pelo idoso espertalhão. 
Refeita do golpe, ela conheceu um outro rapaz, na escola onde ambos faziam supletivo. Logo a família ficou preocupada: o esquelético rapaz era separado, tinha 2 filhos a quem pagava pensão, estava desempregado e, juro por tudo que há de mais sagrado, ele ainda era vesgo.
Dessa vez, ela quis fazer a coisa certa, exigiu casamento e assim foi feito. Ele conseguia fazer uns bicos para pagar a pensão alimentícia dos filhos, mas era dela o ônus de manter a casa. O aluguel começou a pesar, ele a convenceu de ir morar com os pais dele, num bairro tão longe que até o fuso horário de lá é diferente.
E quando você pensa que a história não pode piorar, aguenta firme que vem mais: ele virou evangélico. Mas não parou aí, em poucos meses já era pastor. Pensa em homem fanático religioso, agora multiplique por 10. 
O vesgo até que foi esperto, como pastor juntou um dinheirinho, operou "as vistas", comprou umas roupinhas melhores, até engordou! 
Nem vou contar o que aconteceu, é chover no molhado. 

Encontrei-a na casa da sua irmã, inconsolável, enquanto todos a sua volta diziam:
- Mas Ana, você é tão nova, bonita, loira e poderosa, independente financeiramente, como é que você foi se envolver com um cara feio, pobre, sem eira nem beira, você pode arrumar alguém muito melhor!!
Aí ela respondeu algo que me fez pensar...
- Se até um homem que não presta me quer, imagine se vou arrumar outro melhor...

Aha! grande sacada!! Quem já não caiu nessa armadilha? Envolver-se com alguém que oferece menos risco, alguém sem tanto "valor", por achar que seria mais fácil, mais seguro.
O problema é que levar um pé na bunda de um partidão ainda vá lá... a concorrência é grande, o cara é muita areia pro caminhãozinho da mulher, etc...
um belíssimo gavião...
Mas e se o cara é um mané, ahhhhhhhh esse pé na bunda dói muitoooo mais. 
Dói no EGO. É o mesmo que o Brasil perder o final da copa para o time dos Emirados Árabes, saca? Perder pra Argentina, Itália, até pra uma França capenga... vá lá. 

A moral da história é que devemos mirar sempre para o alto. Pode cair um urubú, mas também pode cair um lindo gavião...

sábado, 8 de setembro de 2012

SOLUÇÃO PARA OS PROBLEMAS MASCULINOS

Hoje eu quero falar  sobre o MERCADO APROVEITADOR, que existe em cima das desgraças do próximo. Acho que nada gera mais lucro do que a desgraça alheia. Médico, por exemplo, ganha dinheiro com a doença das pessoas -quer maior desgraça do que ficar doente? E os advogados? Só existem para ganhar dinheiro com os seus problemas (e olha que eu sou advogada, mas é a realidade). 
Bom, todos sabemos que tudo na vida tem um jeito, menos para a morte. Então, a morte é outro mercado extremamente promissor, financeiramente falando. Ninguém gosta de falar nisso, mas a verdade é a seguinte, a morte de um ente querido deixa todos tão abalados, que ninguém vai pechinchar o preço de caixão ou do velório. Ou seja, praticamente não há concorrência, quem é que vai ficar fazendo cotação para saber onde comprar o caixão mais barato, onde o velório pode ser pago em parcelas? Até para passar uma maquiagenzinha no "de cujus" esse povo especializado em funeral cobra mais do que o Duda Molinos, maquiador famosérrimo das top models.

Agora, falando em problemas menos trágicos e fatais, digamos que você HOMEM, esteja com a sua auto-estima baixa, você foi demitido (a), fez 50 anos, está careca e a sua performance sexual está longe de ser o que era há 20 anos atrás. Aí aparecem os headhunter, agências de emprego que se aproveitam do seu desespero para arrumar outro emprego, vendendo um sonho irreal de conseguir-lhe uma vaga como assessor de um diretor de uma multinacional, mediante o pagamento de uma módica quantia de R$ 20 mil (quase o seu salário anual no último emprego). Você conhece a piada do ASPONE, né? ASsessor de POrra NEnhuma.

Bom, já que arrumar emprego vai ser difícil, já que pagar essa fortuna só se você for muito otário, ainda há a possibilidade de você dar um tapa no visual e melhorar o amor próprio. Aí começam os conselhos dos amigos. Um deles ainda ostenta uma cabeleira razoável e jura de pés juntos que graças à dermatologista que ele consultou, ele descobriu um remedinho bárbaro para a calvície. Lá vai você, tolinho, pagar uma consulta caríssima  e sair com a receita do tal remédio. Após um mês, você percebe que diminuiu a queda do seu cabelo, porém, nesse mesmo período, sua libido deu uma zerada. Só aí aquele seu amigo te avisa que esse é o efeito colateral do milagre contra a calvície. O que antes já estava "marromenos" agora tá uma m#@¨da total. Sua mulher está desconfiada que você tem outra, você até prefere que ela pense isso do que descubra que você está "broxa". Aí fica a dúvida: careca ou broxa?

Ahhhh, mas para a impotência tem o "azulzinho", bendita tecnologia farmacêutica, basta tomar um comprimidinho e dar um trato na patroa para melhorar o humor. Até você descobrir o preço absurdo de apenas 2 comprimidinhos.  Você decide comprar e "racionar" o uso. Tomar meio comprimido deve resolver, logo, uma vez por semana dá para fazer uma festinha. Mas o fato de você tomar metade da dose deixa você tão inseguro que o remédio não vá funcionar que, de fato, ele não funciona. Ou pior, vai funcionar no dia seguinte, com efeito retardado, na hora que você tem uma entrevista para um emprego.

E, como eu dizia no início, os aproveitadores da desgraça alheia estão sempre de plantão. Anúncios de tratamentos para disfunção erétil começam a pipocar por todo o lado, quando a pessoa está com esse problema. Não é coincidência, não, é o Google. Basta você fazer uma pesquisa no Google que o mundo todo passa a saber do seu problema - ele virou o maior fofoqueiro da galáxia. Experimente fazer uma busca sobre qualquer coisa boba, uma bicicleta, por exemplo. Durante meses, aparecerá um anúncio de bicicleta em todas as páginas que você abrir na internet. Inclusive no Facebook - o maior dedo duro, esse aí.

Enfim, uma busca inocente para tentar comprar os azuizinhos mais baratos resultará em uma avalanche de emails oferecendo todas as marcas de medicamento para impotência, importados da China (!!) e ainda oferecendo como brinde, na compra acima de 4 caixas, um alongador peniano.

Há anúncios oferecendo a cura da impotência pela acupuntura, meditação, ervas medicinais, cremes, massageadores, coisas absurdas e caras, muito caras. Tem anúncio de PAI DE SANTO, que garante que impotência é problema espiritual, é macumba feita por alguma ex revoltada e só se cura desfazendo  o trabalho. Na hora do desespero, neguinho faz qualquer negócio, acredita em qualquer um que lhe prometa uma solução.

De remédios à tratamentos espirituais, tudo hoje gira em torno do dinheiro. Quanto maior o desespero, maior o lucro de quem supostamente se propõe  em ajudar. Isso me entristece, especialmente quando vejo pessoas ligadas à espiritualidade, cobrando por ajuda, comercializando DVDs e CDs com palestras, logo os padres vão aderir à moda e celebrar missa pela internet, mediante pagamento para o fiel ter acesso ao ritual. Igreja será apenas para eventos sociais, como casamentos e batizados.

O passe, Reiki, Johrei, até a benzedeira, hoje todos têm preço - com louváveis exceções.

O jeito, queridões, é vocês tentarem se aceitar as mudanças, ainda que de início tragam resultados ruins. E devemos nos preparar para problemas inevitáveis que virão, desde já tomando providências para facilitar quando a tsunami chegar - ela chega para todos. Faça o seu seguro, ou uma poupança, comece desde já a praticar o desapego (começando pelo desapego a sua cabeleira), e não abandone, jamais o melhor tratamento de todos, para todos os males do mundo: SEUS AMIGOS.

Vá ao boteco perto de casa com eles, conte suas desgraças e ria muito, mas muito de todas elas. Nada melhor do que rir da própria desgraça.
(A propósito, eu adoroooo homens carecas, parem de se preocupar com essa bobagem!)

domingo, 29 de abril de 2012

Gente Louca !!


Hoje li um post de uma blogueira de quem gosto muito, falando sobre um sujeito que ela conheceu, vizinho dela. O rapaz, bem apessoado, passou uma noite inteira se declarando a ela e seduzindo-a com gestos, olhares e beijos, sem qualquer tentativa de fazer sexo - e de fato não fizeram.
Depois disso, feitas tantas promessas de relacionamento sério e tudo mais, o sujeito
s-u-m-i-u. 
Do nada. Sem explicações.
O que faz uma pessoa agir assim, feito louca?

Eu conheço vários casos, que aconteceram com pessoas próximas, uma dessas pessoas foi um amigo meu que se apaixonou perdidamente por uma suposta modelo nissei que morava no Japão e contava-lhe as histórias mais absurdas deste mundo - e ele acreditava. 

Outra conhecida se apaixonou por um rapaz mais jovem, ela mora em Porto Alegre e ele no Rio de Janeiro. Conheceram-se pelo Orkut, conversavam pelo msn e por telefone. Ele contava uma história trágica, de que havia perdido a esposa e a filha em um tiroteio no Rio. Quer mais clichè do que isso?
Ela economizou durante meses para ir vê-lo, comprou a passagem aérea e, chegando lá, o sujeito sumiu. Ela descobriu que o endereço que ele havia dado era falso, ele desligou o celular e a coitada ficou a ver navios... E estou falando de uma mulher bonita, inteligente, separada, com filhos - e não uma doida inconsequente em busca de aventuras.

Eu mesma já fui vítima de alguns golpes desses fajutos Don Juans. Ainda hoje um deles insiste em conversar comigo pelo msn. Eu o mantive na minha lista do msn só para ver até onde vai a cara de pau desse sujeito. Há anos ele se faz passar por um rapaz que mora no Guarujá, uma cidade litorânea próxima a São Paulo, concursado na Petrobrás, já nos falamos por telefone, mas o sujeito nunca mostra fotos nem liga a webcam para que eu possa vê-lo. E insiste que é apaixonado por mim, que me acha a mulher mais sensacional que ele já conheceu, marca encontros (e eu dou corda para ver até onde ele vai). É divertido ver as desculpas esfarrapadas que ele arruma para justificar os "canos" que ele dá nos encontros que marcamos, e mais ainda, para justificar não ter uma webcam para que eu possa ver como ele é.

No meu caso, dificilmente eu teria qualquer interesse por um sujeito desses, uma coisa que aprendi com meu pai é ser desconfiada com pessoas que elogiam muito e adulam demais. Eu simplesmente não acredito em uma palavra do que pessoas assim falam. Mas, mulheres mais indefesas e carentes, caem facinho. E homens, também!

Digam-me: o que faz um rapaz perder tempo "xavecando" uma mulher com a qual ele não tem a menor intenção de se encontrar? Não dá nem para pensar que é auto-afirmação, ou alguma questão de ego, pois quem usa um personagem para conquistar não prova nada a si mesmo, a não ser sua total incapacidade de conquistar alguém pelo que ele realmente é. 

E, para não ser injusta, há muitas mulheres que fazem esse joguinho e são bem sucedidas. Esta semana foi noticiada a prisão de uma mulher que reside na Bahia, que é mais feia que o mapa do inferno, já passada dos 60 anos, e não é que a infeliz conseguia dar golpes em senhores estrangeiros, que vinham conhece-la e ela os mantinha em cárcere privado até arrancar uma bela grana? O golpe foi descoberto depois que um senhor argentino ligou para a família pedindo que mandassem mais dinheiro para ele em uma conta bancária aqui no Brasil, ma algo em sua voz despertou suspeita de sua filha, que acionou a Interpol, rastrearam a ligação e chegaram ao cativeiro do solitário senhor argentino que caiu no conto da gata borralheira. 

Até entendo que pessoas usem a tática da conquista para obter vantagem financeira, um estelionato típico. Mas, e quando não há nenhum ganho para o golpista? Será puro sadismo?

Por essa e por outras, conhecer pessoas está mais difícil e desinteressante. Conhecer mais gente louca?? Tô fora, já bastam os loucos com os quais sou obrigada a conviver no dia-a-dia.






quinta-feira, 8 de março de 2012

FELIZ! APROVEITANDO A VIDA QUE ASSOPRA...

Às vezes, dá vontade de ficar parada, sem se mexer, com medo de que, a qualquer movimento equivocado, essa sensação boa de felicidade vá embora, evapore-se.

É assim que estou me sentindo. Feliz, sem um motivo especial. Aquela felicidade que não vem de algo externo (ou alguém). E posso dizer que parece até mais legítima, mais real do que a felicidade que decorre de algum fato ou de estar apaixonada, por exemplo.

Talvez por esse motivo, quase não tenho escrito aqui. Penso em histórias para contar a vocês, elaboro frases... mas quando chego em casa, fico deitadinha com meus cachorros, sentindo um sorriso no coração.Você já sentiu seu coração sorrir? É bommmmmm...

Estou feliz e tenho medo de mexer com o universo que está quietinho, me dando uma folga depois de tanta peleja. Dá pra entender??


EU SAÚDO IANSÃ, A ORIXÁ DO TEMPO, O VENTO QUE 
ASSOPRA  E COLOCA TUDO EM SEU LUGAR 
Acho que esses anos de terapia ajudaram muito a chegar neste ponto que estou vivendo agora, mas também há a sabedoria da vida, que dá muita porrada em todos nós, para depois sabermos apreciar quando ela assopra.




sábado, 11 de fevereiro de 2012

AMIGOS DA ONÇA??

Nos idos de 1990, conheci uma astróloga em uma palestra sobre terapias alternativas. O nome dela era Margô, uma mulher inteligente, enigmática, despertou pela primeira vez minha curiosidade em Astrologia- até então, o máximo que eu conhecia a respeito eram as previsões do meu signo nos jornais e revistas.

Ela trabalhava com algo chamado "mapa astral cármico". Curiosa, marquei um horário com ela, antes passei-lhe os detalhes do meu nascimento, hora, local, data. Apenas isso.

Após algumas semanas, fui ao consultório onde ela atendia munida de uma "pré histórica" fita K-7 (naquela época não havia celular, mp3, I-pod, nada disso) para gravar a consulta.

O que se passou nas duas horas ou mais que fiquei lá jamais será esquecido por mim. Aquela mulher, com jeitão de maga, foi dizendo coisas a meu respeito que ela não teria condições de saber. No entanto, duas informações em especial eu me lembro de ter discordado veementemente.
Uma delas, era referente ao meu pai e ao meu irmão do meio. Era algo tão fora do contexto naquela época, que duvidei de todo o resto que ela falou. Ela tentou me alertar sobre predisposições "carmáticas" que poderiam se repetir.  
Passados 15 anos, o que ela havia dito se cumpriu (imediatamente eu me lembrei da "maga") e passei 6 anos sem falar com meu pai. Somente com a doença dele, ano passado, é que relevei tudo que aconteceu no passado recente. Já meu irmão, com seus atos, queimou todas as pontes que pudessem propiciar qualquer contato entre nós. 

A segunda informação que a Margô me passou era de que eu tinha um "carma" na área da amizade. Por essa razão, os amigos mais próximos e queridos iriam me trazer muita mágoa e decepção ( nada agradável de se ouvir, né?) 

E é sobre isso que gostaria de falar. Por mais que eu queira duvidar das previsões, meu histórico de amizades é uma catástrofe. Vou hoje contar a história mais patética de todas: 

Perdi o amigo mas não perdi a piada...

Antes mesmo de conhecer a Margô, no final dos anos 80, eu estava na faculdade de Direito e dava aulas de inglês em uma excelente escola de idiomas em São Paulo. Lá conheci o "Zé", vamos chamá-lo assim,  que também era professor de inglês. Nessa época eu começava a apresentar sintomas do transtorno do pânico e foi ele quem me disse pela primeira vez do que se tratava todo aquele mal-estar que eu sentia, pois ele também tinha esse transtorno. Pela primeira vez, fiquei aliviada por saber que mais alguém sentia aquilo e que eu não era louca!

Durante quase 20 anos fomos amigos/irmãos, fui madrinha de casamento dele, saíamos juntos todas as semanas para almoçar, eu era capaz de desmarcar qualquer compromisso para estar com ele. 
Um belo dia, fui procurá-lo na minha lista de amigos do Orkut e percebi que eu havia sido deletada. Achei que era algum equívoco, mandei uma mensagem para ele e não obtive resposta. Daí seguiram-se telefonemas, e-mails, e nada. Nenhuma palavra, nenhuma resposta. Eu fiquei perdida e extremamente magoada por não ter a menor idéia do que ocorrera. O que eu poderia ter feito de tão grave assim??
Anos depois, um amigo em comum precisou da minha ajuda como advogada e foi ao meu escritório. Só então esse amigo me contou o motivo pelo qual o "ZÉ" havia colocado fim em uma amizade de décadas. 

Pasmem: o motivo foi uma PIADA do Lula, que mandei para ele e para todos os amigos que eu tinha cadastrado no meu e-mail, como naquela época era hábito fazermos (hoje existe o Facebook com a mesma proposta). E o pior é que eu nem sei sobre o que era a tal da piada, foi alguma dessas que recebi e repassei. 

Eu me senti a pessoa mais insignificante do mundo, só de pensar que o meu melhor amigo pudesse ser capaz de achar uma piada do Lula mais importante do que a nossa amizade.  Sofri muito, demorei meses com aquele aperto no peito, e mesmo hoje, passados mais de 6 anos, ainda lamento ter dedicado tanta afeição a uma pessoa como ele. 

Há outras histórias não tão burlescas assim, de amigos e amigas de quem eu gostava profundamente e que foram vis e traiçoeiros. Pessoas cuja amizade era apenas uma fachada para interesses financeiros ou profissionais. 
Outras pessoas simplesmente desaparecem da minha vida, de outras sou eu quem fujo, quando percebo que estão imbuídas da síndrome do Narciso (parece que eu exerço uma forte atração junto a essa classe de pessoas).

A última decepção é bem recente, foi um misto de traição do meu melhor amigo e golpe financeiro. Essa deveria ir para os anais da História - com "H" maiúsculo. Eu, literalmente, fui vendida.  

Por essas e outras, tem dias que eu sinto um vazio e uma tristeza enormes. Hoje, especialmente, porque uma situação de emergência forçou-me a ter contato com esse "Zé". Isso me fez relembrar a mágoa e tomar consciência da falta que faz ter amigos com quem eu possa contar a qualquer hora. E com quem eu possa conviver mais proximamente. Eu tenho, claro, amigos antigos, da época do colégio, da faculdade. Há os amigos com quem eu saio, converso, mas não é ainda aquela amizade fidagal. No dia-a-dia, na hora que a porca torce o rabo, eu só tenho a minha fiel escudeira Clê, que é minha "mãinha", filha, irmã, tudo junto e misturado.


Por mais paradoxal que possa ser, o contato com tantos amigos no Facebook faz com que eu sinta ainda mais a falta deles. Esses amigos estão sempre tão perto... e tão longe.



Em tempo: nem todas as previsões da Margô foram ruins -  no que diz respeito a muitos amores e sucesso profissional  não tenho do que reclamar -  quase todas se cumpriram, exceto a de que eu teriam muitos filhos...só se ela estivesse referindo-se aos meus cachorros....hahaha

domingo, 5 de fevereiro de 2012

A FALSA CRENÇA

Eram 3 horas da madrugada, como sempre eu durmo tarde, isso não é novidade para mim. Olho pela janela do meu quarto e vejo uma linda noite, silenciosa, com uma bela lua crescente. Sou invadida por um sentimento gostoso - a noite tem esse poder sobre mim. Eu adoro as madrugadas, sinto-me livre, posso fazer o que quiser, assistir o programa de TV da minha escolha, o filme que eu desejar, ler  em silêncio. E escrevo, escrevo muito.

Tirei a roupa, coloquei um repertório especial de músicas no cd player, peguei uma toalha do armário, com cheirinho de amaciante. Antes de entrar no banho comecei a dançar, agarrada à toalha,  olhando a lua pela janela. Uma música da Norah Jones suave chegando aos meus ouvidos...

Nesse instante, pensei: o homem certo para mim saberia instintivamente que, neste momento, a coisa certa a fazer, seria dançar comigo. 

Não acredito em principe encantado ou que minha felicidade dependa de alguém. Mas acredito que existem pessoas especiais, que possuem  um "Je ne sais quoi", um algo mais. 
É um imenso prazer viver com alguém que compartilha a sua sintonia e um tédio estar acompanhada da pessoa errada. Cansei de tentar mudar a mim mesma ou ao outro, para fazer encaixar o relacionamento. Cansei, também, de perder tempo com as pessoas erradas. 

Foi um longo caminho de aprendizagem, até conseguir encarar um relacionamento afetivo como opção. Quando não se consegue ser feliz sozinho(a), estar em uma relação passa a ser necessidade. Nesse caso, aceita-se qualquer coisa, qualquer pessoal, vale a regra do "antes mal acompanhado do que só". E viver sem opção é uma verdadeira prisão.

Toda mulher (com raras exceções) cresce com o discurso que fica incutido em sua cabeça:
- Vocês precisa de um homem para ser feliz. Falta alguma coisa em você. Sozinha, você jamais será completa, você é frágil, você nasceu para ser dependente.E um dia aparecerá o homem que irá resgatar você dessa vida "pela metade".

Esse pensamento vem de uma cultura milenar, em que se misturam crenças religiosas, poder político, questões sociológicas que colocavam as mulheres em posições de submissão e inferioridade. Ainda hoje existem países onde persistem nessa prática.
Imagine a dificuldade para se mudar uma crença tão arraigada no inconsciente coletivo. E, como toda crença, ela não tem fundamento lógico, não tem uma real razão de ser, senão para defender interesses e fantasias.

A humanidade necessita superar essas falsas premissas que limitam os seres humanos, para  que possa crescer e se desenvolver. E essas mudanças começam dentro de cada um de nós. Não se trata de feminismo, machismo, mas do respeito à dignidade humana, independentemente do gênero, da raça, do credo, da orientação sexual, ou de qualquer outro rótulo que possa existir.

Foram anos de terapia,  até que eu consegui superar o Transtorno do Pânico e consegui abrir mão da segurança e do conforto de ter sempre alguém ao meu lado. Jamais pensei que fosse conseguir. Hoje, eu não me sinto "incompleta" por ser mulher. Prefiro dançar sozinha na madrugada do que viver com a pessoa "errada", hoje eu faço a escolha.


Para vocês se inspirarem: a música que ouvi está aqui nesse video.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

OS CYBERCHATOS

Esta semana muito se ouviu sobre a prisão do dono do site Megaupload, sob acusações de propagar na internet conteúdo em desacordo com a lei de direitos autorais - em outras palavras, pirataria. Esse fato parece ter desencadeado um surto nos cyberchatos de plantão.

Para alguns, inclusive eu,  a pirataria pressupõe que o agente tenha algum lucro com a atividade (não é o caso de quem baixa filmes para uso particular, sem auferir lucros).
Isso não significa que se possa sair copiando textos e criações a torto e a direito, sem reconhecer a autoria da obra. 
No entanto, tem gente que copia imagens e fotos de sites na internet, publica em sua página no Facebook ou blog, e acha que passa a ter "direitos" sobre a imagem - que sequer foi criação sua!!
Recebi uma reclamação de um desses cyberchatos, alegando que uma imagem usada no meu post "Facebook é propaganda me margarina" estaria ferindo seu "direito autoral", uma vez que foi publicada sem fazer menção da fonte e sem a sua autorização, e que, portanto, seria plágio!! Em tom ameaçador, exigia que eu retirasse a gravura ou mencionasse a fonte de onde eu havia copiado (citando artigos do Código Penal em caso de desobediência a sua reclamação).

Primeiramente, sem entrar no mérito, havia na foto que eu publiquei no post a referência da fonte de onde ela foi copiada (o blog do cidadão), muito claramente visível na própria gravura, por mera cortesia de minha parte, já que a referida imagem não é de autoria dele.
Todavia, o que me trouxe consternação é o fato de que se trata de um anúncio muito antigo de uma marca de margarina, criado por alguma agência de publicidade nos anos 60, quando o cidadão sequer havia nascido. O que faz uma pessoa exigir respeito a direitos autorais de uma obra que não é sua?

Aliás, o blog desse indivíduo é uma coletânea de anúncios antigos, muitos dos quais  foram copiados do site da Nestlè, sem que ele faça menção das fontes (eu descobri por pura teimosia).

Descobri, também, que o sujeito deixou a mesma mensagem em vários outros blogs, intimidando outros blogueiros. Fica a dica: quem praticou crime foi esse indivíduo, ao tornar pública uma FALSA ACUSAÇÃO DE CRIME - conduta tipificada na lei penal como CALÚNIA. A sorte dele é que os comentários em meu blog passam por um crivo e, portanto, não chegou a se tornar pública essa acusação sem própósito.
Menos sorte tiveram os blogueiros que autorizam a publicação automática de todos os comentários.
Fico a imaginar os sérios problemas de ego que um cyberchato desses deve ter: ele necessita de reconhecimento,  faixas e luzes piscando do ao redor do seu nome, ainda que, de fato, não tenham criado coisa alguma!


Temo pelo futuro da internet, haja vista que, ao que tudo indica, o cerco irá se fechar com a indústria fonográfica e cinematográfica realizando uma verdadeira caça às bruxas.
E sempre que eventos reacionários dessa natureza ocorrem na história, há o apoio de pessoas disfuncionais que não percebem o risco de se olhar para o próprio umbigo e não analisar o todo, o preço que o grupo, que a humanidade pagará.

E esse ranço reacionário, conservador e antidemocrático chegou ao facebook. Esta semana um "amigo virtual" opunha-se veementemente àqueles que compartilhavam seus posts (que ele, por sua vez, havia compartilhado de algum site ou perfil) sem antes "curtir" ou pedir autorização para compartilhar. Oras... a idéia do Facebook e da internet como um todo não é essa?  Difundir e divulgar informações?

Será difícil lidar com as vaidades e melindres dos cyberchatos. 

Por isso, como advogada, aconselharia o seguinte: informe-se e jamais se submeta à patrulha da censura.

1. Você pode copiar textos e imagens, desde que faça referência à fonte. Entenda como fonte a pessoa que CRIOU aquele conteúdo, não aquela que simplesmente publicou em seu blog ou perfil.
2. Plagio de um texto só ocorre quando você o utiliza  como conteúdo da sua obra - por exemplo, se você copiar um parágrafo escrito por outra pessoa, fazendo o leitor acreditar que foi você quem escreveu aquele texto. 
3. Plagiar uma imagem ou gravura - você a copia ou utiliza a idéia principal com poucas modificações e atribui a si mesma a autoria.

sábado, 14 de janeiro de 2012

A METADE DA LARANJA NÃO EXISTE!

Melhor do que estar apaixonado, é não estar apaixonado. Aí tem uma pegadinha...
O ser humano é meio masoquista, convenhamos. Gostamos de complicar, se é fácil não tem graça. Então, a pessoa (homem ou mulher) está sozinha, começa a dar um comichão pra encontrar alguém, a famosa "metade da laranja", tampa da panela, alma gêmea, ou qualquer denominação que se dê ao coitado (ou coitada) que terá a responsabilidade de nos fazer feliz. 

Acontece, caro leitor, que tão certo quanto Papai Noel não existe, tampouco existe o principe ou a princesa que irá preencher nossa vida, mesmo que no começo do relacionamento aquela pessoa pareça ser "encantada".
Olha... não é, viu? Desculpe destruir sua ilusão, mas quanto antes te deres conta que não existe pessoa no mundo capaz de te fazer feliz, melhor.

Sabe por quê? É simples: somente nós mesmos é quem temos esse poder, cada um é responsável pela sua própria felicidade. Não adianta querer jogar a batata quente no colo do outro!
Bahhh, mas que coisa chata, a vida fica mais árida quando deixamos de acreditar em contos de fada.

Por isso que eu disse que tinha a "pegadinha" - é bom estar apaixonado, pois nesse período de apaixonamento, esquecemos do que é real e passamos a acreditar na fábula. Sentimos aquele friozinho na barriga -uiiii... O coração dispara quando a pessoa liga, ou aperta quando ela não liga.
Mas aí já sabe, né? Um dia vai cair a ficha e você vai se sentir igualzinha aquela criança que você foi um dia, e da decepção que você sentiu quando descobriu que Papai Noel não existe, nem cegonha, que o Pernalonga é só um desenho, que o Garibaldo é apenas um homem fantasiado de pássaro.

Então, às vezes penso que é melhor já pular essa fase e nem se apaixonar. Pronto, é mais prático. Para os mais filosóficos, posso fundamentar essa tese com os ensinamentos de Buda, segundo os quais a origem dos nossos problemas e sofrimentos está no apego, no DESEJO. Se você consegue superar o desejo e praticar o desapego, você consegue atingir o nirvana. Eita, parece bom, né? 

Honestamente, os momentos mais felizes da minha vida foram divididos igualmente entre aqueles em que eu estava apaixonada e os que eu estava zen, na boa comigo mesma, sem envolvimento com  "boniton" algum. Paradoxal, não?
A vida é feita de escolhas e essa é uma escolha difícil, precisa ter disciplina, força de vontade e uma boa dose de coragem. Seja para escolher abrir seu coração para alguém, seja  decidir viver sem desejo e apego (sexo pode, tá? a ciência já provou que sexo faz bem para a saúde, para a mente, não vamos forçar a barra e querer virar monge budista).

(estou pensando pensando com meus botões que deve ter homem lendo esse texto e adorando, achando a perfeita justificativa para sair transando com todas as mulheres, sem compromisso. Mas, olha só, você também um dia vai se apaixonar, vai sentir falta de ter aquela pessoa especial ao seu lado e vai se ferrar, igualzinho o resto da humanidade, viu?)

O tempo vai passando e, inevitavelmente, amadurecemos, seja por bem ou por mal.   O sexo casual vai perdendo a graça e, ao mesmo tempo, fica mais difícil nos apaixonarmos. 
À medida que envelhecemos, ficamos mais rabugentos e individualistas e muito menos pacientes. A toalha molhada em cima a cama passa a irritar muito mais, assim como a calcinha pendurada no box do chuveiro. Você quer assistir filme e seu companheiro quer ver novela, ou vice-versa. Você passa a sonhar em estar sozinho(a) em casa e poder escolher os canais da TV t-o-d-a-s as noites. E soltar pum à vontade sem ouvir reclamação. E deixar roupa espalhada pela casa, louça suja na pia... ou, ao contrário, ver sua casa sempre limpinha sem aquela pessoa sujando e bagunçando tudo o tempo todo.

Mas aí tem o inverno, é gostoso dormir juntinho de conchinha no frio, ter alguém para preparar uma sopa quando você está com gripe.

Vixii, é muito complicado escolher. Aprendi que toda escolha tem um bônus e um ônus. A felicidade, talvez, esteja na decisão sábia de escolher o lado da balança com mais bônus, não olhar para trás e rezar para termos feito a escolha certa.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

ENCONTROS VIRTUAIS



Quem não tem uma história (sua ou de algum conhecido) para contar, sobre encontros virtuais? Algumas pessoas acabam se conhecendo no real. Aí é que o bicho pega, você pode se dar muito bem... ou muito mal.
Mande sua história, irei selecionar a mais interessante para publicar aqui, com toda a garantia de sigilo da identidade dos envolvidos.
email: cristine.sampa@hotmail.com

sábado, 7 de janeiro de 2012

BELEZA CANSA - PERSONALIDADE CONQUISTA

Hoje eu queria escrever sobre o que influencia nossas escolhas, quando a questão é APAIXONAR-SE. 
Ouso discordar de Vinícius, que pontuava ser a beleza fundamental. A beleza é agradável e desperta a atenção, mas dificilmente mantém um emprego, quanto mais um relacionamento, por si só. Meu ex-marido costumava dizer que ele temia a concorrência dos feios inteligentes, pois sabia que eles poderiam passar desapercebido por várias pessoas, mas não por mim. A beleza, para mim, está na inteligência e na capacidade do homem se destacar pelo conhecimento profundo de algum assunto interessante. Não adianta ser médico e ser mediano, deitar nos louros. Prefiro, antes, um professor de inglês, menos glamuroso, mas que tenha viajado o mundo e criado conceitos próprios sobre a vida e sobre a cultura dos povos. 

Há evidências inquestionáveis de que a beleza não garante sorte no amor. O exemplo clássico pode ser extraído, verdadeiramente,   de uma história de príncipe. Charles trocou Lady Di pela insossa Camila. Quer dizer, insossa para mim e talvez para você, leitor. Pense em quantos homens sonhariam em ter uma mulher bela e sofisticada como Diana em sua cama? Não Charles, certamente. 



A belíssima Elizabeth Hurley foi traída pelo marido- galã  Hugh Grant, pego com uma prostituta desprovida de beleza.

Honestamente, eu prefiro estar acompanhada por um homem distante do padrão médio de beleza, pode ser ele careca, baixinho, até mesmo com barriguinha de chopp. No entanto, se for inteligente, bem-humorado e cuja conversa consiga me envolver, ganha fácil de qualquer homem belo e rico, que pensa ter as qualidades suficientes para satisfazer uma mulher: aparência e dinheiro.

Acho que 2012 deve ser o ano da mudança. Mudança de conceitos, mudanças internas, momento de reavaliarmos nossas prioridades e o sentido que damos à vida. Em homenagem às mudanças, transcrevi uma crônica sensacional e divertida de Ivan Martins, publicada pela revista Época.  Enjoy :)

Vivemos num mundo obcecado pela beleza humana. Ela está na televisão, nos filmes, na capa das revistas, no balcão das lojas do shopping e no restaurante descolado, onde garcons e garçonetes parecem todos modelos.
A beleza nos é oferecida em doses enormes, em vários formatos, para todos os gostos e gêneros. Há loiras altas, morenos fortes, jogadores de pernas grossas e cantoras de barrigas impecáveis. A beleza nos enche os olhos. É um colírio grátis, permanente e intoxicante.

Num ambiente desses, talvez seja inevitável imaginar que beleza é a coisa mais importante do mundo – em nós e nos outros.Essa ilusão circula amplamente por aí, por um motivo simples: a beleza atrai a atenção das pessoas como talvez só a violência consiga com a mesma intensidade.

Diante de uma cena de agressão ou de uma ameaça de agressão, os nossos sentidos se crispam. Quando uma mulher bonita entra pela porta (imagino que um homem bonito cause o mesmo efeito), as sensações também se alteram, mas desta vez na direção do prazer.

A beleza nos torna atenciosos e solícitos, ao menos por algum tempo. É por isso que ela funciona tão bem nos filmes, nas novelas, na publicidade. O prazer de olhar seqüestra os nossos olhos e monopoliza a nossa atenção. Na outra direção, ela dá às pessoas bonitas a certeza de que serão notadas – e a ilusão de que serão amadas.

Mas isso é totalmente bobagem, não é? Todo mundo sabe, ou deveria saber, que a aparência tem um papel importante mas limitado nas relações humanas.

Pense no caso da moça bonita que começou a trabalhar no escritório. Na primeira semana não se fala de outra coisa. Ela é um objeto que os olhos devoram incansavelmente. Passados uns dias, as pessoas se acostumam e o fascínio diminui, até que ela se torne como as outras, uma pessoa normal. Se a moça for uma chata, uma boba, ou uma mosca morta, o processo de “normalização” é ainda mais rápido.

Isso acontece porque, na vida real, nós fazemos contato com a totalidade das pessoas: seus sentimentos, seus modos, sua inteligência, seu humor, seu charme ou sua integridade. As relações humanas reais formam uma teia densa, complexa, na qual a beleza é apenas um componente - relevante, mas não absoluto.
É possível colocar um planeta inteiro apaixonado pela Shakira ou pelo Tom Cruise porque ninguém tem contato com eles. São apenas imagens bonitas, nas quais as pessoas projetam qualquer tipo de sentimento. Mas ponha o Reynaldo Gianecchini ou a Sabrina Sato para trabalhar na mesa ao seu lado. Em uma semana você vai estar reclamando de que ela ri muito alto ou que ele é folgado e se espalha demais para sentar. De perto, todo mundo é meio mala.



E quando se trata de namorar? Em princípio, claro, todo mundo quer gente bonita. Quanto mais bonita, melhor, na verdade. Mas basta olhar em volta pra perceber que não é nada disso.



Aquele sujeito que faz o maior sucesso com as meninas do trabalho, por exemplo. Ele chega ao churrasco da firma com uma mulher que ninguém acha bonita – mas pela qual ele é maluco. E a moça linda, coitada, que dança miudinho na mão de um namorado esquisito e tirânico que só ela acha irresistível? Claro, há aquela garota da praia, absurdamente sensual, com quem o seu amigo saiu duas vezes e não quis mais nada – e agora é ela quem fica pegando no pé dele.



É isso, não é? Beleza, nas relações amorosas, vai até a página dois ou três. Depois tem de incrementar com outras coisas. Ou acaba.



Olhar para a sua garota e achá-la arrebatadoramente linda tem mais a ver com estar apaixonado por ela do que com o fato de ela ser realmente tão bonita. Se ela fosse apenas bonita e você não gostasse mais dela, o olhar seria outro.



Vale o mesmo das mulheres para os homens. Quando elas dizem que nós somos bonitos, a mensagem realmente importante é: eu gosto de você, eu vejo beleza em você. Eu estou aqui com você há 10 anos, há um ano ou há seis meses e continuo interessada no que você diz e faz, naquilo que você é. Por isso, continuo achando você bonito.



Na vida real, a percepção da beleza é mais importante do que a beleza. E tem a ver com uma monte de coisas, inclusive a aparência. 
(Ivan Martins )
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI151489-15230,00-BELEZA+CANSA.html

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

AS PESSOAS ENLOUQUECEM NO TRÂNSITO


Meu amigo Paulinho é uma pessoa muito querida, meiga e tem uma maneira afetuosa de tratar as pessoas. Há alguns meses, combinamos de viajar juntos. Ele sabia o caminho e, por esse motivo, foi dirigindo. Saímos da garagem do prédio ao som do grupo Abba, comendo carolinas de chocolate, felizes da vida. 
Mal os pneus do carro tocaram o asfalto da rua, Paulinho se transformou no “Homem de Nearthental”. Engatou a primeira marcha e saiu fechando todos os carros que transitavam no caminho. Na esquina, passou no sinal vermelho e eu, literalmente, fiquei entalada com a boca cheia de carolinas. Não sabia se engolia, tossia ou respirava. E assim foi a viagem toda, ele grudava na traseira de t-o-d-o-s os carros que ousassem ficar na sua frente, buzinava e ainda fazia sinais obscenos, com a mão para fora do vidro.
Assim como Paulinho, milhares de pessoas - homens e mulheres - quando assumem o volante de um automóvel, incorporam alguma entidade do além, daquelas que são do balacobaco. É a única explicação que posso dar para tão bizarra transformação! 
Dizem os psicólogos que, pessoas com esse comportamento, extravasam suas frustrações quando se sentem no controle, e dirigir um automóvel é, de certa forma, estar no controle de alguma coisa. Mais do que isso, é ter uma ARMA  nas mãos.

A legislação brasileira é muito branda com motoristas que causam acidentes. Um motorista embriagado que mata uma pessoa é acusado por crime CULPOSO – sem intenção de matar. . A penalidade aplicada é  uma multa, além de perder uns pontinhos na carteira. Patético, não é?

O velho mito de que os homens são melhores ao volante caiu por terra. Estatisticamente, ELES causam mais acidentes do que ELAS. As companhias de seguro cobram menos das mulheres, justamente por serem mais cautelosas e colidirem menos. Mas, para não me chamarem de feminista,  no quesito baliza, as mulheres costumam dar vexame. Surpreendentemente, sou uma exceção, confesso que eu tenho talento NATO para manobrar. Não raro me espremo em vagas pequenas, sob olhares irônicos de homens que ficam observando, esperando eu me “estrepar”. Qual o quê, eu paro de primeira e quando saio do carro, falo para os marmanjos:
- Agora podem aplaudir! hihihi
  
Uma coisa é certa, se eu ficar desempregada um dia, encontrarei facinho um emprego de manobrista.