Eu jurei, fiz promessa, bati o pé: desta vez eu queria ficar sozinha, pelo menos um ano. Precisava "desintoxicar" de relacionamentos. Eu praticamente emendei 3 relacionamentos nos últimos 20 anos!
O último teve um término inusitado: poucos minutos após a meia-noite da virada do ano. Desde então, venho me dedicando à única função de cuidar de mim, sair com meus amigos, manter relacionamentos leves e soltos (sem expectativa de querer um telefonema na manhã seguinte).
Mas mulher é bicho curiosoooo. Além da curiosidade, tive o incentivo OSTENCIVO das leitoras deste blog.
Pois é... adivinhem: liguei para o "lasanha man".
(Para aqueles que não leram o post "Praga de Mãe", trata-se do filho "nerd" de uma amiga da minha mãe que, há muitos anos atrás, me convidou para sair e eu derrubei uma quentinha de lasanha no sapato dele logo de cara. Recentemente reencontrei-o e descobri que ele se tornara um belíssimo homem).
(Para aqueles que não leram o post "Praga de Mãe", trata-se do filho "nerd" de uma amiga da minha mãe que, há muitos anos atrás, me convidou para sair e eu derrubei uma quentinha de lasanha no sapato dele logo de cara. Recentemente reencontrei-o e descobri que ele se tornara um belíssimo homem).
Conversamos por quase meia hora até que ele perguntou se eu aceitaria almoçar com ele.
Fomos almoçar em um restaurante delicioso, que fica em um museu. As mesas são dispostas para um lindo gramado com árvores frondosas, passarinhos cantando, parecia um almoço em uma casa de campo.
Ele contou da experiência de morar em outro país, do quanto os brasileiros sofrem discriminação, reclamou da frieza dos europeus e da dificuldade de se relacionar com as pessoas. Ele falava e eu só conseguia prestar atenção nas covinhas que ele tem nas bochechas. Acho que passei o almoço com cara de abobada, as mulheres devem entender o que eu quero dizer, aquela cara de " ai,ai... suspiros", que todas nós já fizemos, ainda que ao assistir uma cena romântica, perfeita, na novela das 8 ou em um filme meloso.
Terminado o almoço, ele me levou de volta a minha loja, estacionou o carro e segurou minha mão, dizendo:
- Dessa vez vou te segurar para você não sair correndo!
Beijou demoradamente a minha mão, meu coração parecia que ia sair pela boca... olhou para mim e disse que, por hora, ele iria beijar só a mão.
Desceu do carro, abriu a porta para mim (cavalheirooo), minhas pernas estavam tão bambas que eu mal consegui disfarçar. Quando ele entrou novamente no carro, abriu a janela e disse para eu reservar o sábado para ele, e saiu.
Ai,ai,ai,ai,aiiiiii... apaixonei! Fiquei o resto do dia revendo na minha memória tudo o que ele falou, como falou, as covinhas, o jeitinho calmo (oposto do meu). Fui flechada. Totalmente contra a minha vontade. Convenhamos... nada é mais inquietante e causa mais desconforto do que uma paixão. A paixão tira o sono, faz a pessoa perder o chão, passa o dia todo com cara de bobo, nada mais tem graça a não ser estar com aquela pessoa.
Acreditem, hoje eu não vejo vantagens em me apaixonar. Tudo o que eu quero é paz, durante os últimos 14 meses minha vida foi uma montanha russa e eu preciso de férias emocionais. Mas o meu cupido é desobediente, escolheu o momento errado. O que posso dizer? Esse cupido está sumariamente DESPEDIDO!

















