Aventure-se comigo...

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domingo, 28 de março de 2010

MELHOR DO QUE PROZAC

Algumas pessoas que acompanham meu blog sabem os problemas pessoais pelos quais eu tenho passado. Uma forma resumida de expor minha vida: passou um tornado, arrancou as bases, voou tudo pelos ares. Mas este não será um post baixo astral, prometo... 
Muito embora as coisas mais absurdas e bizzarras tenham acontecido essa semana, a tal ponto que uma amiga se ofereceu para levar o Padre Quevedo para fazer xixi no meu banheiro (essa é nova pra mim, será que resolve? rsrs).

Aliás, já recebi todo tipo de proposta: de me levarem ao culto da Igreja Universal (nada contra, mas não levo o menor jeito para ser evangélica), chamar um pai de santo para defumar minha loja, minha casa e se possível, euzinha também! Pode defumar dos pés à cabeça, mandar tomar banho de erva, eu tô quase topando ingressar  na filosofia messiânica para receber o "Jorey" - não sei bem o que é, mas mal não deve fazer!
Sabe o que é fundo do poço, aquela tristeza aguda?  Acho que todos já sentiram... E essa fase começou há uns 7 meses, e foi piorando. 

Estranhamente, existe dentro de mim uma pessoa que, passada a fase crítica de uma crise, consegue rir da própria desgraça.
Hoje, duas amigas vieram a minha casa, nós três deprimidas, cada uma com suas razões. Uma por vez foi contado suas mazelas, até que percebemos o absurdo do que estava acontecendo a cada uma de nós. Nossa conversa mais parecia um folhetim mexicano! No more tears!!! 

Chegamos à conclusão que deveríamos fazer algo totalmente inusitado. para mudar nosso estado de espírito. Após muitas idéias malucas, chegamos à decisão final: fazer uma reunião só para mulheres, no meu apartamento, e contratar um striper. Nada de sexo, no máximo uma mordidinha no bumbum...(dele, claro). E dar muita risada...

Eis que minha amiga Mariza se lembra de um fato "histórico" ocorrido no bairro onde nascemos e vivemos a maior parte das nossas vidas. 
"Uma senhorinha, sempre muito discreta e tímida ficou viúva. Ela nunca saia de casa, morava na rua mais movimentada do bairro e, nas poucas vezes que saía de carro, era um acontecimento: ela sempre batia na árvore que ficava na calçada.

Numa certa noite, ela saiu sozinha, voltou pouco depois e, como sempre, fez inúmeras barbeiragens para entrar na garagem. O segurança da rua, observando ali perto, notou duas cabecinhas abaixadas no banco traseiro e logo pensou: sequestro!! A senhorinha viúva estava sendo feita refém por duas pessoas abaixadas no banco de trás!
Ela conseguiu finalmente estacionar, entrou com dois homens na casa e o segurança ligou para a polícia. Em poucos minutos a polícia chegou, tocou a campainha e não houve resposta. Invadiram a casa... e flagraram a senhorinha apreciando dois jovens semi-nús, dançando em sua sala. A infeliz jurou até o fim que eram seus sobrinhos..."   

Ri tanto que quase fiz xixi nas calças. De repente, a tristeza que me acompanhava há dias, passou. Como era bom estar com minhas amigas! Eu havia esquecido do quanto um amigo faz diferença na nossa vida. ALiás, um amigo na hora certa pode fazer toda a diferença. Amizade é, sem dúvida, a mais deliciosa forma de amor... e é muito melhor que Prozac.


 

segunda-feira, 22 de março de 2010

ENCONTROS E GAFES

Estava conversando com uma amiga no msn (não posso revelar o nome sob pena de ser "assassinada"), ela reclamando que não consegue arrumar um namorado/ amante/ ficante/ PA ou algo do gênero, que a faça esquecer o ex- namorado.

Sugeri que ela fizesse uma viagem, assim conheceria pessoas diferentes, novos ares, já que ela está desempregada e tem uma reserva de dinheiro que lhe permite certas extravagâncias. Ela explicou que, no seu caso, arrumar namorado em viagem era a maior roubada.

Eis que surge a história  que vou lhes contar:
Estava ela em Florianópolis há uns dois anos atras, feliz da vida, após passar um fim -de -semana de sol e praia. Na ultima noite naquela bela ilha, foi a um luau. Depois da terceira tequila, começou a se soltar e  conheceu um rapaz mais jovem, sarado, bronzeado, divertidíssimo.  Na quinta tequila ela já nem prestava atenção  no que ele falava. Eles apenas riam de tudo, o mundo passou a ser  mais divertido e leve .

Enfim, minha amiga enamorou-se pelo rapaz sob o luar  de Florianópolis. Trocaram  e-mail, msn, celular, essas coisas todas de tempos modernos.
De volta a São Paulo, falaram-se pelo msn, pelo celular, ela soube mais detalhes da vida dele - ele trabalhava numa empresa de eventos em São Paulo, emprego modesto e não tinha carro.
Ela, uma mulher sofisticada, curso superior, desempregada por opção.  Bonita, acima da média. O seu maior defeito foi sempre procurar sarna pra se coçar. Ela tem o talento, até hoje, de só arrumar pessoas complicadas nas sua vida, desde familiares, amigos e, em especial, namorados.

Aquela noite mágica que passaram juntos em Floripa teve o poder de esvanecer qualquer inconveniente da realidade do rapaz.
Marcaram de se encontrar num domingo à noite (ele trabalhava aos sábados). Ela vai buscá-lo no metrô com seu carro. Estaciona e vai à pé até as escadarias onde marcaram de se encontrar.
Ao se aproximar do local, logo viu um sujeito sujo e suado, usando uniforme de futebol, com boné na cabeça, sorrindo em sua direção. Ela congelou. Não sabia se gritava ou saia correndo quando notou que, além de sujo, ele não tinha os dentes da frente. Era ele!!!

Vejam bem os perigos que o excesso de alcool. oferece! Muito mais perigoso do que dirigir embriagado é enamorar-se sob o efeito do álcool. Ele vinha ao seu encontro abrindo os braços e ela, rapidamente, inventou uma escapatória dizendo:
- Moço, você deve estar me confundindo com alguém.  
Desceu as escadarias, pegou o primeiro trem do metrô, e voltou de taxi para buscar o carro.

Eu já passei por algumas situações embaraçosas em primeiros encontros com amigos virtuais, alguns não agradaram, outros foram uma grata surpresa (a minoria, of course). Mas todos tinham dentes na boca! Ufaaa  



segunda-feira, 15 de março de 2010

TROCA OU NÃO TROCA?

Vocês devem se lembrar dos programas do Silvio Santos que, confesso, não assisto há mais de 10 anos. Mas não há uma só pessoa neste país que um dia não tenha assistido a um programa desse apresentador de gosto duvidoso e talento inegável (manter um programa no ar por mais de 30 anos não é para qualquer um).


Pois então, dias desses estava eu  a pensar, do nada, naqueles programas de auditório onde o participante ficava numa cabine com isolamento acústico, sem poder ver o auditório. E aí o participante tinha de escolher entre várias opções de prêmios, sem poder enxergar-los. O apresentador mostrava o objeto, que podia ser desde um carro até  um liquidificador e perguntava ao participante se ele escolhia aquela opção. A pessoa na cabine, sem poder ver, tinha que dizer sim ou não. Uma vez feita a escolha (muitas vezes prêmios excelentes), o apresentador ficava oferecendo para ele trocar por outa coisa.
Diversas vezes acontecia do participante que havia escolhido "no escuro" um carro zero quilômetro, acabar trocando-o por um simples radinho de pilha, enquanto o auditório enlouquecia, gritando em vão para que o participante não fizesse a troca. Todos estavam vendo que era uma péssima opção, menos o coitado do participante...


Pois bem, pergunto, será que algumas vezes as escolhas que fazemos na vida não se assemelham a esse programa? Somos o convidado, o participante... e a vida fica oferecendo opções a nossa frente: fazemos escolhas "cegas" baseadas nas condições do momento, nas nossas necessidades e medos. Poucas vezes são escolhas inteligente. E, uma vez feita a escolha, sempre aparecem opções no caminho para mudarmos de rumo. E aí...devemos fazer a troca? Trocar de marido?  De emprego? De cidade? De faculdade?

No meu caso, já fiz trocas desastrosas.
Recentemente, percebi a escolha desastrosa que fiz no tocante ao quesito "marido". Descobri um lado sobrio, assustador e maquiavélico do meu ex-marido, a quem eu considerava meu nelhor amigo, mesmo depois da separação.
Notei que várias pessoas "da platéia" conseguiam enxergar que ele era um mero radinho de pilha e não um prêmio que valesse à pena. Fico imaginando - e até acho graça em pensar - a cara de desapontamento e espanto que certas pessoas devem ter feito quando souberam da minha opção de me casar com ele. 

Outro dia, tive uma audiência com um casal de clientes, ambos na casa dos setenta anos. Eles vieram comentar estupefatos, que viram meu ex-marido no supermercado, com um minúsculo shortinho de corrida e camiseta regata. Ou seja, praticamente nú na concepção deles! Nada condizente a  um homem de quarenta e sete anos, segundo disseram. Ficaram satisfeitos ao saberem que eu havia me separado:
- Ele não é homem pra você, minha filha...

Meu ex-marido não é gay, apesar de depilar o peito, usar esses micro-shorts quando corre no parque e adorar roupas justas. Esse comportamento é meramente narcisista, seria uma ofensa aos gays compará-lo como tal. Tantas pessoas da platéia assistiram horas e horas, dias e anos do seu narcisismo explícito e eu estava o tempo todo na cabine, surda  e cega.

Por  isso, agora minhas escolhas serão feitas de olhos bem abertos, com direito à devolução. Não só no que diz respeito aos relacionamentos amorosos, mas também nos relacionamentos profissionais, nas amizades, até mesmo nos relacionamentos familiares. Cansei de ser explorada pelas pessoas - creiam, eu já fui e muito.
Como diz minha fiel escudeira: " Coração dos outros é terra que ninguém anda".

Possivelmente,  nunca mais irei acreditar completamente nas pessoas , acho que essa opção já se rompeu dentro de mim. E, de todo o patrimônio que meu ex-marido me roubou, o  pior foi  justamente ele ter me roubado a fé inabalável nas pessoas e a crença de que TODO ser humano, no fundo é bom.

Pense nas suas escolhas... você se sente no programa de auditório? Estou torcendo na platéia para que suas escolhas sejam sábias.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

COISAS QUE PERDEMOS PELO CAMINHO

Os índios têm uma crença, de que tirar fotos de uma pessoa rouba-lhe um pedaço de sua alma. É interessante analisar sob o aspecto de energia, a imagem da foto nada mais é do que a luz emitida por aquela pessoa captada pelas lentes da máquina. Mas acho mais plausível acreditar que as fotos possam tirar a inteligência das pessoas fotografadas constantemente, haja vista a duvidável intelectualidade das modelos.

Mas essa análise de "perder a alma" é algo que venho pensando ultimamente, depois de tantas mudanças, constantes, profundas, que ocorreram na minha vida nos últimos 5 anos. Sinto como se cada decepção, cada  porrada que levei (e foram muitas, creiam...) levasse um pedacinho de mim. E agora quase não resta nada da antiga "Cristine". 
SIm, muitos dirão que todos nós mudamos, nos reinventamos com o tempo, mas no meu caso, é quase como uma morte. A morte dos outros em vida e a minha própria. Aquelas pessoas que conheci não existem mais e foram substituídas por outras com o mesmo corpo, a mesma voz, mas não a mesma alma que eu acreditava  habitá-las. E eu, tampouco, sobrevivi. Acho que não sobrou nada do que eu era.


A melhor analogia que posso fazer, remonta ao filme SpiderMan 3 -O Homem- Aranha.
Quero deixar  registrado que odeio esse tipo de filme,  apenas acompanhava meu ex-marido ao cinema sob protesto. E mais, acho o Spiderman uma biba mal resolvida e um bossal.
Mas nesse filme em especial, uma cena ficou gravada, a do homem-areia que se desfazia a cada golpe da biba...ops, homem aranha... até virar nada, um monte de areia sem forma. A matéria estava lá, mas não existia mais forma.
Eu sinto um pouco isso... as coisas que fui perdendo pelo caminho foram como pedaços de areia, que iam se dissipando, dissolvendo, e quando me dei conta, já não havia a mesma forma. 

A vantagem é que a areia está aí, para ser remodelada, para receber nova forma, mas aquela antiga está perdida para sempre. Um pedaço da alma se foi...
Com isso, perdi coisas pelo caminho, perdi sonhos, perdi a fé nas pessoas, a ingenuidade ( é bom ser ingênua, mas o preço é alto!).
Perdi amigos, família, mas teve um importante ganho: ganhei a mim mesma. Com tudo isso, aprendi a contar comigo mesma e a ser a única responsável pela minha felicidade (e infelicidade também).

Bom, já que a areia está aí pra ser remodelada, bem que eu podia dar uma economizada  na  areia e ficar mais magrinha, quem sabe dar uma arrebitadinha do nariz, aumentar o tamanho do pé (maior sacrifício achar sapato tamanho 33!). Aproveitar também pra dar uma alisada no molde do rosto, esconder as ruguinhas,  deixar meus lábios carnudos à la Angeline Jolie. Enfim, podia dar uma recalchutada geral...rsrs 
Vai sonhando, vai sonhando... Não posso reclamar ainda, acho que ainda dou um caldo... hehehehe

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

UMA NOITE NO MOTEL...


Tudo o que eu queria era passar uma noite  no conforto de um ar condicionado e tentar dormir.  Já fazia 3 noites que eu estava sem dormir por causa do calor insuportável em São Paulo. Isso aliado às preocupações com meu trabalho formava o coquetel perfeito para minha insônia.

Meu namorado chegou de viagem na segunda de carnaval e veio a idéia: por que não passar a noite em um desses motéis que dão direito à pernoite,  escolher uma suíte com ar condicionado, um solarium e uma hidro, para poder tomar sol e me refrescar no dia seguinte pela manhã? Escolha feita, analisando custo/benefício, fomos a um tradicional motel de São Paulo. A suíte duplex, com solarium e hidro gigante no andar superior, um potente ar condicionado, uma TV LCD gigante com todos os canais a cabo, e ainda de quebra... wi-fi (viciado em internet é fróids... leva o notebook até no motel...).

Tudo começou bem, logo ao chegarmos ligamos o ar condicionado... ahhh que delícia. Depois enchemos a hidro gigante com água fria (quem não tem praia nem piscina, se satisfaz com uma hidro, né?). Depois de nos refrescarmos na água geladinha, pedimos o jantar. 

Não resisto em fazer um adendo aqui: os motéis de São Paulo possuem um compartimento próximo à porta, onde a refeição é colocada. Pelo lado de dentro do quarto parece um mini armário,  com uma portinha para dentro do quarto e outra para fora. Meu namorado, carioca desavisado, colocou sua roupa ali, imaginando trata-se de  um  mini guarda-roupa (e bota mini nisso,rssrs). 

Imagine a camareira ao abrir a portinha para colocar o jantar deparar-se com cueca, calça, meia... no compartimento da comida. Deve ter sido uma ginástica para a coitada acomodar a refeição no meio das roupas. 

No entanto, o que prometia ser uma noite gloriosa começou a desandar quando, ao pedirmos o jantar, na primeira mordida, quebra-se o dente do meu namorado e ele quase se engasga com o dito cujo. Ainda sentados à mesa, jantando, notamos que o ar condicionado estava congelando o ambiente. Tentamos diminuir a potência ou aumentar a temperatura, mas em vão. A recepcionista informou que não era possível ajustá-lo (um modelo moderníssimo split hiwall, capaz de refrigerar um auditório com 50 pessoas, tamanha a sua potência.
Desavisados, havíamos apenas colocado na mochila pijaminhas bem leves para passar a noite. A única opção para não morrermos de hipotermia era ligar e desligar o ar de tempos em tempos. E assim foi a noite toda: ora congelando, ora suando em bicas.
Veja lá se tem clima pra namorar numa situação dessas! Dente quebrado, ar condicionado infernal, e ainda, para colaborar... o wi-fi e tampouco a TV a cabo funcionavam.

Meu namorado entregou-se aos braços de Morfeu, e eu fiquei lendo até alta madrugada, mais uma vez sem sono.
E mais uma noite em claro... Ligando e desligando o bendito ar!
Pela manhã, senti saudades do meu ventiladorzinho...

sábado, 19 de dezembro de 2009

SÓ UMA VEZINHA, SÓ UMINHA!!



Fale a verdade, mas a verdade mesmo: quantas vezes você se pegou fazendo coisas que acha erradas e critica quem as faz?
Eu estava lendo um artigo de uma psicóloga, ela dizia que temos a tendência em culpar os outros por tudo que é errado.
Há desonestidade no  Brasil? Culpa dos politicos!
O trânsito está caótico? Culpa dos motoboys estressados, dos motoristas folgados, dos outros!
E enfim... enchente em São Paulo? Culpa dessa gente sem educação que joga lixo na rua.
Mas aí ela pergunta: você nunca, mas nunquinha mesmo, jogou um papelzinho que seja na rua?
E naquele dia que vc estava cheio/a de compras e o papel do sorvete caiu sem querer de sua mão?
E naquele dia que seu filho estava comendo maçã e sobrou  um pedaço, você jogou pela janela do carro, só aquela vez?
Todos temos "dias de emergência" Eu respeito fila, mas já furei fila uma vez, por que estava atrasada para uma audiência. Já joguei casca de banana no meio fio (faz muitos anos e até hoje dói na consciência).
 Lendo o artigo, cheguei à conclusão que o que nos torna melhor é quando não sucumbimos à tentação do "só uma vezinha, só hoje..."
Somos melhores quando não fazemos coisas politicamente incorretas só por que estamos com pressa, ou qualquer outra desculpa esfarrapada e conveniente que nos venha à mente.

Abrir concessão parece desculpa de gordo pra escapar do regime: só um pedacinho não vai fazer mal, só uma vezinha não vai engordar.
Claro que faz mal, claro que engorda escapar da dieta, claro que entope o bueiro jogar só um papelzinho, claro que piora o trânsito fazer só aquela vez uma conversão proibida. Todas essas vezinhas somadas,de cada um dos 14 milhões de habitantes (só em São Paulo!!), imagine só...
E não adianta falar no diminutivo - papelzinho,  vezinha, viradinha na contra-mão, furadinha de fila - que não ameniza a m... que estamos fazendo.

São Paulo alagou mais uma vez esta semana, qualquer dia vou trocar meu carro por um caiaque, polui menos, não gasta gasolina e não paga IPVA. Pena que com o aquecimento global (decorrente de tantas concessões que também fazemos em prejuízo do clima) é mais provável que eu morra torrada do que afogada nessa cidade.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

VOU ORGANIZAR UMA PASSEATA ...PELADONA NA UNIBAN






A que ponto chega a intolerância, o moralismo...
Inadmissível que, em uma metrópole como São Paulo, existam jovens com mentalidade tão provinciana, capazes de "lincharem" moralmente uma mulher por estar usando um vestido curto.

Desde o ocorrido, venho lembrando da música do Chico Buarque, sucesso no início dos anos 80:

"Joga pedra na Geni, joga pedra na Geni, ela é feita pra apanhar , ela é boa de cuspir, ela dá pra qualquer um, maldita Geni..."

Quero organizar um protesto nessa faculdade e convidar um monte de gente pra ir pelada... Vai ver esse povo que estuda lá nunca viu gente pelada, vai ver eles não tem bunda, nem outras partes do órgão reprodutor. MAs o que mais lhes faz falta mesmo, é o cérebro... e o bom senso!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

SERÁ QUE AS MULHERES SÃO TÃO PATÉTICAS ASSIM?


Estava procurando um livro para ler, no site de uma grande livraria, quando percebi a imensa quantidade de livros de "auto-ajuda" à venda. A maior parte deles endereçada ao público feminino. No entanto, espantei-me ao notar como esses mesmos livros que são direcionados às mulheres, as retrata de maneira tão patética já na capa- vide foto ao lado!! Os títulos são ainda mais absurdos:

" Como fisgar um solteiro",  "Procuram-se: namorado e emprego", "Pare de levar foras" , "Por que os homens mentem e as miulheres choram"," Ele simplesmente não está a fim de você" (obs: esse virou até filme!), "Homens são ostras, mulheres são pé de cabra", Estou ótima: como sobreviver os 100 primeiros dias depois de levar um fora do amor da sua vida" e... finalmente...o escatológico "Mulé é bicho burro mesmo"



Você duvida da existência desses livros? Pois eu desafio você a fazer uma busca de poucos segundos no Google.
Houve um tempo em que as mulheres eram cortejadas, outro ainda mais longínquo, em que as mulheres comandavam a sociedade, eram consideradas seres divinos por possuírem o dom de gerar outro ser humano em seu ventre.
Mas, afinal, o que aconteceu para a situação descambar para esse nível que ficou hoje?

O que mais me entristece é perceber que a maioria das mulheres de fato acredita nessa "sina" de que não podem ser felizes sem ter um homem ao seu lado. Mesmo que esse homem não valha um centavo sequer!

Quando eu decidi me separar, uma amiga em especial tentou me dissuadir dessa decisão. Segundo seus argumentos, eu já não era mais uma mocinha, aquele já era meu segundo casamento e, principalmente, NÃO HAVIA MAIS HOMENS DISPONÍVEIS NO MERCADO.

Ela dizia isso com visível desespero e, confesso, no início fiquei apavorada. Será que estava fadada a viver uma vida solitária a partir de então?? Pois que fosse, covarde eu nunca fui, muito menos acomodada.
Eu estava infeliz no casamento, muito embora não houvesse motivos sérios e concretos para separar. Meu ex marido era trabalhador, eu desconhecia qualquer traição da parte dele (se é que houve), era  uma pessoa divertida, mas eu não suportava mais viver com ele, simples assim. Talvez pelo fato de que, nos momentos mais difíceis da minha vida, não pude contar com o apoio emocional dele, isso foi matando meu sentimento por ele aos poucos...  

Muitas mulheres, eu sei, suportam casamentos com problemas mais sérios, tais como traições, alcoolismo, abandono... e não largam o osso! Preferem  isso a se verem sozinhas. Mas eu não sou assim, resolvi arriscar e me atirar na selva, quem sabe o quadro não fosse tãoooo desesperador.

Separei-me às vesperas do Natal. Passei Natal e Ano Novo sozinha, com meus cachorros apenas. Foi o maior teste de sobrevivência possível e eu sobrevivi! Nem foi tão ruim...

Depois, veio o carnaval, e com ele alguns encontros que serviram de distração. Seguidos de muitos outros. Conheci homens interessantes (minoria) e idiotas (maioria), alguns viraram amigos, outros esquecidos no fundinho na memória.
Já fui mordida em um primeiro encontro (contei o caso aqui pra vocês, lembram?),  vivi minha experiência à la Marília Gabriela com um ninfeto de 20 e poucos aninhos... Aproveitei muito, em nenhum segundo eu me arrependi de ter arriscado.

E, após um tempo, descobri que essa história de que "não há mais homens bons disponíveis no mercado", que todos os que valem à pena estão comprometidos ou são gays... É LENDA!!

Alguma mente diabólica nos faz acreditar nessa falácia, para que nós, mulheres, continuemos nas nossas vidinhas medíocres, com medo de arriscar.  Quem será que incutiu nas nossas mentes que nós não somos boas o suficiente? Quem nos ensinou a sermos tão patéticas a ponto de comprarmos livros que nos esculacham já no título?

As mulheres compraram a idéia de que faltam homens no mercado e eu repito: é lenda!

Enquanto mulheres choram aos quatro cantos a falta de um homem,  há um mundo aí fora pra ser vivido de maneira divertida. Basta mudar a maneira de encarar a vida e ARRISCAR.

Eu arrisquei, não comprei a idéia de que sou uma mulher patética em busca de um "homem pra chamar de meu" e sabem o que aconteceu? Acabei encontrando, sem procurar. Quem disse que eles não existem.??
O meu é bem real, carinhoso, companheiro,  e estava soltinho no mercado...rsrs


sexta-feira, 18 de setembro de 2009

VOCÊ FAZ XIXI NO CHUVEIRO?



Tem certas coisas que entram na nossa cabeça e parecem ficar coladas na memória com superbonder.
Há alguns meses recebi um e-mail dizendo que, se a cada banho você fizer xixi no chuveiro, serão cerca de 12 litros economizados da descarga do vaso sanitário. Em uma casa com 3 pessoas a economia é de 36 litros diários.

Eu sou uma neurótica do politicamente correto. Jamais jogo lixo na rua, procuro reciclar as embalagens, uso o mínimo de sacolas plásticas onde faço compras, podendo evitá-las eu assim o faço.
Mas daí a fazer xixi no pé, pra economizar água... vai uma distância. Tá bom que o xixi é meu,e estou lavando o corpo, não vai ficar resíduo, mas é estranho.

Pois bem, amigos, fico no maior dilema. Não há uma vez sequer que eu tome banho que eu não me sinta culpada. E só de abrir o registro do chuveiro, minha bexiga fiça ouriçada, querendo dar o ar da graça. Confesso que já fiz xixi no banho pra ver como é, mas fico neurótica depois, achando que o banheiro está cheirando urina. Claro que não fica cheiro algum, senão na minha consciência. Ai,ai... que dilema.

Será que até no xixi preciso ser politicamente correta?? Preciso arrumar alguma outra coisa pra pensar na hora do banho, aceito sugestões.

A propósito, a campanha do xixi no chuveiro é séria, seríssima. É promovida pela ONG SOS Mata Atlântica, e pode ser conferida no site http://www.xixinobanho.org.br


segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Descubra quem é seu sósia...

Hoje recebi um telefonema de um amigo. Ele disse estar chateado comigo, pois ao me encontrar no Café da Livraria Cultura e eu não o cumprimentei -ao contrário, virei a cara para ele  quando ele sorriu de longe ao me ver.
Acontece  que eu NÃO estive na Livraria Cultura hoje e faz mais de um ano que não vou lá. Foi difícil convencer meu amigo que ele se confundiu ou que eu devo ter uma sósia zanzando por aí.
Isso fez com que eu lembrasse de uma teoria que li a respeito de todos termos sósias em algum lugar do mundo. Alguns são conhecidos. Basta olhar as fotos do apresentador Luciano Hulk e do goleiro Rogerio Ceni: são gêmeos separados ao nascer!
Meu irmão já disse diversas vezes ter encontrado comigo em lugares que eu não estive, semana passada uma amiga jurou ter me encontrado no carro, em alguma avenida da cidade pela qual não passei. Devo ter uma sósia bem saidinha! 
Pior que sósia é homônimo. Se o seu homônimo é trambiqueiro, prepare-se para ter problemas. Na hora de realizar algum negócio, ao se pesquisar as ações em andamento na Justiça estadual, você poderá ter uma surpresa desagradável: dezenas de ações em seu nome - em que você aparece como réu, obviamente. Da-lhe tirar certidões de objeto e pé de cada processo, para provar que o seu nome pode ser idêntico, mas o RG e CPF são diferentes. Coitados dos "Jose da Silva", "Maria dos Santos", e por aí vai...
Voltando aos sósias, existe um site que, em poucos segundos e gratuitamente, faz uma busca das personalidades famosas que se parecem com você. Basta você inserir uma foto sua e clicar com o mouse no centro do seu olho direito e depois no centro do olho esquerdo. A minha foto deu como resultado que sou sósia da Sarah Jessica Parker.  Nada mal para uma tupiniquim pouco ou nada famosa, hein?
  Ficou curioso? Veja com quem você se parece. O site é: http://www.play-analogia.com/ 
Caso algum moçoilo seja parecido com o ator Gerald Butler, favor mandar telefone de contato para mim...hehehe